28/08/2013
CUT completa hoje três décadas de muitas lutas e conquistas
A Central Única dos Trabalhadores (CUT) completa 30 anos nesta quarta-feira, 28 de agosto, dia do bancário. A trajetória da maior organização de trabalhadores da história do país é de protagonismo nas conquistas de direitos e na transformação social do Brasil. A CUT foi homenageada na segunda-feira (26) no Congresso Nacional pelo aniversário e pela participação nas melhorias sociais que os trabalhadores experimentam nos últimos 10 anos.
Uma das vitrines deste período tem sido a valorização permanente do salário mínimo. A política é motor para o desenvolvimento social do país, pois aquece a economia e distribui renda. Entre 2003 e 2013, o ganho real do salário mínimo no Brasil foi de 70,49%, segundo dados do Dieese. A valorização passou a ser uma política oficial após muitas lutas da CUT e das centrais sindicais que, desde 2004, levam anualmente milhares de trabalhadores a Brasília.
O governo Lula recebeu as representações da classe trabalhadora e atendeu às reivindicações, em um acordo histórico. Desde 2007, o salário mínimo passou a ser corrigido todos os anos pela inflação do ano anterior, somada à variação do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos anteriores.
Em 2011, já no governo Dilma, a forma passou a ser lei. "A política de valorização do salário mínimo é resultado de um acordo feito com a CUT e centrais e referendado pelo Congresso Nacional. É o maior acordo salarial do mundo, que vai além dos termos econômicos, porque foi firmado entre partes e com o trabalhador participando. Esse é um de grandes legados da CUT para a classe trabalhadora nos últimos tempos", afirma Vagner Freitas, bancário e presidente da central.
A ideia de que a CUT deve lutar também por causas sociais, além da questão trabalhista, está cada vez mais forte na central. "A tarefa é também melhorar a vida da classe trabalhadora fora do local de trabalho, como cidadão que tem direito a serviços básicos públicos e de qualidade, como a universalização da saúde", defende Freitas.
Exemplo de resistência
A Central também promoveu ao longo dos seus 30 anos lutas pela manutenção de direitos. O período neoliberal, que teve seu auge no governo FHC (1995-2002), promoveu uma grande ofensiva contra os direitos dos trabalhadores e colocou o movimento sindical em um período de resistência. Mesmo depois do neoliberalismo, as investidas dos setores patronais ainda estão presentes no país.
A CUT tem se unido a outras centrais para impedir retrocessos. Um exemplo bem sucedido de resistência foi a luta contra Emenda 3, que permitia a contratação de trabalhadores terceirizados para a realização de atividades-fim. Após muitos protestos, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara enterrou a medida em 2009.
A luta contra a Emenda 3 serve de inspiração para o atual momento, em que a CUT e as demais centrais estão unidas para derrotar o PL 4330, que legaliza a terceirização fraudulenta. A etapa seguinte dessa luta será nesta sexta-feira (30), em dia nacional de mobilização e paralisação contra o PL 4330 e pela pauta da classe trabalhadora.
Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo
Uma das vitrines deste período tem sido a valorização permanente do salário mínimo. A política é motor para o desenvolvimento social do país, pois aquece a economia e distribui renda. Entre 2003 e 2013, o ganho real do salário mínimo no Brasil foi de 70,49%, segundo dados do Dieese. A valorização passou a ser uma política oficial após muitas lutas da CUT e das centrais sindicais que, desde 2004, levam anualmente milhares de trabalhadores a Brasília.
O governo Lula recebeu as representações da classe trabalhadora e atendeu às reivindicações, em um acordo histórico. Desde 2007, o salário mínimo passou a ser corrigido todos os anos pela inflação do ano anterior, somada à variação do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos anteriores.
Em 2011, já no governo Dilma, a forma passou a ser lei. "A política de valorização do salário mínimo é resultado de um acordo feito com a CUT e centrais e referendado pelo Congresso Nacional. É o maior acordo salarial do mundo, que vai além dos termos econômicos, porque foi firmado entre partes e com o trabalhador participando. Esse é um de grandes legados da CUT para a classe trabalhadora nos últimos tempos", afirma Vagner Freitas, bancário e presidente da central.
A ideia de que a CUT deve lutar também por causas sociais, além da questão trabalhista, está cada vez mais forte na central. "A tarefa é também melhorar a vida da classe trabalhadora fora do local de trabalho, como cidadão que tem direito a serviços básicos públicos e de qualidade, como a universalização da saúde", defende Freitas.
Exemplo de resistência
A Central também promoveu ao longo dos seus 30 anos lutas pela manutenção de direitos. O período neoliberal, que teve seu auge no governo FHC (1995-2002), promoveu uma grande ofensiva contra os direitos dos trabalhadores e colocou o movimento sindical em um período de resistência. Mesmo depois do neoliberalismo, as investidas dos setores patronais ainda estão presentes no país.
A CUT tem se unido a outras centrais para impedir retrocessos. Um exemplo bem sucedido de resistência foi a luta contra Emenda 3, que permitia a contratação de trabalhadores terceirizados para a realização de atividades-fim. Após muitos protestos, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara enterrou a medida em 2009.
A luta contra a Emenda 3 serve de inspiração para o atual momento, em que a CUT e as demais centrais estão unidas para derrotar o PL 4330, que legaliza a terceirização fraudulenta. A etapa seguinte dessa luta será nesta sexta-feira (30), em dia nacional de mobilização e paralisação contra o PL 4330 e pela pauta da classe trabalhadora.
Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo
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