Combate ao assédio moral vai aumentar
São Paulo - Na proposta apresentada pela Fenaban ao Comando Nacional dos Bancários nesta terça 25, após oito dias de greve, o instrumento de combate ao assédio moral não apenas será mantido como também aprimorado. A federação dos bancos concordou em ampliar a divulgação do canal de denúncia.
Permanece o mesmo procedimento: o bancário faz a denúncia por meio do site do Sindicato, com identidade mantida em sigilo, e o banco tem prazo de 60 dias corridos para dar retorno e solução ao problema. A novidade é que em caso de reincidência o prazo para resolver a questão será reduzido.
“O assédio moral é um dos maiores problemas enfrentados pela categoria, provocando, inclusive, diversos adoecimentos entre os trabalhadores. Por isso consideramos o aprimoramento fundamental para combater os problemas”, afirma o secretário-geral, Roberto Vicentim.
Afastados terão salários assegurados
Após diversas cobranças dos dirigentes sindicais, os bancos se comprometeram em atuar emergencialmente junto aos afastados que ficam sem salário e benefício enquanto aguardam perícia do INSS ou devido a alta programada. Cláusula da Convenção Coletiva de Trabalho deve definir quanto, como e período de pagamento dos salários dos afastados.
“Consideramos importantíssimo esse avanço social. Agora, com a manutenção da remuneração, as pessoas afastadas por problemas de saúde terão condições de manter sua qualidade de vida enquanto aguardam o resultado do INSS”, afirma a secretária de Saúde do Sindicato, Marta Soares.
Representantes dos bancários e da Fenaban procurarão a Previdência a fim de cobrar solução para o problema.
Os bancos também devem se posicionar sobre o desrespeito ao direito à reabilitação após adoecimento.
Ficou definido ainda que após a Campanha serão analisadas as estatísticas de adoecimento para averiguar quais funções são mais afetadas pela LER.
Por mais proteção nas agências
Os bancários conquistaram a implementação de um projeto piloto de segurança bancária. A proposta foi aceita pela Fenaban e ainda não foi definido o local.
O objetivo é cruzar estatísticas que mostrem a importância de ações como portas de segurança e biombos de proteção entre os caixas e entre caixas e as filas. O processo será acompanhado por um grupo de trabalho com representantes dos trabalhadores e das instituições financeiras e as medidas, se adotadas em definitivo, deverão ser implementadas no Brasil inteiro.
“Consideramos positivo principalmente porque termos condições de debater a partir de uma situação real. Ou seja, com a agência sendo dotada de todos os mecanismos que julgamos necessários para a proteção de bancários, vigilantes e clientes”, afirma o diretor executivo do Sindicato e integrante da Comissão Consultiva para Assuntos de Segurança Privada (Ccasp), Daniel Reis.
Por mais contratações
Os bancos se negaram a debater emprego, informando que essas questões devem ser resolvidas em acordo coletivo de trabalho, ou seja, banco a banco. Diante disso, o Comando enviou carta a cada uma das instituições que compõem a mesa da Fenaban, solicitando espaço para discutir demandas fundamentais à categoria, como mais contratações, fim da rotatividade, da terceirização e dispensas imotivadas, respeito à jornada de seis horas, universalização dos serviços bancários. Até o momento não houve resposta dos representantes dos bancos.
Igualdade de oportunidades para todos
A federação dos bancos se comprometeu em realizar um novo censo da categoria. O planejamento, preparação e sensibilização dos trabalhadores para aplicação da pesquisa será feito a partir de 2013 e o resultado deve ser divulgado no início de 2014. Os debates entre representantes dos bancos e bancários serão na mesa temática de igualdade de oportunidades. O objetivo é saber das condições das mulheres, negros e pessoas com deficiência, e trabalhar para que todos tenham as mesmas oportunidades nas instituições financeiras.
Redação - 26/9/2012
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