23/09/2013

Greve se fortalece em todo o Brasil. Na região de Catanduva não é diferente.

Houve um aumento significativo na adesão dos bancários à greve na última quinta-feira, segundo dia de paralisação.  Em todo o país, subiu para 7.282 o número de agências e centros administrativos de bancos públicos e privados fechados, o que corresponde a 18,5%.
Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, na base da entidade, a greve também se expandiu.
“Conseguimos fechar agências bancárias de vários municípios, que ainda não estavam paralisadas. E já recebemos a informação de que hoje, a paralisação será ainda mais abrangente”, afirma.
Marcelo ressalta que o progressivo aumento no número de bancários com os braços cruzados indica a insatisfação dos trabalhadores do setor financeiro e que, ao contrário da proposta da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), 84,5% dos acordos salariais realizados em 2013 no Brasil têm aumento real de salário.
“É impossível que o setor que mais lucra se recuse a acompanhar os demais e permaneça com sua proposta indecente”, alfineta.
Confira as reivindicações da categoria bancária:

 Reajuste salarial de 11,93% (5% de aumento real além da inflação)

 PLR: três salários mais R$ 5.553,15.

Piso: R$ 2.860,21 (salário mínimo do Dieese).

 Auxílios alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 678 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

Melhores condições de trabalho, com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoece os bancários.

Fim das demissões, mais contratações, aumento da inclusão bancária, combate às terceirizações, especialmente ao PL 4330 que precariza as condições de trabalho, além da aplicação da Convenção 158 da OIT, que proíbe as dispensas imotivadas.


 Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.

 Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós-graduação.

 Prevenção contra assaltos e sequestros, com o fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários.

Igualdade de oportunidades para bancários e bancárias, com a contratação de pelo menos 20% de negros e negras.
   

   

   

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