Bancários criticam BB por descomissionar quem foi à Justiça pelas 6 horas
Ao contrário do discurso presente em suas propagandas que vendem um banco com responsabilidade social e preocupado com a população, o Banco do Brasil ameaça, retalia e descomissiona os funcionários que ingressaram na Justiça por um direito garantido na legislação brasileira: a jornada de 6 horas. A mais recente "benesse" da instituição ocorreu na Diretoria de Finanças (Difin), em Brasília, onde os gestores retiraram de forma unilateral a comissão de três bancários por esse motivo.
Com a divulgação desses novos casos, que confirmam a nefasta política de descomissionamentos por ato de gestão, o BB assume as primeiras posições do ranking das piores empresas para se trabalhar.
"Não permitiremos que o banco continue violentando os trabalhadores com tamanha truculência. Assim como nos outros descomissionamentos, o Sindicato já está atuando em defesa dos bancários, que tanto se esforçam pela empresa", afirma o diretor do Sindicato dos Bancários de Brasília, Eduardo Araújo, que também é funcionário do BB.
Além da violência contra os direitos legítimos dos três trabalhadores, a Difin também promoveu reunião setorial (divisões) para comunicar aos demais funcionários o motivo dos descomissionamentos, expondo as vítimas a uma situação de extremo constrangimento. O fato, que representa prática de assédio moral, denota qual será a postura desses gestores diante de todas as ações judiciais desse tipo.
Coincidência ou não, a Diretoria de Controladoria (Dirco), onde também ocorreram três descomissionamentos, e a Difin estão sob o comando do vice-presidente de Gestão Financeira e Relações com Investidores (Vifin), Ivan Monteiro.
O Sindicato, que está de olho nos gestores do BB, colocará o seu departamento jurídico à disposição dos companheiros atingidos pelos descomissionamentos para as medidas jurídicas cabíveis. Também não medirá esforços para identificar os responsáveis por esses danosos atos de agressão aos funcionários do BB.
Outros maus exemplos do BB
Vale lembrar que o emblemático caso dos três descomissionamentos da Diretoria de Gestão de Riscos (Diris), sob o comando de Renê Sanda, resultou em ações de danos morais e a condenação do banco a pagar mais de R$ 500 mil em indenizações. Hoje, o ex-diretor responde a uma ação civil pública, impetrada pelo Sindicato, para ressarcir os cofres públicos pelo enorme prejuízo gerado ao erário.
Em 2008, num caso da Super-DF, o BB foi condenado em milhares de reais por assédio moral em outro episódio de descomissionamento sem justificativa.
Em outra ação, o BB foi condenado a pagar R$ 600 mil por assédio moral coletivo (ação 500/2008/7 Vara TRT 10).
Fonte: Contraf-CUT com Rodrigo Couto - Seeb Brasília
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