10/06/2025
OIT reconhece importância de combater a precarização do trabalho em plataformas digitais
Está em curso, desde o dia 2 de junho, em Genebra, na Suíça, a 113ª Sessão da Conferência Internacional do Trabalho (CIT), realizada todos os anos pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). Na última quarta-feira (4), o encontro que reúne trabalhadores, representantes de governos e de empregadores de 187 países, avançou no debate sobre direitos laborais aos trabalhadores de plataformas digitais, como Uber, iFood e 99.
O avanço ocorreu durante a Comissão sobre o Trabalho Decente na Economia de Plataformas da OIT, com a aprovação de uma convenção internacional voltada à regulamentação do trabalho em plataformas digitais. Mas, para que a convenção exista, precisará ser aprovada pelo plenário da 113º CIT, na próxima sexta-feira (13).
"Essa é uma decisão extremamente importante, que não atinge só trabalhadores brasileiros, mas de todo o mundo, em busca de assegurar direitos trabalhistas mínimos. Hoje, homens e mulheres que dependem das plataformas digitais para conseguir sustento não são protegidos por regras trabalhistas, na maioria dos países. E estamos bastante confiantes de que conseguiremos aprovar essa convenção na plenária geral", destacou a secretária de Relações Internacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Rita Berlofa.
A pesquisa mais recente sobre o tema, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou que, em 2022, o Brasil tinha 2,1 milhões de trabalhadores de plataformas digitais.
"As plataformas nada mais são do que agentes que atuam como intermediários, ligando prestadores de serviços aos clientes. Com esse movimento, esses aplicativos passam a falsa sensação de autonomia aos trabalhadores, o que não é verdade. As empresas, donas desses aplicativos, como Uber, 99 e iFood, maximizam seus lucros em cima dos trabalhadores, porque não existe um controle do percentual que elas detêm em cada serviço prestado. Além disso, elas não têm obrigações trabalhistas. Todo o ônus de manutenção e segurança do trabalho ficam com o prestador de serviços. A previdência social, por exemplo, é um dos setores mais atingidos por essa precarização do trabalho, e isso tem impacto no futuro de toda a sociedade, no futuro da previdência social. Por isso, nós comemoramos esse passo dado na OIT e esperamos sair daqui com a convenção aprovada no plenário", explicou a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira.
A presidenta do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região (Seeb-SP), Neiva Ribeiro completou: "Para o Sindicato, a Contraf-CUT, a CUT e demais centrais sindicais, o tema da promoção do trabalho decente na economia de plataformas é uma pauta de extrema importância. É um problema que estamos enfrentando no Brasil. Tentamos uma regulação que, infelizmente, não avançou. No ramo financeiro, por exemplo, temos sofrido os impactos das fintechs, plataformas digitais que oferecem serviços financeiros, sem agências e sem bancários", explicou.
Movimento sindical bancário brasileiro participa da 113ª CIT
Juvandia Moreira, Rita Berlofa e Neiva Ribeiro estão compondo a comitiva brasileira que participa da 113ª CIT, da qual fazem parte também o ministro do Trabalho e Emprego do Brasil, Luiz Marinho, o presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Aloysio Corrêa da Veiga, o procurador-geral do Trabalho, José de Lima Ramos Pereira, e o diretor executivo de Relações Institucionais, Trabalhistas e Sindicais da Fenaban, Adauto Duarte.
Na quarta-feira (11), as dirigentes participarão da mesa "Eventos Climáticos Extremos, Mulheres e Diversidade em Negociações Coletivas".
O avanço ocorreu durante a Comissão sobre o Trabalho Decente na Economia de Plataformas da OIT, com a aprovação de uma convenção internacional voltada à regulamentação do trabalho em plataformas digitais. Mas, para que a convenção exista, precisará ser aprovada pelo plenário da 113º CIT, na próxima sexta-feira (13).
