26/04/2013
Movimento Contra o Presídio intensifica mobilizações
Bispo é contra instalação de CPP. Vereador fala em impeachment.
O Movimento Contra o Presídio, que se opõe à instalação do CPP (Centro de Progressão Penitenciária) em Catanduva ganhou fôlego na noite de ontem, 26, quando foi realizada nova reunião para discutir os rumos do grupo e estratégias de resistência.
A discussão foi proposta após o governador Geraldo Alckmin comentar em rede nacional que as desapropriações devem começar em breve.
Realizado na sede do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, o evento contou com cerca de 30 pessoas, entre elas lideranças políticas e membros de sindicatos e associações.
A deputada estadual Beth Sahão marcou presença, assim como o bispo de Catanduva, Dom Octacílio Luziano da Silva, que se posicionou contra a instalação do presídio no município.
“Eu sou a favor de prisões regionais, em que cada sociedade arque com suas falhas e os problemas que gerou. Sou contra o presídio nos moldes atuais e acredito que o Movimento deva agir no âmbito judicial, sem deixar de esclarecer a população”, afirma.
Dom Octacílio ainda critica a degradação da sociedade que implica na marginalização e na criação de unidades carcerárias. “A falha não está apenas nos presos, mas nas famílias, nas religiões, em todos nós”, comenta.
Recentemente surgiu um obstáculo para a construção imediata do CPP - a CEI do Presídio, que investiga irregularidades no processo de desapropriação da área onde ele deve ser construído.
O vereador José Alfredo (PMDB), ressalta que está sendo realizado um abaixo assinado contra a construção. “Vamos conseguir mais de 100 mil assinaturas. Se o prefeito insistir em ignorar a população, é caso de impeachment”, diz.
As lideranças presentes na reunião concordaram que devem atuar por meio de processos judiciais e, paralelamente, realizar uma ampla pesquisa sobre o sentimento do catanduvense acerca do assunto, além de mobilizar a opinião pública sobre as consequências da possível instalação do presídio.
O Movimento Contra o Presídio, que se opõe à instalação do CPP (Centro de Progressão Penitenciária) em Catanduva ganhou fôlego na noite de ontem, 26, quando foi realizada nova reunião para discutir os rumos do grupo e estratégias de resistência.
A discussão foi proposta após o governador Geraldo Alckmin comentar em rede nacional que as desapropriações devem começar em breve.
Realizado na sede do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, o evento contou com cerca de 30 pessoas, entre elas lideranças políticas e membros de sindicatos e associações.
A deputada estadual Beth Sahão marcou presença, assim como o bispo de Catanduva, Dom Octacílio Luziano da Silva, que se posicionou contra a instalação do presídio no município.
“Eu sou a favor de prisões regionais, em que cada sociedade arque com suas falhas e os problemas que gerou. Sou contra o presídio nos moldes atuais e acredito que o Movimento deva agir no âmbito judicial, sem deixar de esclarecer a população”, afirma.
Dom Octacílio ainda critica a degradação da sociedade que implica na marginalização e na criação de unidades carcerárias. “A falha não está apenas nos presos, mas nas famílias, nas religiões, em todos nós”, comenta.
Recentemente surgiu um obstáculo para a construção imediata do CPP - a CEI do Presídio, que investiga irregularidades no processo de desapropriação da área onde ele deve ser construído.
O vereador José Alfredo (PMDB), ressalta que está sendo realizado um abaixo assinado contra a construção. “Vamos conseguir mais de 100 mil assinaturas. Se o prefeito insistir em ignorar a população, é caso de impeachment”, diz.
As lideranças presentes na reunião concordaram que devem atuar por meio de processos judiciais e, paralelamente, realizar uma ampla pesquisa sobre o sentimento do catanduvense acerca do assunto, além de mobilizar a opinião pública sobre as consequências da possível instalação do presídio.
Atuação sindical
O Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região atua nessa luta desde que a vinda do presídio foi anunciada pela primeira vez, em meados de 2009.
“Como Sindicato Cidadão, temos a obrigação moral de defender a sociedade em que estamos inseridos. Por esse motivo, vamos combater o presídio até o final, assim como outras injustiças e mentiras políticas”, afirma o diretor do Sindicato e vereador Amarildo Davoli (PT) um dos organizadores do movimento.
No início do mês, o Sindicato participou de passeata contra o presídio realizada no centro de Catanduva, com adesão de cerca de duas mil pessoas.
Enquanto isso, o prefeito Geraldo Vinholi (PSDB) preferiu marcar presença na cavalgada promovida pelo Clube do Rodeio. “Ele desfilava de cavalo, enquanto a cidade ‘pegava fogo’”, alfineta Amarildo.
“Como Sindicato Cidadão, temos a obrigação moral de defender a sociedade em que estamos inseridos. Por esse motivo, vamos combater o presídio até o final, assim como outras injustiças e mentiras políticas”, afirma o diretor do Sindicato e vereador Amarildo Davoli (PT) um dos organizadores do movimento.
No início do mês, o Sindicato participou de passeata contra o presídio realizada no centro de Catanduva, com adesão de cerca de duas mil pessoas.
Enquanto isso, o prefeito Geraldo Vinholi (PSDB) preferiu marcar presença na cavalgada promovida pelo Clube do Rodeio. “Ele desfilava de cavalo, enquanto a cidade ‘pegava fogo’”, alfineta Amarildo.
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