07/10/2025
Bancários de Catanduva e região se mobilizam contra retrocessos e dizem basta aos ataques ao Saúde Caixa
O Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região realizou nesta terça-feira (7) mais uma importante ação do Dia Nacional de Luta em Defesa do Saúde Caixa, reunindo empregadas e empregados da Superintendência Executiva de Varejo (SEV) e da Agência 0299, na região central do município. A iniciativa teve como objetivo dialogar com os trabalhadores sobre o andamento das negociações para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho específico do Saúde Caixa, reforçando a mobilização e a pressão sobre o banco por uma proposta que assegure a manutenção do plano e respeite os princípios de solidariedade, mutualismo e pacto geracional.

Durante a atividade, houve paralisação das atividades por uma hora e distribuição do boletim Avante, que traz o histórico das negociações e as principais reivindicações da categoria. A ação integra um calendário de mobilização promovido pelo Sindicato, que está percorrendo todas as agências da base territorial para fortalecer o engajamento dos empregados e preparar novas ações, caso a Caixa mantenha sua postura intransigente.
Na reunião, os bancários e bancárias demonstraram indignação com a proposta apresentada pela Caixa na mesa de negociação ocorrida na segunda-feira (6). O banco, além de negar o fim do teto de 6,5% da folha salarial destinado às despesas com o plano de saúde, apresentou um reajuste abusivo nas contribuições: de 3,5% para 5,5% sobre o salário base dos titulares, além de aumento no valor pago por dependente indireto, de R$ 480 para R$ 672. Os valores máximos a serem pagos pelas empregadas e empregados sofrerão reajuste médio de 71%, passando de até 7% para até 12% da remuneração base. A proposta foi rejeitada pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), por representar um grave retrocesso e ampliar os custos para os trabalhadores.

O diretor do Sindicato, Antônio Júlio Gonçalves Neto, destacou a relevância da mobilização e o compromisso da entidade com a defesa do plano. “O Saúde Caixa é uma conquista histórica e representa o reconhecimento de que o banco tem responsabilidade direta sobre a saúde de seus empregados. A via negocial sempre será nossa prioridade, mas se a Caixa insistir em se eximir desse compromisso, a categoria está pronta para ampliar a mobilização e, se necessário, deflagrar um movimento paredista. Não aceitaremos que a saúde dos trabalhadores seja tratada como custo”.
Tony também reforçou que o plano, além de ser um direito consolidado, é um instrumento de proteção social que garante atendimento digno e acessível para milhares de famílias. “O mutualismo, o pacto intergeracional e a solidariedade são pilares do Saúde Caixa. Romper com esses princípios é colocar em risco não só o equilíbrio financeiro do plano, mas a própria segurança de quem dedicou anos de trabalho ao banco”, enfatizou o dirigente.

As manifestações em Catanduva ocorreram de forma simultânea às mobilizações em todo o país, expressando a insatisfação generalizada da categoria com a postura da direção da Caixa e reiterando que a luta em defesa do Saúde Caixa segue firme e unificada.
Enquanto o impasse persiste, o Sindicato reafirma que não medirá esforços para garantir que o acordo coletivo seja renovado sem retrocessos, preservando o acesso à saúde e o respeito a quem faz da Caixa um dos maiores bancos públicos do país.
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