23/02/2026
Reforma Administrativa perde força, dificultando a votação da PEC 38/2025 em 2026
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 38/2025, que tratada da Reforma Administrativa, encontrou obstáculos que frustraram as expectativas do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), de vê-la aprovada em 2026. Os principais entraves são o tempo escasso para votações e a resistência em torno do conteúdo do texto.
O primeiro impasse é o calendário reduzido pelas Eleições Gerais, cujo primeiro turno ocorre em outubro. Isso diminui o espaço político para debates estruturais e votações sensíveis no Congresso Nacional. Líderes do Centrão ouvidos pelo Metrópoles avaliam que Motta terá apenas seis meses para articular e aprovar propostas antes que o Congresso se esvazie com o avanço das campanhas estaduais. Para eles, esse cenário torna mais difícil a aprovação de um texto com forte impacto na economia.
Outro ponto é a mudança de tom de Motta. Se no início de 2025 ele demonstrava otimismo, ao final do ano reconheceu que a discussão tende a ser mais longa. “Quando se fala em reforma, já dá um frio na espinha. Foram muitos anos de debate sobre a reforma tributária, muitos anos a reforma da Previdência, muitos anos a reforma trabalhista. Isso mistura com o ambiente eleitoral e acaba dificultando um pouco o debate”, afirmou o presidente da Câmara em entrevista ao Metrópoles.
A situação se agravou com a retirada de mais de 30 assinaturas da PEC no fim de 2025, gerando um impasse para o avanço do texto. Para ser analisada, a proposta precisa passar por uma comissão especial, relatada pelo deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), ainda sem previsão de instalação. Se aprovada, segue ao plenário, onde necessita de ao menos 308 votos, em dois turnos.
Um indicador relevante é a enquete no site da Câmara dos Deputados: quase 70 mil pessoas — cerca de 96% — discordam totalmente da PEC. “Simplesmente não existem pontos positivos. A maioria dos servidores não têm os privilégios citados. Se for aprovada, vai precarizar o serviço público”, diz um dos comentários.
Retrocessos
Se aprovada, a PEC 38/2025 pode representar o desmonte dos serviços públicos. Entre os pontos criticados por entidades representativas estão ameaças à estabilidade, impactos sobre o pacto federativo, riscos à autonomia institucional, incentivo à privatização e enfraquecimento dos regimes previdenciários. Na avaliação do movimento sindical, a proposta afasta o Estado de seu papel constitucional ao adotar uma lógica de gestão empresarial.
Além disso, a proposta cria mecanismos de avaliação de desempenho baseados em critérios produtivistas e mercadológicos, distantes da realidade do setor público, e unifica tabelas salariais, reduzindo conquistas específicas de diversas carreiras. A justificativa de “modernização” esconde o verdadeiro objetivo: introduzir a lógica do lucro em um sistema que deve servir à população e não ao mercado.
O primeiro impasse é o calendário reduzido pelas Eleições Gerais, cujo primeiro turno ocorre em outubro. Isso diminui o espaço político para debates estruturais e votações sensíveis no Congresso Nacional. Líderes do Centrão ouvidos pelo Metrópoles avaliam que Motta terá apenas seis meses para articular e aprovar propostas antes que o Congresso se esvazie com o avanço das campanhas estaduais. Para eles, esse cenário torna mais difícil a aprovação de um texto com forte impacto na economia.
Outro ponto é a mudança de tom de Motta. Se no início de 2025 ele demonstrava otimismo, ao final do ano reconheceu que a discussão tende a ser mais longa. “Quando se fala em reforma, já dá um frio na espinha. Foram muitos anos de debate sobre a reforma tributária, muitos anos a reforma da Previdência, muitos anos a reforma trabalhista. Isso mistura com o ambiente eleitoral e acaba dificultando um pouco o debate”, afirmou o presidente da Câmara em entrevista ao Metrópoles.
A situação se agravou com a retirada de mais de 30 assinaturas da PEC no fim de 2025, gerando um impasse para o avanço do texto. Para ser analisada, a proposta precisa passar por uma comissão especial, relatada pelo deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), ainda sem previsão de instalação. Se aprovada, segue ao plenário, onde necessita de ao menos 308 votos, em dois turnos.
Um indicador relevante é a enquete no site da Câmara dos Deputados: quase 70 mil pessoas — cerca de 96% — discordam totalmente da PEC. “Simplesmente não existem pontos positivos. A maioria dos servidores não têm os privilégios citados. Se for aprovada, vai precarizar o serviço público”, diz um dos comentários.
Retrocessos
Se aprovada, a PEC 38/2025 pode representar o desmonte dos serviços públicos. Entre os pontos criticados por entidades representativas estão ameaças à estabilidade, impactos sobre o pacto federativo, riscos à autonomia institucional, incentivo à privatização e enfraquecimento dos regimes previdenciários. Na avaliação do movimento sindical, a proposta afasta o Estado de seu papel constitucional ao adotar uma lógica de gestão empresarial.
Além disso, a proposta cria mecanismos de avaliação de desempenho baseados em critérios produtivistas e mercadológicos, distantes da realidade do setor público, e unifica tabelas salariais, reduzindo conquistas específicas de diversas carreiras. A justificativa de “modernização” esconde o verdadeiro objetivo: introduzir a lógica do lucro em um sistema que deve servir à população e não ao mercado.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- PLR 2025: bancos confirmam datas de pagamento da segunda parcela
- AGO Cabesp: Últimas horas para registrar seu voto; votação acaba às 12h desta segunda-feira (23)!
- CNBB lança Campanha da Fraternidade 2026. Tema deste ano é o direito à moradia digna
- Reforma Administrativa perde força, dificultando a votação da PEC 38/2025 em 2026
- Fabi Uehara: experiência e compromisso para manter a voz dos empregados no CA
- Nota de Solidariedade da CUT às Centrais Sindicais da Argentina
- AGO judicializada acarreta em mudança na orientação de voto das entidades
- AGO: Presidente da Cabesp faz manobra descabida, confronta Estatuto, e impede voto sobre prestação de contas
- Nova NR-1 passa a valer em maio; mudança é avanço, mas erra ao não prever participação dos trabalhadores
- Conquista do Sindicato: Mais 310 mulheres se formam com bolsas do projeto Mais Mulheres na TI
- PLR do Bradesco será paga no dia 27 de fevereiro
- Banco Mercantil pagará segunda parcela da PLR no dia 4 de março
- Fique atento ao horário especial de funcionamento do Sindicato no Carnaval
- Sindicato, empregados e demais entidades sindicais apoiam candidatura de Fabiana Uehara para o CA da Caixa
- ContrafCast aborda os impactos positivos da isenção do Imposto de Renda sobre o PIB