22/07/2013

Conferência Nacional dos Bancários aprova reivindicações da Campanha 2013

A Campanha Nacional dos Bancários 2013 terá como principais eixos reajuste de 11,93% (inflação projetada do período mais aumento real de 5%), valorização do piso salarial no valor do salário mínimo calculado pelo Diesse (R$ 2.860,21), defesa do emprego, fim da terceirização e combate às metas abusivas e ao assédio moral.
A pauta foi aprovada na 15ª Conferência Nacional dos Bancários, promovida em São Paulo no dia 21 de julho. Participaram do evento 629 delegados de todo o país, sendo 422 homens e 207 mulheres. A minuta será entregue à Fenaban no dia 30 de julho.
Aparecido Augusto Marcelo, presidente do Sindicato acredita que a Campanha Nacional deste ano será mais forte.
“Devido ao atual contexto do país e à identificação com as exigências das demais categorias, os bancários estão mais mobilizados do que na última greve. Além de reivindicações específicas da classe, vamos combater a ‘PL da Terceirização’ que afeta diretamente os trabalhadores do setor financeiro”, afirma.
Para o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, a Conferência Nacional foi marcada por unidade e participação.
"Todas as forças que compõem o movimento sindical bancário participaram da Conferência, que foi bastante plural e produziu um debate muito rico", destaca.
Sobre as reivindicações dos bancários,  ele ressalta a importância de melhor as condições de emprego. “Este ano, a luta contra o assédio moral e as metas abusivas terá um peso maior. Não podemos admitir que nossa categoria continue adoecendo física e psicologicamente por causa dos bancos".

Principais reivindicações

 Reajuste salarial de 11,93%: 5% de aumento real, além da inflação projetada de 6,6%;

 PLR: três salários mais R$ 5.553,15;

 Piso: R$ 2.860,21 (salário mínimo do Dieese);

 Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 678 ao mês para cada (salário mínimo nacional);

 Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoece os bancários;

 Emprego: fim das demissões, mais contratações, aumento da inclusão bancária, combate às terceirizações, especialmente ao PL 4330 que libera geral e precariza as condições de trabalho, além da aprovação da Convenção 158 da OIT, que proíbe as dispensas imotivadas;

 Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários;

 Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós;

 Prevenção contra assaltos e sequestros, com fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários;

 Igualdade de oportunidades para bancários e bancárias, com a contratação de pelo menos 20% de trabalhadores afro-descendentes;

Agenda política 

Os 629 delegados que participaram da conferência também aprovaram uma agenda política, com temas importantes da conjuntura nacional que precisam ser discutidos com os bancários e com a população. São eles:

* Combate sem tréguas ao PL 4330, que precariza as relações de trabalho.
* Reforma política, para democratizar o Estado.
* Reforma tributária, para corrigir injustiças.
* Marco regulatório da mídia visando democratizar as comunicações.
* Conferência Nacional do Sistema Financeiro.
* Investir 10% do PIB na educação.
* Investir 10% do orçamento em saúde.
* Transporte público de qualidade.

Calendário de luta

A 15ª Conferência aprovou ainda um calendário de luta que mescla o engajamento da categoria tanto na Campanha Nacional dos Bancários quanto na pauta de reivindicações da CUT e demais centrais sindicais. Confira:

Até 29/7 - Realização de assembléias para aprovar a pauta definida na 15ª Conferência.

30/7 - Entrega da pauta de reivindicações à Fenaban.

6/8 - Dia Nacional de Luta contra o PL 4330.

12 e 13/8 - Mobilizações em Brasília para convencer os parlamentares a rejeitarem o PL 4330.

22/8 - Dia Nacional de Luta dos Bancários, com passeatas no final do dia.

28/8 - Dia do Bancário, com atos de comemoração e de mobilização.

30/8 - Greve de 24 horas, em defesa da pauta geral dos trabalhadores apresentada ao governo e ao Congresso Nacional apresentada pela CUT e demais centrais sindicais.





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