26/04/2013
Santander lucra R$ 1,5 bilhão no ano e demite centenas de trabalhadores
São Paulo - O Santander lucrou R$ 1,5 bilhão nos primeiros três meses do ano e os destaques do faturamento ficaram por conta, mais uma vez, do trabalho dos bancários. O arrecadado com operações de crédito subiu 8,3%, batendo em R$ 256 bilhões, e com prestação de serviços e tarifas saltou 9,1%, chegando a R$ 2,7 bilhões.
Apesar disso, o Santander continua sem reconhecer o valor dos funcionários, já que, além de não atender a pauta de reinvindicações, ainda demite. Entre janeiro e março de 2013 o saldo de postos de trabalho caiu 2,8% com o fechamento de centenas de vagas. Com isso, o gasto com despesas de pessoal foram reduzidos em 4,2%, ficando em R$ 1,753 bilhão.
"A incongruência dessas demissões está no fato de o arrecadado apenas com tarifas e prestação de serviços daria para pagar a folha inteirinha e ainda sobrariam 54% 'de troco'", diz a diretora executiva do Sindicato, Rita Berlofa. "Ou seja, o banco tem muita margem para contratar, o que aliviaria a sobrecarga dos funcionários e melhoraria o atendimento aos clientes, mas prefere demitir", acrescenta.
O Brasil continua sendo a galinha dos ovos de ouro do Santander. O lucro gerado pelos trabalhadores brasileiros responde por 26% do total no mundo inteiro. O resultado apresentado por toda Europa Continental, por exemplo, respondeu por 25%.
O patrimonio líquido subiu 6,5%, indo a R$ 51 bilhões, e os ativos cresceram 7,5%, batendo em R$ 448 bilhões.
PDD - Novamente, a Provisão para Despesas Duvidosas, colchão que o banco cria para cobrir inadimplência, subiu, agora em 9,1%, apesar de o índice de falta de pagamento acima de 90 dias ser de apenas 5,8%.
Apesar disso, o Santander continua sem reconhecer o valor dos funcionários, já que, além de não atender a pauta de reinvindicações, ainda demite. Entre janeiro e março de 2013 o saldo de postos de trabalho caiu 2,8% com o fechamento de centenas de vagas. Com isso, o gasto com despesas de pessoal foram reduzidos em 4,2%, ficando em R$ 1,753 bilhão.
"A incongruência dessas demissões está no fato de o arrecadado apenas com tarifas e prestação de serviços daria para pagar a folha inteirinha e ainda sobrariam 54% 'de troco'", diz a diretora executiva do Sindicato, Rita Berlofa. "Ou seja, o banco tem muita margem para contratar, o que aliviaria a sobrecarga dos funcionários e melhoraria o atendimento aos clientes, mas prefere demitir", acrescenta.
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