Servidores federais em greve pressionam e cobram proposta do governo
Na manhã de quarta-feira (15), cerca de cinco mil servidores públicos protestaram em Brasília e cobraram mais uma vez que o governo federal abra negociações com os trabalhadores.
A marcha partiu da Catedral Metropolitana por volta das 10h e seguiu pela Esplanada, com paradas pontuais em setores responsáveis por dialogar com o funcionalismo, como o Ministério do Planejamento.
A estimativa é que mais de 25 categorias estejam paralisadas em todo o país, com cerca de 300 mil trabalhadores de braços cruzados.
De acordo com o secretário adjunto de Relações do Trabalho da CUT, Pedro Armengol, o clima era da mobilização e, ao mesmo tempo, de grande expectativa, já que o governo começa a ceder e acenar com o início das negociações.
"O mote da marcha foi simples: negocia Dilma! Porque o governo federal continua com dificuldades de colocar propostas na mesa para que possamos dialogar e criou um ambiente em que acenava por uma resposta aos trabalhadores entre os dias 13 e 17 deste mês. Como isso não ocorreu, a indignação cresceu", comentou.
Entre as pautas das categorias estão a melhoria de condições de trabalho por meio do aumento de salários e a redução da jornada para 30 horas semanais. O governo tem até o dia 31 de agosto para enviar o Orçamento 2013, que trará também os reajustes dos funcionários federais para o próximo ano.
Expectativa de resposta
Ainda segundo Armengol, outras mobilizações devem acontecer nestas quinta (16) e sexta-feiras (17) para que o funcionalismo, enfim, transforme-se em prioridade na agenda do governo.
Algumas reuniões já estão agendadas: ainda nesta quarta acontece a negociação com o pessoal da Polícia Federal, com os técnicos administrativos das universidades e com o pessoal do chamado carreirão, a maior parte dos servidores. Nesta quinta será a vez de dialogar com os trabalhadores do IBGE e do INEP.
"A nossa expectativa é que esses encontros tragam propostas práticas para, ao menos, começarmos a negociar", ressalta Armengol, lembrando que a categoria e a CUT não aceitarão retaliações como o Decreto nº 7777, anunciado em julho pelo governo federal, que prevê a substituição dos trabalhadores grevistas pelos funcionários públicos de estados e municípios.
Fonte: Luiz Carvalho - CUT
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