Sindicato participa do Dia Nacional de Luta dos bancários contra demissões no Itaú Unibanco
Os trabalhadores do Itaú Unibanco estão mobilizados nesta terça-feira, 19, em um Dia Nacional de Lutas contra as demissões que vêm ocorrendo no banco em várias regiões do país. A mobilização é o início de uma campanha nacional pela garantia de emprego e direitos a todos os bancários.
Em Catanduva, Monte Alto, Novo Horizonte e Ibitinga, diretores do Sindicato percorreram as agências, distribuindo panfletos que protestam contra a arrogância e o descaso do Itaú Unibanco, em relação a seus funcionários.
"Não vamos aceitar a postura do Itaú Unibanco de demitir trabalhadores num momento em que os lucros da empresa batem recordes a cada ano, tendo atingido R$ 13,3 bilhões no ano passado, o maior da história dos bancos brasileiros", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e funcionário do banco. "A eliminação dos empregos deixa clara a quebra do compromisso assumido após a fusão pelos presidentes dos dois bancos, Roberto Setúbal e Pedro Moreira Salles, de que não haveria demissões no processo de integração", sustenta.
O dirigente sindical lembra que, contrariando afirmações da diretoria do Itaú Unibanco, mesmo bancários premiados no programa Agir perderam seus empregos. "Isso evidencia o desrespeito do banco com seus trabalhadores", ressalta.
Reajuste unilateral do plano de saúde
Os bancários também cobram do banco uma mudança de postura no caso do plano de saúde. Além de reajustar o convênio médico unilateralmente em até 24,61% na folha de pagamento de março, sem qualquer comunicação prévia aos trabalhadores, o banco desmarcou em cima da hora, na semana passada, uma negociação agendada com a representação dos bancários para discutir o tema.
"Estamos cobrando transparência do banco, com a apresentação detalhada do balanço do convênio, discriminando de forma clara a contribuição dos funcionários", afirma Jair Alves, um dos coordenadores da Comissão de Organização dos Empregados(COE) do Itaú Unibanco, órgão da Contraf-CUT que assessora as negociações com a empresa. Na primeira reunião, a empresa apresentou dados superficiais, insuficientes para uma avaliação da situação financeira do plano de saúde.
"Estamos realizando atividades em todo o país para pressionar o banco, a fim de abrir um canal de negociação séria sobre esses temas. Esperamos que a diretoria de RH do banco traga soluções para as reivindicações dos bancários na próxima negociação", salienta Wanderley Crivellari, um dos coordenadores da COE Itaú Unibanco.
Fonte: Contraf-CUT
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