Gerente ‘bota terror’ no HSBC de Ibitinga
Os funcionários do HSBC de Ibitinga têm passado maus bocados nas mãos do gestor da agência. O Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região recebeu a informação de que o gerente em questão tem se aproveitado da condição de estabilidade no emprego (ele estaria em vias de se aposentar) para cometer abusos de poder no cargo.
Assédio contra funcionários seriam freqüentes na agência, segundo afirma o diretor do Sindicato na cidade, Luiz Eduardo Campolungo, o Japa, que também é funcionário do banco.
“Ele (o gestor) age como se a agência fosse a casa dele. Tudo bem que ele é gerente, e a hierarquia precisa ser respeitada. Antes de mais nada, contudo, é preciso ter educação para lidar com as pessoas”, diz.
O gerente tem o costume de gritar com funcionários na frente dos colegas e até mesmo dos clientes do banco, de acordo com os relatos do dirigente sindical.
“Para se aparecer na frente do cliente, ele destrata os funcionários em público”, afirma Japa. Segundo o sindicalista, o gestor chega a exigir que os bancários burlem normas e protocolos de atendimento, mesmo que isso poderá acarretar em sérios problemas com a direção do banco.
“Para fechar um contrato, por exemplo, o atendente precisa pedir ao cliente uma série de documentos e comprovantes, pois isso é uma regra do banco. Mas, na tentativa de agradar o cliente, o gerente nos obriga a deixar as normas de lado e fechar o contrato. Se o trabalhador insiste que não pode fazer, o gestor ergue a voz e diz: ‘Sou o gerente e estou mandando você fazer’”, afirma Japa.
Mais tarde, quando a direção do HSBC questiona a falta de documentos ou irregularidades nos contratos feitos às pressas, o gestor costuma fugir da bronca e jogar a responsabilidade nas costas dos funcionários, afirma Japa.
O sindicalista conta que já comunicou o fato à superintendência regional do HSBC. Os diretores da instituição financeira disseram que fariam uma teleconferência com o gestor problemático para ouvir-lo a respeito das queixas.
Segundo Japa, até o momento nada de concreto foi feito em relação ao gerente, que continua a assediar os funcionários. O Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região irá acompanhar de perto esse caso, por meio de seus diretores e de seu Departamento Jurídico. A entidade não irá admitir que trabalhadores, no desempenho correto de sua função, sejam constrangidos, pressionados, humilhados ou aterrorizados por qualquer tipo de comportamento truculento vindo da parte de gestores.
Para nós, a hierarquia jamais estará acima da dignidade humana. Além disso, acreditamos que a autoridade emana da civilidade e respeito ao próximo - e não da agressividade e dos berros.
Fonte: Seeb Catanduva
MAIS NOTÍCIAS
- Nota de pesar – Phamela Godoy
- Formação sindical prepara dirigentes, resgata história da categoria bancária e trajetória do Sindicato
- Greve na Caixa: o que a Contraf-CUT disse ao TST em defesa dos empregados
- Novo VR dos bancários será o dobro da média nacional
- TST julga dissídio dos empregados da Caixa na terça-feira (29)
- TST reconhece legitimidade da greve dos Correios, mas decisão traz perdas para trabalhadores
- TST determina que 60% dos bancários da Caixa devem voltar ao trabalho
- Mercantil apresenta proposta de PLR própria e movimento sindical entrega proposta de PCR
- Caixa leva ao dissídio proposta que pode impor perdas aos empregados
- Greve na Caixa: Mediação no TST termina sem avanço
- Congresso x classe trabalhadora: quem realmente representa quem vive do próprio salário?
- ACT Caixa: Banco ajuizou dissídio no TST
- Sindicato manifesta solidariedade às coordenadoras do Comando Nacional e repudia ataques misóginos
- Greve na Caixa: MPT recorre ao TST
- Campanha Nacional: Com reajuste de 4,6%, bancários vão injetar R$ 97 bilhões na economia até agosto de 2027