08/02/2013

BB terceiriza atividade-fim em Jundiaí

A carência de funcionários nas agências do Banco do Brasil é um fato inquestionável. Mas a prática que o banco vem adotando para suprir esta carência é no mínimo absurda, para não dizer suspeita.

Além dos terceirizados de praxe, como vigilantes, faxineiras e telefonistas, o banco terceirizou o empréstimo consignado, o Microcrédito Produtivo Orientado (MPO), abertura de conta corrente e a venda de  seguros atrelados a estes produtos. A situação chega a um patamar tão absurdo que em algumas agências o número de terceirizados chega a quase 50% do quadro dos funcionários efetivos! É o caso da agência Estação Franco da Rocha (nível 1) , cuja dotação é de 33 empregados, mas funciona com 29 e possui 13 terceirizados concorrendo com os efetivos, já que seus salários são compostos por comissões que, é bom frisar, são vedadas aos efetivos.
"Quem ganha com  esta terceirização?", questiona o Sindicato dos Bancários de Jundiaí e Região.

O banco certamente não, pois alguns produtos, como o MPO, que é um programa da política social do  governo federal, tem taxa igual à poupança, e o banco ainda  paga comissão de aproximadamente R$70,00 à empresa terceirizada por cada concessão de empréstimo, independentemente do valor do contrato. Contas correntes também são abertas pelos terceirizados da Empresa Lucra que recebem R$ 3,40 por conta. Em certos empréstimos a taxa praticada pelos terceirizados são maiores, o que gera muitos desconfortos para clientes e funcionários.

Além do alto custo desnecessário da terceirização deste serviço, ainda sobram problemas administrativos, como concessões irregulares, cadastros mal elaborados, quebra de sigilo bancário e, o que é pior, a venda casada de quinquilharias bancárias. A precarização dos serviços realizados pelos contratados faz com que os efetivos sejam obrigados na maioria das vezes a refazer os procedimentos e, em muitos casos, podem ser induzidos a erros, já que a liberação dos empréstimos carece de senha de efetivos.

"Segundo os próprios funcionários, além de o banco praticar a interposição fraudulenta de mão de obra, ainda  acaba minando toda a equipe de efetivos que poderia ter um incremento de quase 50% do quadro e assim  melhorar substancialmente os lucros do banco, além de poder  prestar um serviço muito melhor aos clientes e usuários", denuncia o Seeb/Jundiaí.


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