30/09/2013
Presidente da CUT realiza plenária no Clube dos Bancários
Em plenária realizada no dia 27 de setembro, o presidente da CUT – Central Única dos Trabalhadores – Vagner Freitas, falou sobre vários temas referentes de interesse da classe trabalhadora. Entre os assuntos debatidos, destaca-se o Projeto de Lei 4.330, de autoria do deputado estadual Sandro Mabel (PMDB – GO).
O projeto regulamenta a terceirização das atividades-fins nos setores públicos e privados. “Esse projeto, defendido pelo empresariado permite que os trabalhadores de bancos, por exemplo, sejam todos demitidos. Uma empresa terceirizada seria contratada para trazer mão de obra mais barata, além de funcionários com menos direitos”, esclarece.
Segundo Freitas, se aprovado, o projeto deve desregulamentar o mercado de trabalho e precarizar as relações trabalhistas. “Hoje, no Brasil, os trabalhadores que ganham menos e trabalham mais com menos direitos e piores condições de trabalho é exatamente o terceirizado, que também adoece e morrem por razões relacionadas ao ofício com mais frequência”, explica.
Ele ressalta que a CUT é radicalmente contrária ao projeto e tem reivindicado que ele seja tirado do Senado Nacional ou não seja aprovado nem na CCJ nem no plenário da Câmara, o que o presidente da CUT acredita que acontecerá.
“A luta dos trabalhadores, quando é feita com a qualidade que estamos fazendo, é recompensada com a vitória. Nós estamos dizendo para os deputados e deputadas que nós vamos denunciar como inimigos da classe trabalhadora todos os que votarem a favor do 4.330. Acredito que irão votar contra por medo de não se reelegerem”.
O projeto regulamenta a terceirização das atividades-fins nos setores públicos e privados. “Esse projeto, defendido pelo empresariado permite que os trabalhadores de bancos, por exemplo, sejam todos demitidos. Uma empresa terceirizada seria contratada para trazer mão de obra mais barata, além de funcionários com menos direitos”, esclarece.
Segundo Freitas, se aprovado, o projeto deve desregulamentar o mercado de trabalho e precarizar as relações trabalhistas. “Hoje, no Brasil, os trabalhadores que ganham menos e trabalham mais com menos direitos e piores condições de trabalho é exatamente o terceirizado, que também adoece e morrem por razões relacionadas ao ofício com mais frequência”, explica.
Ele ressalta que a CUT é radicalmente contrária ao projeto e tem reivindicado que ele seja tirado do Senado Nacional ou não seja aprovado nem na CCJ nem no plenário da Câmara, o que o presidente da CUT acredita que acontecerá.
“A luta dos trabalhadores, quando é feita com a qualidade que estamos fazendo, é recompensada com a vitória. Nós estamos dizendo para os deputados e deputadas que nós vamos denunciar como inimigos da classe trabalhadora todos os que votarem a favor do 4.330. Acredito que irão votar contra por medo de não se reelegerem”.
Greves
Em entrevista à reportagem do Brasil Atual, Vagner Freitas fala sobre as greves que têm sido promovidas por diversas categorias nos últimos anos.
“A CUT é a central sindical mais combativa do Brasil. Como tem mais trabalhadores e enfrentamentos, é a que realiza mais greves. A greve é um instrumento utilizado quando a negociação com o patrão não surte efeito”, explica.
De acordo com Freitas, no Brasil, há pouca negociação coletiva – com exceção de categorias mais unificadas, como bancários e metalúrgicos. “No setor público não há direito à negociação e privado, são poucas as categorias que tem um contrato nacional de trabalho ou negociação direta com o patrão em relação ao direito dos empregados”.
Ele considera que a greve tem sido muito bem utilizada como instrumento de negociação no Brasil e trazido ganhos importantes para a classe trabalhadora. “Tem que ter aumento real de salário, reposição do nível da inflação e aumentar os benefícios para poder, com essa luta consagrada, alavancar o crescimento de toda a economia”, considera.
“A CUT é a central sindical mais combativa do Brasil. Como tem mais trabalhadores e enfrentamentos, é a que realiza mais greves. A greve é um instrumento utilizado quando a negociação com o patrão não surte efeito”, explica.
De acordo com Freitas, no Brasil, há pouca negociação coletiva – com exceção de categorias mais unificadas, como bancários e metalúrgicos. “No setor público não há direito à negociação e privado, são poucas as categorias que tem um contrato nacional de trabalho ou negociação direta com o patrão em relação ao direito dos empregados”.
Ele considera que a greve tem sido muito bem utilizada como instrumento de negociação no Brasil e trazido ganhos importantes para a classe trabalhadora. “Tem que ter aumento real de salário, reposição do nível da inflação e aumentar os benefícios para poder, com essa luta consagrada, alavancar o crescimento de toda a economia”, considera.
Igualdade
Um dos grandes ideais dos movimentos de esquerda é a igualdade de oportunidades entre os gêneros e etnias, além da inclusão dos homossexuais no mercado de trabalho.
Vagner Freitas não considera a igualdade um sonho distante, embora admita que a luta não acabou.
“Nós avançamos muito nos últimos anos, mas há uma desigualdade muito grande. Se você avaliar a questão de gênero, por exemplo, as trabalhadoras em geral trabalham nos mesmos postos que os homens com remuneração de 30 a 40% menor”, ressalta.
Ele afirma que o mundo do trabalho é bastante aberto à mão de obra feminina, mas as mulheres não têm acesso aos postos mais importantes e cargos de chefia, esses continuam nas mãos dos homens.
“A trabalhadora negra sofre um duplo preconceito. O mercado de trabalho para negros e indígenas é altamente restrito pelo preconceito no setor privado. Em geral são postos de hierarquia menor e em trabalhos menos vantajosos em relação ao salário”, afirma.
Quanto aos trabalhadores homossexuais ele afirma que estes sofrem muito preconceito. “Poucas categorias conseguem avançar nisso. Nós conseguimos colocar no acordo de trabalho dos bancários o acesso dos companheiros dos homossexuais que tenham união estável no plano de saúde”.
Esse direito não foi concedido por outras categorias. “Nós precisamos que a questão da sexualidade não seja uma limitação para os direitos trabalhistas, mas é. E não é só isso, a sociedade é altamente preconceituosa. Esse é um processo de luta permanente”.


Vagner Freitas não considera a igualdade um sonho distante, embora admita que a luta não acabou.
“Nós avançamos muito nos últimos anos, mas há uma desigualdade muito grande. Se você avaliar a questão de gênero, por exemplo, as trabalhadoras em geral trabalham nos mesmos postos que os homens com remuneração de 30 a 40% menor”, ressalta.
Ele afirma que o mundo do trabalho é bastante aberto à mão de obra feminina, mas as mulheres não têm acesso aos postos mais importantes e cargos de chefia, esses continuam nas mãos dos homens.
“A trabalhadora negra sofre um duplo preconceito. O mercado de trabalho para negros e indígenas é altamente restrito pelo preconceito no setor privado. Em geral são postos de hierarquia menor e em trabalhos menos vantajosos em relação ao salário”, afirma.
Quanto aos trabalhadores homossexuais ele afirma que estes sofrem muito preconceito. “Poucas categorias conseguem avançar nisso. Nós conseguimos colocar no acordo de trabalho dos bancários o acesso dos companheiros dos homossexuais que tenham união estável no plano de saúde”.
Esse direito não foi concedido por outras categorias. “Nós precisamos que a questão da sexualidade não seja uma limitação para os direitos trabalhistas, mas é. E não é só isso, a sociedade é altamente preconceituosa. Esse é um processo de luta permanente”.


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