"Essa é uma decisão extremamente importante, que não atinge só trabalhadores brasileiros, mas de todo o mundo, em busca de assegurar direitos trabalhistas mínimos. Hoje, homens e mulheres que dependem das plataformas digitais para conseguir sustento não são protegidos por regras trabalhistas, na maioria dos países. E estamos bastante confiantes de que conseguiremos aprovar essa convenção na plenária geral", destacou a secretária de Relações Internacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Rita Berlofa.
A pesquisa mais recente sobre o tema, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou que, em 2022, o Brasil tinha 2,1 milhões de trabalhadores de plataformas digitais.
"As plataformas nada mais são do que agentes que atuam como intermediários, ligando prestadores de serviços aos clientes. Com esse movimento, esses aplicativos passam a falsa sensação de autonomia aos trabalhadores, o que não é verdade. As empresas, donas desses aplicativos, como Uber, 99 e iFood, maximizam seus lucros em cima dos trabalhadores, porque não existe um controle do percentual que elas detêm em cada serviço prestado. Além disso, elas não têm obrigações trabalhistas. Todo o ônus de manutenção e segurança do trabalho ficam com o prestador de serviços. A previdência social, por exemplo, é um dos setores mais atingidos por essa precarização do trabalho, e isso tem impacto no futuro de toda a sociedade, no futuro da previdência social. Por isso, nós comemoramos esse passo dado na OIT e esperamos sair daqui com a convenção aprovada no plenário", explicou a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira.
A presidenta do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região (Seeb-SP), Neiva Ribeiro completou: "Para o Sindicato, a Contraf-CUT, a CUT e demais centrais sindicais, o tema da promoção do trabalho decente na economia de plataformas é uma pauta de extrema importância. É um problema que estamos enfrentando no Brasil. Tentamos uma regulação que, infelizmente, não avançou. No ramo financeiro, por exemplo, temos sofrido os impactos das fintechs, plataformas digitais que oferecem serviços financeiros, sem agências e sem bancários", explicou.
Movimento sindical bancário brasileiro participa da 113ª CIT
Juvandia Moreira, Rita Berlofa e Neiva Ribeiro estão compondo a comitiva brasileira que participa da 113ª CIT, da qual fazem parte também o ministro do Trabalho e Emprego do Brasil, Luiz Marinho, o presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Aloysio Corrêa da Veiga, o procurador-geral do Trabalho, José de Lima Ramos Pereira, e o diretor executivo de Relações Institucionais, Trabalhistas e Sindicais da Fenaban, Adauto Duarte.
Na quarta-feira (11), as dirigentes participarão da mesa "Eventos Climáticos Extremos, Mulheres e Diversidade em Negociações Coletivas".
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- CCT 2026-2028 assinada: com aumento real sobre todas cláusulas econômicas e novas conquistas
- Bancários assinam CCT nesta quarta-feira (9); empregados da Caixa entram em greve a partir do dia 10
- Caixa: Negociações recomeçam e banco diz que trará nova proposta nesta quinta-feira (10)
- Assembleia virtual nos dias 10 e 11 delibera sobre proposta específica do Banco do Brasil
- Participantes da Funcef podem ter direito a deduzir equacionamento do Imposto de Renda
- Banco do Brasil reabre negociação e mantém proposta apresentada anteriormente
- Banco do Brasil responde e negociação será retomada nesta terça-feira (8)
- Eleições Cabesp: Vote no candidato apoiado pelas entidades na sua região
- Sindicato publica aviso de greve dos empregados da Caixa a partir do dia 10 de setembro
- Caixa chama Contraf-CUT para negociação
- Setembro amarelo: saúde mental dos bancários exige prevenção, acolhimento e mudanças no trabalho
- Contraf-CUT envia ofício ao Banco do Brasil e solicita reabertura das negociações
- Bancários de Catanduva e região aprovam proposta dos bancos privados e rejeitam acordos do BB e da Caixa
- Perguntas e respostas sobre as assembleias dos bancários
- Planos da Funcef mantêm desempenho acima das metas até julho