30/01/2013

BB desrespeita e manipula funcionários

A direção do Banco do Brasil mais uma vez desrespeitou seus funcionários ao decidir, de forma unilateral, o novo plano de cargos e salários. O descaso se deu na apresentação do plano, implementado na segunda-feira 28, em reunião com o Sindicato.

No novo plano imposto pelo BB, cerca de 22 mil funcionários poderão optar por manter os cargos de oito horas ou reduzir suas jornadas para seis horas. No entanto, além de ter elaborado unilateralmente todo o planejamento, a instituição também está reduzindo salários dos funcionários que optarem pela redução de jornada.

“O Sindicato é contra a redução salarial e a implantação unilateral sem negociação. O banco fez mudanças que trarão prejuízos aos funcionários, dependendo do seu tempo de banco e da função exercida”, afirma o diretor do Sindicato e funcionário do Banco do Brasil Francisco Centurion, o Chicão.

O Sindicato vai realizar reunião para discutir o plano de cargos e salários nesta quinta-feira 31, às 20 h, no auditório do Sindicato . “É importante que os funcionários partipem e tragam  o maior número de informações para que a gente possa ir analisar durante  a reunião”, diz Chicão.

O banco fez a alteração também para os cargos de oito horas, mudando nome de funções e atribuições, dando um prazo de seis dias para o funcionário aceitar a nova função de oito horas, por meio da assinatura de um documento. Quem não aceitar essa função será descomissionado.

Chicão ressalta que a direção do BB está coagindo seus funcionários. “Nossa maior preocupação, no momento, é com os cargos que serão mantidos nas oito horas, em que  os bancários terão que assinar um termo para se decidirem.”

Os funcionários cujos cargos de oito horas virarão de seis horas não terão prazo para adesão.

O compromisso do banco de implementar um plano de cargo de seis horas é fruto da Campanha Nacional Unificada e de ações judiciais. Nessa negociação, o BB se propôs a implantar a Comissão de Conciliação Voluntária (CCV) na qual se comprometeu a pagar uma indenização pelos últimos cinco anos aos funcionários que optarem pela jornada de seis horas.

 


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