02/07/2012

Funcionários aprovam PLR própria

As assembleias dos funcionários do Banco Mercantil do Brasil e da Mercantil do Brasil Financeira,  realizadas no  dia 28 de junho,  aprovaram as propostas apresentadas durante as negociações sobre a implementação do programa próprio de Participação nos Lucros e Resultados 2012 (PLR),  iniciadas em março deste ano.

 

Foram longos meses de intensos debates em que os representantes dos trabalhadores buscaram o aprimoramento das propostas apresentadas pela direção do Banco Mercantil do Brasil e da Mercantil do Brasil Financeira. Houve avanços em pontos importantes como a redução da meta de lucro líquido do banco, que caiu de 65 milhões da primeira proposta para 60 milhões; a retirada de contas de Despesas Operacionais, como aluguéis de imóveis e serviços de vigilância, que fugiam à alçada de intervenção dos funcionários e também readequação de indicadores e pesos, como a diminuição do peso das despesas, mais genéricas e de difícil aferição, que caiu de 30% para 20% e aumento do critério BSC, de controle mais específico de cada funcionário, que passou de 10% para 20%.


Foi também retirada toda a Cláusula Quinta da antecipação adicional de PLR, referente aos 2,0% do lucro líquido auferido no primeiro semestre de 2012, que agora será paga somente após o fim da Campanha Salarial dos Bancários. Os representantes dos bancários também cobraram do banco propostas para melhorar a distribuição dos valores entre os funcionários fora dos programas complementares de participação variável nos negócios, PVN, a implementação de PLR social com distribuição de valores lineares entre os funcionários de parte do lucro apurado pela empresa e fim do desconto do programa próprio da PLR da Convenção Coletiva.

 

A primeira parcela será paga no dia 20 de agosto
Para Marco Aurélio Alves, funcionário do Mercantil do Brasil e diretor do Sindicato, os avanços foram importantes, apesar de que há muito ainda a ser feito para os funcionários conquistarem uma PLR mais justa. "O banco teve que admitir que a PLR necessitava de reajustes e diminuiu a meta de lucro, retirou despesas e alterou indicadores e pesos mas, mesmo assim, ainda insiste em uma distribuição de valores desproporcional entre os participantes do programa de PLR, criando uma grande insatisfação entre camadas de funcionários que se sentem desvalorizados. Exigimos a inclusão de todos os participantes em um modelo que remunere melhor sem a distinção de cargos", ressalta.

Já o funcionário do banco e diretor do Sindicato, Vanderci Antônio da Silva, as negociações entre os representantes dos funcionários  e o banco e a financeira serviram para que a voz dos trabalhadores fosse ouvida pela direção da empresa. "A diretoria do banco sabe o que precisa ser feito para melhorar nossa PLR. É preciso  valorizar todos os funcionários dentro de suas competências e habilidades e premiar as ações em equipe. Nós, representantes dos bancários,  continuaremos  a cobrar cada vez mais da empresa que esses valores sejam observados", enfatiza


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