30/05/2025
Emprego com carteira assinada bate recorde e taxa de desemprego fica estável em 6,6%
A taxa de desemprego no Brasil ficou em 6,6% no trimestre terminado em abril, aponta a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na quinta-feira (29).
A taxa de desocupação não teve variação significativa frente ao trimestre de novembro de 2024 a janeiro de 2025 (6,5%) e caiu 1,0 p.p. ante o trimestre móvel de fevereiro a abril de 2024 (7,5%).
O número de empregados no setor privado com carteira assinada (exclusive trabalhadores domésticos) foi recorde: 39,6 milhões. Houve crescimento de 0,8% (mais 319 mil pessoas) no trimestre e alta de 3,8% (mais 1,5 milhão de pessoas) no ano. O número de empregados sem carteira no setor privado (13,7 milhões) ficou estável no trimestre e no ano.
O número de empregados no setor público (12,7 milhões) mostrou aumento de 1,8% no trimestre e expansão de 3,5% (mais 427 mil pessoas) no ano.
O rendimento real habitual de todos os trabalhos (R$ 3.426) mostrou estabilidade no trimestre e crescimento de 3,2% no ano. A massa de rendimento real habitual (R$ 349,4 bilhões) foi novo recorde, mantendo estabilidade no trimestre e aumentando 5,9% (mais R$ 19,5 bilhões) no ano.
Frente ao trimestre de fevereiro a abril de 2024, cinco grupamentos cresceram: Indústria Geral (3,6% ou mais 471 mil pessoas), Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (3,7% ou mais 696 mil pessoas), Transporte, armazenagem e correio (4,5% ou mais 257 mil pessoas), Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (3,4% ou mais 435 mil pessoas) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (4,0% ou mais 731 mil pessoas). Houve redução no grupamento de Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (4,3% ou menos 348 mil pessoas).
“A estabilidade nas taxas de desocupação e subutilização confirma o que o primeiro trimestre apontou, ou seja, uma boa capacidade de absorção dos empregos temporários constituídos no último trimestre de 2024”, explica William Kratochwill, analista da pesquisa.
Outros dados
A população desocupada (7,3 milhões) apresentou estabilidade na comparação com o trimestre de novembro de 2024 a janeiro de 2025 (7,2 milhões). Porém, no confronto com igual trimestre do ano anterior (8,2 milhões), apresentou queda de 11,5% (menos 941 mil pessoas).
A população ocupada (103,3 milhões) ficou estável no trimestre e aumentou 2,4% (mais 2,4 milhões de pessoas) no ano. O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi de 58,2%, mostrando estabilidade no trimestre (58,2%) e variando 0,9 p.p. no ano (57,3%).
O número de trabalhadores por conta própria (26,0 milhões) ficou estável no trimestre e, no ano, subiu 2,1% (mais 544 mil pessoas). Já o número de trabalhadores domésticos (5,8 milhões) apresentou estabilidade no trimestre e no ano.
A taxa de informalidade foi de 37,9% da população ocupada (ou 39,2 milhões de trabalhadores informais), contra 38,3% (ou 39,5 milhões) no trimestre encerrado em janeiro e 38,7% (ou 39,0 milhões) no trimestre de fevereiro a abril de 2024.
A taxa composta de subutilização (15,4%) mostrou estabilidade no trimestre (15,5%) e teve queda de 2,0 p.p. no ano (17,4%). A população subutilizada (18,0 milhões) também ficou estável no trimestre (18,1 milhões) e recuou 10,7% (menos 2,1 milhões de pessoas) no ano (20,1 milhões).
“O mercado de trabalho apresentando níveis mais baixos de subutilização da população em idade de trabalhar, como vem acontecendo, naturalmente impulsiona as contratações formalizadas, uma vez que a mão de obra mais qualificada exige melhores condições de trabalho”, observa o analista.
> Para ler a pesquisa completa do IBGE, clique aqui.
A taxa de desocupação não teve variação significativa frente ao trimestre de novembro de 2024 a janeiro de 2025 (6,5%) e caiu 1,0 p.p. ante o trimestre móvel de fevereiro a abril de 2024 (7,5%).
O número de empregados no setor privado com carteira assinada (exclusive trabalhadores domésticos) foi recorde: 39,6 milhões. Houve crescimento de 0,8% (mais 319 mil pessoas) no trimestre e alta de 3,8% (mais 1,5 milhão de pessoas) no ano. O número de empregados sem carteira no setor privado (13,7 milhões) ficou estável no trimestre e no ano.
