10/09/2012

Fenaban decepciona a categoria bancária. Greve nacional deve ter início no dia 18.

Fenaban decepciona a categoria bancária. Greve nacional deve ter início no dia 18.

 

Bancos mantém a proposta de 6% considerada insuficiente pelos bancários. As assembleias começam no dia 12.

 

Os bancos frustraram as expectativas dos bancários e não apresentaram nenhuma nova proposta na rodada de negociação realizada com o Comando Nacional no dia 4 de setembro, em São Paulo. Por esse motivo, o Comando definiu calendário de mobilização que aponta para a realização de assembleias no dia 12 para deflagrar greve por tempo indeterminado a partir do dia 18, com assembleias organizativas no dia 17.

A rodada durou menos de meia hora. Contrariando as expectativas de que colocariam novos avanços na mesa de negociação, os bancos mantiveram a proposta de 6% de reajuste (aproximadamente 0,7% de aumento real) feita no dia 28 de agosto.

Além de não trazer nova proposta, os bancos descumpriram o compromisso anunciado nas negociações anteriores de montar um projeto-piloto em Recife para testar equipamentos de prevenção contra assaltos e sequestros.

 

Intransigentes, banqueiros empurram funcionários para a greve

 

"Negando a ampliação e garantia dos direitos dos funcionários, os bancos empurram os bancários para a greve. Os banqueiros não alteraram sua postura intransigente nem após a divulgação da pesquisa do Dieese que revela que 97% das categorias fecharam acordos com reajustes acima da inflação . O sistema financeiro é o mais dinâmico e rentável da economia, portanto tem condições de atender à reivindicação de aumento real de 5% dos bancários", afirma Paulo Franco, presidente do Sindicato.

 

Enquanto os trabalhadores recebem os piores salários, executivos têm remuneração milionária.

 

Para o presidente da Contraf-CUT, a postura dos bancos para com os trabalhadores contrasta com a benevolência em relação a seus altos executivos. Dados fornecidos pelas próprias instituições financeiras à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) revelam que a remuneração média dos diretores estatutários de quatro dos maiores bancos (Itaú, Banco do Brasil, Bradesco e Santander) em 2012 será 9,7% superior à do ano passado, o que significa um aumento real de 4,17%.

A remuneração total dos diretores dos quatro bancos, que inclui as parcelas fixas, variáveis e ganhos com ações, soma este ano R$ 920,7 milhões, contra R$ 839 milhões em 2011. Cada diretor estatutário do BB embolsará este ano mais de R$ 1 milhão, os do Bradesco receberão R$ 4,43 milhões e os do Santander R$ 6,2 milhões. E no Itaú saltou de R$ 7,4 milhões em 2011 para R$ 8,3 milhões este ano.

“No Brasil estão concentrados os maiores lucros das instituições financeiras e as maiores remunerações dos executivos. Já os salários dos bancários brasileiros infelizmente estão entre os menores", afirma Paulo Franco.

 

Bancários querem continuar negociando com a Fenaban

 

A Contraf-CUT, conforme orientação do Comando,  está manifestando disposição para o diálogo com a Fenaban, na tentativa de resolver o acordo na mesa de negociação. Também está encaminhando ofícios aos bancos públicos, cobrando apresentação de propostas para as reivindicações específicas dos trabalhadores, e aos bancos privados, para reiterar a exigência de negociações sobre garantias de emprego.

 


SINDICALIZE-SE

MAIS NOTÍCIAS