Procon aponta confusão na redução de juros
O Procon-SP divulgou uma nota afirmando ter detectado informações conflitantes e insuficientes passadas pelos bancos sobre as taxas de juros após cortes. A fundação entende que a maneira como os bancos fizeram a divulgação dificulta a escolha da melhor opção pelos clientes.
Segundo o estudo, divulgado na segunda-feira, dia 14, um dos problemas está no anúncio apenas das novas taxas mínimas cobradas, sem deixar claro exatamente que tipo de cliente tem acesso direto a elas e, também, qual o valor máximo do mesmo produto.
No Bradesco, por exemplo, para o cartão de crédito rotativo, a taxa mínima é de 2,10% ao mês e a máxima pode chegar a 14,99%. No Itaú, o crédito direto ao consumidor (CDC) varia de 0% a 2,82%. O empréstimo pessoal da Caixa vai de 1,84% a 4,81% ao mês.
A fundação constatou confusão também na nomenclatura dos produtos. É citada a divulgação do Bradesco sobre a taxa que informa ser para crédito pessoal. Para ficar clara a cobrança, o consumidor precisa de mais detalhes, pois o banco possui diversas linhas de crédito pessoal com taxas diferentes para cada uma. O limite de crédito pessoal, por exemplo, tem taxa de 6,91%, enquanto o crédito pessoal online fica em 5,59% ao mês.
A portabilidade - quando o consumidor transfere sua dívida de um banco para outro - também está sendo confundida com o refinanciamento. Enquanto a primeira é usada em mudanças para taxas mais atrativas, mantendo o número de parcelas a pagar, a segunda amplia o número e reduz o valor da parcela, porém tem um custo total maior do que a dívida original.
Cartão Azul
Houve também confusão no anúncio de redução de 87% na taxa de juros do "Cartão Azul", da Caixa Econômica Federal, apresentado ao consumidor com a taxa de 2,85% ao mês. Mas, o produto é novo, portanto, não há números anteriores para fazer qualquer comparação.
Para chegar nessa diferença, a Caixa comparou com outro produto já existente e usado por seus clientes.
Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo
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