Fenaban apresenta estatísticas sobre ataques a bancos
Na segunda-feira 30, em São Paulo, foi realizada a última mesa de segurança antes do início das negociações da Campanha Nacional 2012.
Os representantes dos bancos apresentaram os dados de assaltos e ataques do primeiro semestre, foram 200 somente neste período. “Nós, do movimento sindical, tememos que os números se igualem com os do ano passado que foram 422. Precisamos de investimentos na prevenção”, alerta Valdir Machado, diretor da FETEC-CUT/SP.
Outro ponto de pauta foi a questão dos sequestros que preocupa o movimento sindical, pois se tornou uma prática frequento em todo o país. Os representantes dos trabalhadores apresentaram três propostas sobre prevenção de sequestros: fim da guarda das chaves do banco por bancários e vigilantes, já que funcionários e familiares se tornam alvos, com essa prática; a contratação de empresa de segurança que se responsabilize pela abertura e fechamento das agências e investimento de tecnologia, com controle de segurança de maneira remota, que seja administrado pelo setor de segurança do banco ou empresa contratada.
Também foram apresentadas pautas para procedimentos pós-sequestro: o fim das demissões das vítimas de sequestro, as vítimas estão sendo demitidas logo após as ocorrências, muitas vezes, por justa causa. “O bancário é duramente penalizado, pois segundo levantamento dos sindicatos estão ocorrendo demissões dos bancários após o sequestro, por vários bancos, muitas vezes por justa causa. Algumas vezes os trabalhadores passam de vítima a suspeito”, reforça o dirigente. Outra proposta é a estabilidade das vítimas por 36 meses (este ponto já foi incluso na minuta de reivindicações). E por fim, que os bancos comuniquem as ocorrências ao sindicato local para que seja feito o acompanhamento dos casos, para fazer valer os direitos dos trabalhadores, como por exemplo, a emissão da CAT pelo banco.
“Apesar dos bancos pedirem um tempo para analisar as propostas, os representantes dos trabalhadores avaliam que as propostas colocadas têm espaço para avançar nas mesas de negociação da Campanha Nacional”, reforça o dirigente.
O diretor do Sindicato Euclides de Almeida Prado representou o Sindicato na reunião.
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