28/11/2025
Desemprego cai a 5,4% e atinge menor patamar da série histórica
O nível de desemprego no Brasil chegou a 5,4% no trimestre encerrado em outubro, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgados nesta sexta-feira (28), configurando mais um recorde já registrado pela série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em 2012, na redução do índice.
No levantamento, o Brasil também bateu novos recordes no número de pessoas com carteira assinada (39,182 milhões) e de rendimento médio mensal, que ficou em R$ 3.528, no trimestre. Com isso, a massa de rendimentos alcançou R$ 357,3 bilhões, o patamar mais alto já visto no país e que representa expansão de 5% em um ano.
Detalhes da pesquisa e recorde da previdência
Segundo a Pnad Contínua, a taxa de desocupação de 5,4% registrada no trimestre encerrado em outubro representa um recuo de 0,2 ponto percentual (p.p.) em relação ao trimestre anterior (julho-setembro) e recuo de 0,7 p.p. ante o mesmo trimestre de 2024, quando o nível de desemprego foi de 6,2%.
Em números, o país registrou 102,6 milhões de trabalhadores ocupados e 5,9 milhões de desocupados, o menor contingente da série histórica e que representa recuo de 3,7% (menos 207 mil pessoas) no trimestre imediatamente anterior e de 11,8% (menos 788 mil pessoas) no ano.
"Estamos assistindo a uma redução constante na queda do nível de desemprego no país, o que indica eficácia das políticas do governo de estímulo econômico com inclusão social", avalia a presidenta da Contraf-CUT e vice-presidenta nacional da CUT, Juvandia Moreira.
A dirigente reforça que a queda na informalidade tem reflexos importantes para o sistema de previdência social, aumentando os recursos que garantem a sustentabilidade do INSS. "A estabilidade de longo prazo da previdência social está diretamente relacionada ao aumento do emprego formal", completou.
Ainda segundo a Pnad Contínua, no trimestre encerrado em outubro, ocorreu aumento recorde de contribuições para o instituto de previdência (67,8 milhões de pessoas), o que representou 66,1% dos ocupados contribuindo para o INSS no período avaliado.
Queda na informalidade e de desalentados
A taxa de informalidade ficou em 37,8% da população ocupada (38,8 milhões de trabalhadores informais), percentual estável em relação ao trimestre anterior, mas abaixo dos 38,9% (39,5 milhões) no ano.
A população desalentada (pessoas que desejam trabalhar, mas que desistiram de procurar emprego ativamente, seja por falta de oportunidade, idade, falta de experiência ou qualificação), ficou em 2,6 milhões no trimestre, resultado estável em relação ao trimestre imediatamente anterior e queda de 11,7% em relação ao mesmo trimestre de 2024.
Estímulo à economia e contraponto aos juros altos
O economista e técnico do Dieese, Gustavo Cavarzan, observa que a queda do desemprego e aumento de renda são contrapontos positivos aos juros altos, que consomem parte da renda do trabalhador e das empresas, causando impactos negativos à economia do país.
“O aumento da massa de rendimentos dos trabalhadores tende a elevar o consumo, o que redunda em mais investimentos produtivos e geração de empregos, podendo atenuar os efeitos negativos da taxa básica de juros (Selic), que hoje está em 15% ao ano e faz com que o Brasil figure como um dos países com as maiores taxas de juros reais do mundo”, explica. “Por outro lado, a Selic no patamar atual tende a frear pouco a pouco o desempenho positivo no mercado de trabalho. Ainda que o desempenho siga positivo já é possível observar uma desaceleração na geração de emprego e os altos juros tem tudo a ver com isso”, completa o economista.
A Selic, definida pelo Banco Central, encontra-se atualmente no maior nível desde 2006.
No levantamento, o Brasil também bateu novos recordes no número de pessoas com carteira assinada (39,182 milhões) e de rendimento médio mensal, que ficou em R$ 3.528, no trimestre. Com isso, a massa de rendimentos alcançou R$ 357,3 bilhões, o patamar mais alto já visto no país e que representa expansão de 5% em um ano.
Detalhes da pesquisa e recorde da previdência
Segundo a Pnad Contínua, a taxa de desocupação de 5,4% registrada no trimestre encerrado em outubro representa um recuo de 0,2 ponto percentual (p.p.) em relação ao trimestre anterior (julho-setembro) e recuo de 0,7 p.p. ante o mesmo trimestre de 2024, quando o nível de desemprego foi de 6,2%.
Em números, o país registrou 102,6 milhões de trabalhadores ocupados e 5,9 milhões de desocupados, o menor contingente da série histórica e que representa recuo de 3,7% (menos 207 mil pessoas) no trimestre imediatamente anterior e de 11,8% (menos 788 mil pessoas) no ano.
"Estamos assistindo a uma redução constante na queda do nível de desemprego no país, o que indica eficácia das políticas do governo de estímulo econômico com inclusão social", avalia a presidenta da Contraf-CUT e vice-presidenta nacional da CUT, Juvandia Moreira.
A dirigente reforça que a queda na informalidade tem reflexos importantes para o sistema de previdência social, aumentando os recursos que garantem a sustentabilidade do INSS. "A estabilidade de longo prazo da previdência social está diretamente relacionada ao aumento do emprego formal", completou.
Ainda segundo a Pnad Contínua, no trimestre encerrado em outubro, ocorreu aumento recorde de contribuições para o instituto de previdência (67,8 milhões de pessoas), o que representou 66,1% dos ocupados contribuindo para o INSS no período avaliado.
Queda na informalidade e de desalentados
A taxa de informalidade ficou em 37,8% da população ocupada (38,8 milhões de trabalhadores informais), percentual estável em relação ao trimestre anterior, mas abaixo dos 38,9% (39,5 milhões) no ano.
A população desalentada (pessoas que desejam trabalhar, mas que desistiram de procurar emprego ativamente, seja por falta de oportunidade, idade, falta de experiência ou qualificação), ficou em 2,6 milhões no trimestre, resultado estável em relação ao trimestre imediatamente anterior e queda de 11,7% em relação ao mesmo trimestre de 2024.
Estímulo à economia e contraponto aos juros altos
O economista e técnico do Dieese, Gustavo Cavarzan, observa que a queda do desemprego e aumento de renda são contrapontos positivos aos juros altos, que consomem parte da renda do trabalhador e das empresas, causando impactos negativos à economia do país.
“O aumento da massa de rendimentos dos trabalhadores tende a elevar o consumo, o que redunda em mais investimentos produtivos e geração de empregos, podendo atenuar os efeitos negativos da taxa básica de juros (Selic), que hoje está em 15% ao ano e faz com que o Brasil figure como um dos países com as maiores taxas de juros reais do mundo”, explica. “Por outro lado, a Selic no patamar atual tende a frear pouco a pouco o desempenho positivo no mercado de trabalho. Ainda que o desempenho siga positivo já é possível observar uma desaceleração na geração de emprego e os altos juros tem tudo a ver com isso”, completa o economista.
A Selic, definida pelo Banco Central, encontra-se atualmente no maior nível desde 2006.
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