28/10/2025
‘Bet da Caixa’ representa risco para a sociedade e causa preocupação
Diante dos rumores de que a Caixa Econômcia Federal pretende lançar uma plataforma de apostas esportivas, o Sindicato dos Bancários de Catanduva e região alerta para os riscos graves que essa ideia, se concretizada, poderá causar na população, já altamente endividada e vivendo uma epidemia de apostas.
Para Antônio Júlio Gonçalves Neto, diretor do Sindicato, o ingresso da Caixa nesse nicho afasta o banco da sua função social.
"A Caixa tem uma trajetória marcada pelo compromisso com o desenvolvimento social do país, seja no apoio a políticas públicas, na concessão de crédito habitacional, no financiamento estudantil ou na gestão de benefícios que transformam vidas. Essa vocação pública, voltada à inclusão e à redução das desigualdades, se choca frontalmente com a ideia de uma “bet” vinculada ao banco. Atuar no ramo das apostas é desviar-se de sua essência: enquanto a missão da Caixa é investir em oportunidades e dignidade, o mercado das bets alimenta o lucro fácil à custa da vulnerabilidade de milhões. O Brasil precisa de uma Caixa que continue sendo instrumento de justiça social e não de uma instituição que se beneficie da esperança e do desespero de seu próprio povo", ressaltou Tony.
Um estudo da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), em parceria com a AGP Pesquisas, revelou que 63% de quem aposta no país teve parte da renda comprometida com as bets. Outros 19% pararam de fazer compras no mercado e 11% não gastaram com saúde e medicamentos.
Um relatório divulgado pelo Banco Central em setembro mostra que beneficiários do Bolsa Família gastaram R$ 3 bilhões em sites de apostas esportivas, apenas em agosto de 2025. O valor equivale a 21,2% dos recursos distribuídos pelo programa no mesmo mês.
Ainda segundo a autarquia, 24 milhões de brasileiros fizeram ao menos uma aposta desde janeiro. A maioria dos apostadores tem entre 20 e 30 anos e gasta cerca de R$ 100 por aposta. Este valor sobe de acordo com a idade. Brasileiros acima de 60 anos gastam uma média de R$ 3 mil em bets.
O presidente da Fenae, Sergio Takemoto, também ressalta que o vício em jogos é uma questão de saúde pública e que o incentivo a esse tipo de prática pode aprofundar a crise de endividamento que atinge milhões de famílias brasileiras. “Já temos uma parcela expressiva da população comprometendo boa parte da renda com dívidas e apostas. A criação de uma ‘bet da Caixa’ pode agravar esse cenário”, reforçou.
Segundo o G1, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, convocou o presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, para uma reunião sobre o anúncio de que o banco vai lançar um sistema de apostas esportivas próprio.
O governo Lula tem insistido na necessidade de aumentar as alíquotas dos impostos das casas de apostas, e decidiu enviar novamente ao Congresso, nos próximos dias, uma proposta que amplia a taxação das bets e fintechs.
Para Antônio Júlio Gonçalves Neto, diretor do Sindicato, o ingresso da Caixa nesse nicho afasta o banco da sua função social.
"A Caixa tem uma trajetória marcada pelo compromisso com o desenvolvimento social do país, seja no apoio a políticas públicas, na concessão de crédito habitacional, no financiamento estudantil ou na gestão de benefícios que transformam vidas. Essa vocação pública, voltada à inclusão e à redução das desigualdades, se choca frontalmente com a ideia de uma “bet” vinculada ao banco. Atuar no ramo das apostas é desviar-se de sua essência: enquanto a missão da Caixa é investir em oportunidades e dignidade, o mercado das bets alimenta o lucro fácil à custa da vulnerabilidade de milhões. O Brasil precisa de uma Caixa que continue sendo instrumento de justiça social e não de uma instituição que se beneficie da esperança e do desespero de seu próprio povo", ressaltou Tony.
Um estudo da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), em parceria com a AGP Pesquisas, revelou que 63% de quem aposta no país teve parte da renda comprometida com as bets. Outros 19% pararam de fazer compras no mercado e 11% não gastaram com saúde e medicamentos.
Um relatório divulgado pelo Banco Central em setembro mostra que beneficiários do Bolsa Família gastaram R$ 3 bilhões em sites de apostas esportivas, apenas em agosto de 2025. O valor equivale a 21,2% dos recursos distribuídos pelo programa no mesmo mês.
Ainda segundo a autarquia, 24 milhões de brasileiros fizeram ao menos uma aposta desde janeiro. A maioria dos apostadores tem entre 20 e 30 anos e gasta cerca de R$ 100 por aposta. Este valor sobe de acordo com a idade. Brasileiros acima de 60 anos gastam uma média de R$ 3 mil em bets.
O presidente da Fenae, Sergio Takemoto, também ressalta que o vício em jogos é uma questão de saúde pública e que o incentivo a esse tipo de prática pode aprofundar a crise de endividamento que atinge milhões de famílias brasileiras. “Já temos uma parcela expressiva da população comprometendo boa parte da renda com dívidas e apostas. A criação de uma ‘bet da Caixa’ pode agravar esse cenário”, reforçou.
Segundo o G1, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, convocou o presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, para uma reunião sobre o anúncio de que o banco vai lançar um sistema de apostas esportivas próprio.
O governo Lula tem insistido na necessidade de aumentar as alíquotas dos impostos das casas de apostas, e decidiu enviar novamente ao Congresso, nos próximos dias, uma proposta que amplia a taxação das bets e fintechs.
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