08/06/2026

Pessoas de 60+ se sentem mais vulneráveis a golpes e Sindicato reforça importância das agências físicas

Um estudo feito pela Fundação Seade - agência oficial de estatísticas do Governo de São Paulo – mostrou que a população de 60 anos ou mais se percebe muito mais vulnerável a golpes digitais do que as faixas etárias mais baixas. A pesquisa entrevistou pessoas de todas as idades, no estado de São Paulo, entre julho e setembro de 2025. Os entrevistados responderam a perguntas sobre a ocorrência de tentativas de golpes online, consumadas ou não, entre outros temas relacionados à segurança digital.

A pesquisa mostrou que, por usarem muito menos tecnologia que os mais jovens, os idosos acabam se expondo menos a tentativas de golpe. Mesmo assim, 68% das pessoas de 60+, concordaram que é praticamente impossível se proteger de golpes. E essa sensação diminui conforme decresce a idade dos respondentes: entre os indivíduos de 18 a 29 anos, 51% de concordam com a afirmação, diferença de 17 pontos percentuais em relação ao grupo 60+.

Entre aqueles que se declararam nada confiantes de que não cairão em golpes, o percentual também é mais elevado entre os 60+: 40%. Esse percentual supera a média estadual, que é de 36%. Por outro lado, a percepção de elevada confiança é mais comum entre jovens de 18 a 29 anos. Segundo o estudo, “esse padrão indica que, embora a vitimização proporcional dos idosos seja menor em algumas modalidades, a percepção subjetiva de risco é significativamente maior nesse grupo.”

Idosos são principais vítimas de golpes com dados pessoas

Além da maior percepção de vulnerabilidade, no tipo de golpe com uso indevido de dados pessoas para abertura de conta bancária ou contratação de empréstimo, os idosos são as maiores vítimas. Entre os grupos etários pesquisados, os 60+ apresentaram a maior proporção: 12% já sofreram o golpe, contra 9% entre jovens de 18 a 29.

Movimento sindical reforça a importância do atendimento presencial

Para a coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Neiva Ribeiro, o estudo é mais um que comprova a necessidade de atendimento presencial à população, em agências físicas.

“Essa é mais uma pesquisa que mostra que a população em geral, e os idosos principalmente, necessitam de atendimento de qualidade, feito por bancários e bancárias em agências físicas. Mas os bancos estão na contramão disso e estão fechando cada vez mais agências. Estamos em campanha permanente contra o encerramento de unidades bancárias e por um melhor atendimento à população. Sabemos que o digital veio para ficar, mas os bancos, que são concessão pública, têm obrigação de prestar um atendimento de acordo com as necessidades da população.”

“Os bancos não podem tratar o atendimento como mera questão de custo. Quando fecham agências e empurram a população para os canais digitais, ignoram a realidade de milhões de brasileiros que ainda dependem do atendimento presencial. Idosos, pessoas com deficiência, trabalhadores e a população mais humilde têm o direito de serem atendidos com dignidade, respeito e acessibilidade. Essa lógica de enxugamento aprofunda a exclusão social, precariza o serviço bancário e também aumenta a pressão sobre os bancários que permanecem nas unidades”, reforça Júlio César Trigo, secretário geral do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região.

Diante desse cenário, o Sindicato orienta todos os trabalhadores de sua base a participarem também da Campanha lançada pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, “Eu Quero Mais Agências”, que inclui um site e um abaixo-assinado para mobilizar a categoria e clientes em defesa da ampliação da rede de atendimento bancário presencial.

A iniciativa busca pressionar os bancos a interromperem o fechamento de unidades e garantir atendimento digno e acessível à população. Participe e contribua com essa luta!
Fonte: Seeb/SP, e edição de Seeb Catanduva

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