29/08/2013
Terrorismo do mercado financeiro e novo aumento da Selic são criticados pela Contraf
A Contraf-CUT criticou a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que efetuou nesta quarta-feira (28) um novo aumento de 0,5 ponto percentual elevando a taxa básica de juros, a Selic, para 9% ao ano.
"O Copom e o Banco Central capitularam mais uma vez ao terrorismo do mercado financeiro e dos especuladores. Antes, a desculpa para elevar a taxa de juros era a chamada 'inflação do tomate', que já recuou. Agora, o motivo é a desvalorização do real frente ao dólar norte-americano. Mas os argumentos do rentismo não se sustentam, pois o resultado é o mesmo: transferência de bilhões de recursos públicos para as instituições financeiras, que detém 25% da dívida pública, desestímulo ao crescimento, encarecimento do crédito e freio na geração de empregos e renda", avalia Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.
Para o dirigente sindical, "a elevação da Selic pela quarta vez consecutiva em 2013 não se justifica", uma vez que o impacto das políticas monetária e fiscal adotadas pelos Estados Unidos, que está provocando as oscilações para cima da moeda americana, é pontual. A taxa de câmbio deve cair até o final do ano e a inflação deve manter a tendência de queda no segundo semestre e fechar o ano abaixo do teto da meta de 6,5%.
De acordo com estimativas do Dieese, cerca de 30% da dívida pública brasileira está atrelada à Selic e, a cada 0,5 ponto percentual a mais nessa taxa, a dívida cresce R$ 3 bilhões ao ano, recursos estes que acabam sendo transferidos, em grande parte, para os bancos, que são os maiores credores do Estado. "Esse repasse significa quase seis vezes o valor de R$ 511 milhões do convênio do governo brasileiro com Cuba, que trará 4 mil médicos para trabalharem no país até 2014", compara Cordeiro.
"Outro fator importante é que os bancos têm grande interesse em que a Selic aumente para desestimular a poupança e redirecionar recursos para os fundos de investimentos, cujas taxas de administração são altíssimas", salienta.
Para a Contraf-CUT, além das metas de inflação, o Banco Central precisa definir também metas sociais como a geração de empregos e renda e a redução das desigualdades sociais. "Queremos também que o governo convoque uma conferência nacional do sistema financeiro, a fim de que a sociedade possa discutir o papel dos bancos e do crédito. O Brasil não pode ficar refém da ganância dos rentistas e especuladores do mercado", reafirma Cordeiro.
Fonte: Contraf-CUT
"O Copom e o Banco Central capitularam mais uma vez ao terrorismo do mercado financeiro e dos especuladores. Antes, a desculpa para elevar a taxa de juros era a chamada 'inflação do tomate', que já recuou. Agora, o motivo é a desvalorização do real frente ao dólar norte-americano. Mas os argumentos do rentismo não se sustentam, pois o resultado é o mesmo: transferência de bilhões de recursos públicos para as instituições financeiras, que detém 25% da dívida pública, desestímulo ao crescimento, encarecimento do crédito e freio na geração de empregos e renda", avalia Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.
Para o dirigente sindical, "a elevação da Selic pela quarta vez consecutiva em 2013 não se justifica", uma vez que o impacto das políticas monetária e fiscal adotadas pelos Estados Unidos, que está provocando as oscilações para cima da moeda americana, é pontual. A taxa de câmbio deve cair até o final do ano e a inflação deve manter a tendência de queda no segundo semestre e fechar o ano abaixo do teto da meta de 6,5%.
De acordo com estimativas do Dieese, cerca de 30% da dívida pública brasileira está atrelada à Selic e, a cada 0,5 ponto percentual a mais nessa taxa, a dívida cresce R$ 3 bilhões ao ano, recursos estes que acabam sendo transferidos, em grande parte, para os bancos, que são os maiores credores do Estado. "Esse repasse significa quase seis vezes o valor de R$ 511 milhões do convênio do governo brasileiro com Cuba, que trará 4 mil médicos para trabalharem no país até 2014", compara Cordeiro.
"Outro fator importante é que os bancos têm grande interesse em que a Selic aumente para desestimular a poupança e redirecionar recursos para os fundos de investimentos, cujas taxas de administração são altíssimas", salienta.
Para a Contraf-CUT, além das metas de inflação, o Banco Central precisa definir também metas sociais como a geração de empregos e renda e a redução das desigualdades sociais. "Queremos também que o governo convoque uma conferência nacional do sistema financeiro, a fim de que a sociedade possa discutir o papel dos bancos e do crédito. O Brasil não pode ficar refém da ganância dos rentistas e especuladores do mercado", reafirma Cordeiro.
Fonte: Contraf-CUT
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Fim da escala 6x1 é aprovado na CCJ; votação no plenário do Senado será marcada
- Câmara aprova Convenção 190 da OIT contra violência e assédio no trabalho
- Confira a proposta da Caixa Econômica Federal
- Banco do Brasil finaliza proposta para renovação do ACT específico
- Assembleia virtual nos dias 3 e 4 de setembro vai decidir sobre proposta da Fenaban, BB e Caixa
- Mesa de negociação com Banco do Brasil foi remarcada para terça-feira (1º)
- Caixa apresenta proposta final para o Saúde Caixa e negociações avançam em carreira e remuneração variável
- Categoria garante aumento real, mantém direitos e alcança novas conquistas; Proposta será submetida às assembleias
- Banco do Brasil apresenta proposta para renovação do ACT específico
- 28 de agosto marca trajetória de luta e conquistas dos bancários
- Banco do Brasil apresenta avanços em negociação, mas funcionalismo cobra propostas financeiras
- Comando Nacional derrota propostas de arrocho salarial
- Sindicato celebra bancários com sorteio de prêmios e reforça mobilização na Campanha Nacional
- Caixa promete apresentar nova proposta para o Saúde Caixa nesta sexta-feira (28)
- Caixa lucra R$ 7,4 bilhões no semestre e movimento sindical cobra valorização dos empregados