O número de empregados no setor público (12,7 milhões) mostrou aumento de 1,8% no trimestre e expansão de 3,5% (mais 427 mil pessoas) no ano.
O rendimento real habitual de todos os trabalhos (R$ 3.426) mostrou estabilidade no trimestre e crescimento de 3,2% no ano. A massa de rendimento real habitual (R$ 349,4 bilhões) foi novo recorde, mantendo estabilidade no trimestre e aumentando 5,9% (mais R$ 19,5 bilhões) no ano.
Frente ao trimestre de fevereiro a abril de 2024, cinco grupamentos cresceram: Indústria Geral (3,6% ou mais 471 mil pessoas), Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (3,7% ou mais 696 mil pessoas), Transporte, armazenagem e correio (4,5% ou mais 257 mil pessoas), Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (3,4% ou mais 435 mil pessoas) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (4,0% ou mais 731 mil pessoas). Houve redução no grupamento de Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (4,3% ou menos 348 mil pessoas).
“A estabilidade nas taxas de desocupação e subutilização confirma o que o primeiro trimestre apontou, ou seja, uma boa capacidade de absorção dos empregos temporários constituídos no último trimestre de 2024”, explica William Kratochwill, analista da pesquisa.
Outros dados
A população desocupada (7,3 milhões) apresentou estabilidade na comparação com o trimestre de novembro de 2024 a janeiro de 2025 (7,2 milhões). Porém, no confronto com igual trimestre do ano anterior (8,2 milhões), apresentou queda de 11,5% (menos 941 mil pessoas).
A população ocupada (103,3 milhões) ficou estável no trimestre e aumentou 2,4% (mais 2,4 milhões de pessoas) no ano. O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi de 58,2%, mostrando estabilidade no trimestre (58,2%) e variando 0,9 p.p. no ano (57,3%).
O número de trabalhadores por conta própria (26,0 milhões) ficou estável no trimestre e, no ano, subiu 2,1% (mais 544 mil pessoas). Já o número de trabalhadores domésticos (5,8 milhões) apresentou estabilidade no trimestre e no ano.
A taxa de informalidade foi de 37,9% da população ocupada (ou 39,2 milhões de trabalhadores informais), contra 38,3% (ou 39,5 milhões) no trimestre encerrado em janeiro e 38,7% (ou 39,0 milhões) no trimestre de fevereiro a abril de 2024.
A taxa composta de subutilização (15,4%) mostrou estabilidade no trimestre (15,5%) e teve queda de 2,0 p.p. no ano (17,4%). A população subutilizada (18,0 milhões) também ficou estável no trimestre (18,1 milhões) e recuou 10,7% (menos 2,1 milhões de pessoas) no ano (20,1 milhões).
“O mercado de trabalho apresentando níveis mais baixos de subutilização da população em idade de trabalhar, como vem acontecendo, naturalmente impulsiona as contratações formalizadas, uma vez que a mão de obra mais qualificada exige melhores condições de trabalho”, observa o analista.
> Para ler a pesquisa completa do IBGE, clique aqui.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- 7º Congresso da Contraf-CUT começa nesta sexta-feira (27)
- Enquanto afirma que bônus e comissões são para empregados excepcionais, a direção da Caixa recebe centenas de milhares de reais em bonificações
- Chapas apoiadas pelo Sindicato vencem eleições da Cassi e reforçam compromisso com os associados
- Entrega da declaração do IR já começou. Saiba o que muda!
- Sandro Brito será o novo representante dos empregados no CA da Caixa
- Reta final das eleições da Cassi opõe projetos e reforça importância do voto consciente
- Avanço: Banco do Brasil passa a aceitar todas as formas de recebimento do Prevmais na Cassi
- COE Bradesco debate PPR, educação e condições de trabalho em reunião com o banco
- Brasil perde 37% das agências bancárias em 10 anos e vê exclusão financeira avançar
- Dirigentes sindicais debatem estratégias para enfrentar o feminicídio na sociedade e na categoria
- Eleições da Funcef começam nesta terça-feira (24). Sindicato apoia candidaturas do grupo Participantes Funcef
- Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial: Combate ao racismo segue urgente no sistema financeiro
- Crédito do Trabalhador supera R$ 117 bilhões em um ano e amplia acesso, mas juros elevados ainda preocupam
- Comitê Evolui: Exclusão do consultor de RH coloca em cheque critérios de avaliação no Itaú
- Copom reduz Selic em 0,25 ponto, mas mantém juros elevados e críticas à política monetária