17/11/2025
Lucro do Banco do Brasil cai 47,2% nos nove primeiros meses de 2025
O Banco do Brasil registrou lucro de R$ 3,785 bilhões no 3º trimestre de 2025, resultado praticamente estável em relação ao trimestre anterior. No acumulado dos primeiros nove meses do ano, o lucro líquido ajustado somou R$ 14,943 bilhões, uma queda de 47,2% na comparação com igual período de 2024, quando alcançou R$ 28,317 bilhões.
O resultado foi impactado principalmente pela deterioração dos indicadores de risco da carteira, em especial no segmento agro. A inadimplência do agronegócio vem subindo de forma contínua, passando de 1,97% no 3º trimestre de 2024 para 5,34% no trimestre atual. Essa piora elevou de forma significativa o volume de provisões, pressionando diretamente o lucro. As despesas com Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (PCLD) cresceram 48,7% em 12 meses, totalizando R$ 47,129 bilhões entre janeiro e setembro de 2025.
Por outro lado, a carteira de crédito ampliada apresentou avanço de 7,5% em 12 meses — impulsionada pelas altas de 10,4% na carteira PJ, 7,9% na carteira PF e 3,2% na carteira agro. Já as receitas com tarifas bancárias e prestação de serviços recuaram 1,2%, somando R$ 25,978 bilhões nos primeiros nove meses do ano.
Redução de trabalhadores e aumento da pressão por metas
Ao final de setembro de 2025, o BB contava com 85.802 funcionários, uma redução de 1.299 postos de trabalho em 12 meses e de 157 somente no trimestre. Mesmo com o quadro mais enxuto, o banco apresentou índice de eficiência de 28,1%, o que indica intensificação do ritmo de trabalho e maior sobrecarga para os funcionários.
Para Fernanda Lopes, coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), a postura da direção do BB precisa ser revista. “Para reverter o menor lucro, a direção do BB tem sustentado um modelo de gestão baseado em pressão por metas descoladas da realidade, o que intensifica o ritmo de trabalho e leva muitos colegas ao adoecimento. Esse ambiente, marcado por cobrança excessiva e tensão constante, prejudica tanto os trabalhadores quanto a qualidade do atendimento à sociedade.”
Ela reforça que, como instituição pública, o Banco do Brasil tem responsabilidades que vão além do resultado financeiro. “O BB tem a missão de fomentar o desenvolvimento, apoiar o pequeno agricultor, ampliar o crédito sustentável e garantir acesso ao crédito para os trabalhadores. Para cumprir esse papel estratégico, é essencial manter uma estrutura sólida de agências e profissionais capaz de atender a diversidade de públicos e territórios do país.”
As despesas com pessoal caíram 10,6% em 12 meses, totalizando R$ 21,3 bilhões, enquanto as receitas com tarifas e serviços somaram R$ 25,9 bilhões — sinal de que o banco mantém receitas elevadas sobre sua base de clientes, mesmo adiando a reposição necessária de trabalhadores.
Negociação sobre metas e contratações já está em pauta
Diante desse cenário, Fernanda afirma que o movimento sindical seguirá cobrando soluções concretas. “Exatamente por esse cenário de sobrecarga e redução de pessoal, já está acordada uma mesa específica para debater metas. Também continuamos cobrando mais contratações, porque não é possível manter um banco público forte sem valorizar e ampliar seu quadro de trabalhadores.”
O resultado foi impactado principalmente pela deterioração dos indicadores de risco da carteira, em especial no segmento agro. A inadimplência do agronegócio vem subindo de forma contínua, passando de 1,97% no 3º trimestre de 2024 para 5,34% no trimestre atual. Essa piora elevou de forma significativa o volume de provisões, pressionando diretamente o lucro. As despesas com Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (PCLD) cresceram 48,7% em 12 meses, totalizando R$ 47,129 bilhões entre janeiro e setembro de 2025.
Por outro lado, a carteira de crédito ampliada apresentou avanço de 7,5% em 12 meses — impulsionada pelas altas de 10,4% na carteira PJ, 7,9% na carteira PF e 3,2% na carteira agro. Já as receitas com tarifas bancárias e prestação de serviços recuaram 1,2%, somando R$ 25,978 bilhões nos primeiros nove meses do ano.
Redução de trabalhadores e aumento da pressão por metas
Ao final de setembro de 2025, o BB contava com 85.802 funcionários, uma redução de 1.299 postos de trabalho em 12 meses e de 157 somente no trimestre. Mesmo com o quadro mais enxuto, o banco apresentou índice de eficiência de 28,1%, o que indica intensificação do ritmo de trabalho e maior sobrecarga para os funcionários.
Para Fernanda Lopes, coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), a postura da direção do BB precisa ser revista. “Para reverter o menor lucro, a direção do BB tem sustentado um modelo de gestão baseado em pressão por metas descoladas da realidade, o que intensifica o ritmo de trabalho e leva muitos colegas ao adoecimento. Esse ambiente, marcado por cobrança excessiva e tensão constante, prejudica tanto os trabalhadores quanto a qualidade do atendimento à sociedade.”
Ela reforça que, como instituição pública, o Banco do Brasil tem responsabilidades que vão além do resultado financeiro. “O BB tem a missão de fomentar o desenvolvimento, apoiar o pequeno agricultor, ampliar o crédito sustentável e garantir acesso ao crédito para os trabalhadores. Para cumprir esse papel estratégico, é essencial manter uma estrutura sólida de agências e profissionais capaz de atender a diversidade de públicos e territórios do país.”
As despesas com pessoal caíram 10,6% em 12 meses, totalizando R$ 21,3 bilhões, enquanto as receitas com tarifas e serviços somaram R$ 25,9 bilhões — sinal de que o banco mantém receitas elevadas sobre sua base de clientes, mesmo adiando a reposição necessária de trabalhadores.
Negociação sobre metas e contratações já está em pauta
Diante desse cenário, Fernanda afirma que o movimento sindical seguirá cobrando soluções concretas. “Exatamente por esse cenário de sobrecarga e redução de pessoal, já está acordada uma mesa específica para debater metas. Também continuamos cobrando mais contratações, porque não é possível manter um banco público forte sem valorizar e ampliar seu quadro de trabalhadores.”
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