Comando negocia jornada, Sipon e segurança com a Caixa nesta quinta
O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, assessorado pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), se reúne nesta quinta-feira (23), às 14h, em Brasília, com a direção da Caixa Econômica Federal para a terceira rodada de negociação da pauta específica da Campanha Nacional 2012. Os destaques, desta vez, são as reivindicações sobre jornada de trabalho, Sistema de Ponto Eletrônico (Sipon) e segurança bancária, além de outros temas.
"É importante que tenhamos avanços na mesa específica, de modo que as principais reivindicações dos empregados sejam atendidas. Jornada, Sipon e segurança são temas que preocupam muito os empregados, assim como as questões de remuneração e saúde", afirma Plínio Pavão, diretor da Contraf-CUT e empregado da Caixa.
Nas duas rodadas anteriores, ocorridas nos dias 10 e 17, em Brasília, não teve qualquer avanço para os empregados. Nessas ocasiões, por exemplo, foram discutidas questões relativas à Funcef e aposentados, isonomia de direitos, carreira, contratação de pessoal, representação dos empregados no Conselho de Administração, saúde do trabalhador, Saúde Caixa e condições de trabalho.
Confira as reivindicações sobre os temas em negociação nesta quinta-feira:
Jornada de trabalho e Sipon
- Adoção e respeito à jornada de seis horas para todos os empregados, inclusive os de nível gerencial e carreiras profissionais, sem redução salarial.
- Registro obrigatório de ponto para todos os empregados, inclusive os de nível gerencial.
- Fim das horas extras sistemáticas.
- Pagamento de todas as horas extras acrescidas de 100% da hora normal.
- Pagamento das horas "in itinere" nos casos de viagem a serviço da Caixa, com os seguintes critérios:
a) como hora normal trabalhada no período das 6h às 22h em dias úteis;
b) como hora extra no período noturno e em finais de semana ou feriados.
- Extinção do registro de horas negativas no Sipon e do bloqueio de acesso motivado por falta de homologação do gestor ou decorrente de hora extra não acordada, bem como adoção de login único para acesso aos sistemas corporativos.
- Realização de cursos da UCC obrigatoriamente dentro da jornada de trabalho, com disponibilização de local e equipamento adequados, além de planejamento, de forma a garantir a igualdade a todos os empregados.
- Proibição de trabalho aos sábados, domingos e feriados, exceto quando se tratar das situações previstas nos artigos 61 e 62 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), ocasiões em que a Caixa fica obrigada ao pagamento das horas trabalhadas com acréscimo de 100%, mais tíquete-alimentação e transporte a todos os trabalhadores envolvidos.
Segurança bancária
- Criação de estrutura de segurança em todos os estados, compatíveis com as demandas locais.
- Instalação de divisórias entre os guichês de caixa e penhor, separando os clientes durante o atendimento, nos moldes da lei municipal existente em Jundiaí (SP).
- Instalação de biombo que impeça a visualização das operações efetuadas nos caixas pelo público, sem impedir a visão dos caixas.
- Implantação das portas de segurança com detectores de metais na entrada das agências, antes das salas de auto-atendimento.
- Retomada da implantação do modelo "Agência Segura".
- Proibição do transporte de valores por empregados da Caixa.
- Proibição do atendimento prévio na parte externa das unidades.
- Obrigatoriedade de apresentação de relatório para as entidades sindicais e representativas dos empregados sobre estatísticas das ocorrências de assaltos, furtos e outros delitos ocorridos em agências da Caixa e correspondentes bancários.
- Isenção de tarifas para TED e DOC nos casos de saque do FGTS, precatórios e alvarás judiciais, como forma de prevenção de ações criminosas denominadas "saidinha de banco".
- Abertura de agência somente com o total cumprimento do plano de segurança aprovado pela Polícia Federal.
- Aperfeiçoamento da crítica nos sistemas e aplicativos, impedindo operações em desacordo com os manuais normativos, reduzindo os riscos de fraude.
Expectativa
"Nossa expectativa é que consigamos avançar porque não se justifica o empregado viver com tantos problemas, diante do lucro estrondoso de R$ 2,8 bilhões da Caixa no primeiro semestre deste ano", conclui Plínio.
Fonte: Contraf-CUT com Fenae
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