Dilma defende maior participação dos homens nas atividades domésticas
Rede Brasil Atual
Virginia Toledo
Na abertura da 1ª Cúpula de Mulheres Chefes de Estado e de Governo da ONU, ontem (21), na Rio+20, a presidenta Dilma Rousseff ressaltou a notável participação das mulheres no mercado de trabalho, que mostrou expansão em todos os setores econômicos. No entanto, enfatizou a necessidade de os homens dividirem as atividades do lar com suas parceiras. O evento foi um dos mais disputados até agora na conferência da ONU. "A participação das mulheres nos mercados de trabalho deve ser acompanhada pelo correspondente engajamento dos homens nas atividades domésticas e no cuidado não remunerado dos filhos. Um trabalho invisível, mas que precisa ser compartilhado e reconhecido, inclusive como contribuição para a economia", defendeu a presidenta. Ao lado de Michelle Bachelet, ex-presidenta do Chile, primeira mulher a presidir um país na América Latina e, atualmente, secretária da ONU Mulheres, Dilma ressaltou a necessidade de antecipar os desafios emergentes para evitar que novas formas de desigualdade se consolidem. Para ela, as mulheres são a face principal da pobreza no mundo, junto com as crianças. Dilma destacou as decisões brasileiras de incentivar a igualdade de gêneros, transferindo às mulheres a prioridade nos programas sociais. "As mulheres são guardiãs dos conhecimentos tradicionais, mas também são capazes de aplicar práticas sustentáveis", disse. A presidenta citou o programa de transferência de renda, o Bolsa Família, como um dos exemplos, pelo fato de o programa social ter 93% de seus cartões em nome de mulheres. Bachelet disse que o desafio para um futuro melhor passa por garantir os direitos das mulheres. "Quando elas tomam proveito de oportunidades iguais, a pobreza, a fome reduzem, e a economia melhora. Isso cria uma sociedade mais saudável e mais sustentável." Os direitos das mulheres foram o tema na terça-feira (19) de um dos impasses a respeito do documento final que nortearia as negociações da Rio+20. O Brasil, que preside a conferência, teve de retirar do texto a expressão "direitos reprodutivos" por pressão de países com forte tradição religiosa. Dilma fez apenas breve citação sobre o tema que já lhe causou muito desconforto: "No Brasil, estamos investindo para superar dificuldades e precariedades no acesso aos serviços públicos de saúde, com pleno exercício dos direitos sexuais e reprodutivos, inclusive o planejamento familiar, a gestação, o parto, o puerpério, com assistência de qualidade". Estiveram presentes na abertura da cúpula também a presidenta da Costa Rica, Laura Miranda, da Lituânia, Dalia Grybauskaité, e as primeiras ministras da Jamaica, Portia Simpson, e da Austrália, Julia Gillard
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