CUT cobra contrapartidas sociais no programa de concessões do governo
As medidas de estímulo à economia anunciadas na quarta-feira (15) pelo governo federal são positivas. Essa foi a avaliação dos dirigentes da CUT, Vagner Freitas, Presidente; Carmen Foro, Vice-Presidente; e Sérgio Nobre, Secretário-Geral, que participaram de reunião com os ministros Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República, e Leonel Brizola Neto, do Trabalho e Emprego, e o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, antes da Presidenta Dilma Rousseff anunciar oficialmente o Programa de Concessões do Governo Federal.
Para eles, no entanto, não basta garantir que o programa gere mais empregos, como enfatizaram Carvalho e Augustin. "É preciso garantir a criação de emprego de qualidade, trabalho e renda decente e organização no local de trabalho. E essas exigências têm de estar no bojo do programa", cobrou Vagner.
Carvalho, que convidou representantes da CUT e das demais centrais sindicais para conhecer as medidas, afirmou que ainda é possível aperfeiçoar a proposta e se comprometeu a levar as reivindicações dos dirigentes para a presidenta.
"As críticas e sugestões que vocês fizerem podem contribuir para esse aperfeiçoamento", garantiu o ministro.
O secretário do Tesouro Nacional, que detalhou o programa para os dirigentes sindicais, explicou que a crise vai continuar e, por isso, é necessário alavancar rapidamente a economia com medidas na área de logística, infraestrutura, ferrovia e rodovia e a maneira encontrada para reduzir os custos e acelerar os investimentos foi o Programa de Concessões.
Segundo ele, o objetivo é enfrentar a crise e manter o emprego e a capacidade de crescimento do país.
O governo anunciou a duplicação de 5.700 quilômetros de rodovias e a construção de 10 mil quilômetros de ferrovias, através de PPP - Parceria Público Privada. As concessões ao setor privado estão estimadas em R$ 133 bilhões ao longo dos próximos 30 anos. Desse total, serão R$ 42 bilhões serão investimentos em rodovias e R$ 91 bilhões em ferrovias.
Vagner reafirmou que as medidas eram boas, mas incompletas. Para serem completas, disse ele, o programa tinha de ter um item relacionado aos direitos dos trabalhadores.
Carvalho, então, sugeriu a adesão das empresas ao Compromisso Nacional para Aperfeiçoar as Condições de Trabalho na Indústria da Construção, assinado este ano pela presidenta.
"Podemos discutir com a presidenta maneiras de evitar distorções", disse o ministro se referendo as condições de trabalho e renda nas empresas que conseguirem concessão.
Os sindicalistas aprovaram a sugestão feita pelo ministro e disseram que é preciso construir essa proposta.
Fonte: Marize Muniz - CUT
MAIS NOTÍCIAS
- A nova realidade do endividamento brasileiro
- Candidaturas apoiadas pelo Sindicato vencem eleições do Economus
- Escala 6x1 é denunciada no Senado como forma de violência estrutural contra as mulheres
- Empossados os integrantes do Conselho Fiscal da Cabesp
- “Super Injusto”: Ninguém entende o Super Caixa, nem a Caixa!
- Itaú é denunciado por dificultar afastamento de trabalhadores adoecidos
- Funcef fecha primeiro trimestre com desempenho positivo. Planos superam metas
- Bradesco amplia lucro no 1º trimestre de 2026 enquanto mantém cortes de empregos e fechamento de agências
- Itaú lucra R$ 12,2 bilhões no 1º trimestre, enquanto segue fechando postos de trabalho e agências
- Engajamento e mobilização para a Consulta Nacional é fundamental para sucesso da Campanha Nacional da categoria
- Audiência no Senado vai debater escala 6x1 como forma de violência estrutural contra as mulheres
- Clube dos Bancários terá novo horário de funcionamento. Confira!
- 42º Congresso Estadual dos Empregados da Caixa será dia 16 de maio
- Banco Mercantil registra lucro recorde no 1º trimestre, mas trabalhadores cobram valorização e melhores condições
- Prazo para votar nas eleições do Economus termina dia 7 de maio; participe!