21/03/2025
Assédio na cobrança de metas adoece empregados da Caixa e preocupa movimento sindical
A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), representando o Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, enviou na quinta-feira (20) um ofício à Caixa Econômica Federal pedindo explicações sobre cobranças abusivas de metas e assédio.
“Os sindicatos estão recebendo relatos de que estão sendo estipuladas metas individualizadas por gerente, com objetivo diário, semanal e mensal a serem cumpridos e, caso não sejam alcançadas, o que não for cumprido acumula para o dia seguinte. Além disso, há a exposição constrangedora daqueles que não alcançam os resultados”, disse o diretor da Contraf-CUT e coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Rafael de Castro, ao lembrar que tanto rankings individuais, quanto o constrangimento não são permitidos pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria. “E, para além da CCT, a Justiça tem classificado o constrangimento como assédio e condenado as empresas que têm essa prática”, completou.
Além da meta
Segundo relatos, as cobranças são pelo cumprimento das metas da Caixa, além de outras específicas das Superintendências Regionais, com objetivos maiores do que as estipuladas pelo banco, com a finalidade de se buscar o “destaque nacional”.
“O que nos chegou, é que a ideia é mensurar a produção individual, gerar disputa, para justificar transferências (promoções e descensos) conforme a produção”, informou o coordenador da CEE. “A justificativa utilizada é que, para o desenvolvimento da equipe, é preciso mensurar a produção individual. Ou seja, utilizam rankings individuais, que não são permitidos, além de planilha de quota parte e outros meios mensuração”, completou.
No ofício, a Contraf-CUT observa que as cobranças são de que não basta apenas estar no azul. “É preciso entregar todas as metas do Time de Vendas (TDV), das campanhas e o sprint que a SR pedir. E, mesmo que se tenha cumprido as metas individuais e de agência, se a SR ou Sev de vinculação estiver abaixo da meta, mesmo com a agência estando no azul, é preciso fazer mais para que a SR ou a Sev alcance o seu objetivo”, diz um trecho do texto.
“Gerentes que apresentem questões propositivas às práticas de cobranças são assediados e ficam com o estigma de empregados contestadores”, disse Rafael. “Esta pressão tem deixado muitos colegas transtornados e tornado o ambiente de trabalho insustentável. Tanto para aqueles do regime remoto, quanto para as equipes da rede de agências e outros departamentos”, continuou.
"Quando as metas são intangíveis, o assédio é a ferramenta que a empresa usa para tentar tirar além do que o empregado humanamente pode entregar. O resultado dessa equação perversa é o adoecimento físico e mental. Não é possível que quase 76% dos casos de afastamentos para tratamento de saúde de empregados da Caixa, devido a questões relacionadas ao trabalho, sejam por causa problemas mentais ou comportamentais. Seguimos atentos à situação e orientamos os trabalhadores a denunciarem as pressões e assédio ao Sindicato, pois as denúncias são fundamentais para atuarmos no combate a essas práticas abusivas. Esperamos um diálogo mais transparente com a Caixa e, principalmente, que o banco respeite e valorize seu corpo funcional", reforçou o diretor do Sindicato, Antônio Júlio Gonçalves Neto.
Outra prática que tem causado mal-estar entre os trabalhadores da Caixa, segundo os relatos, é de que estão sendo descontados, no valor do bônus, os períodos de licença médica.
“Cobramos da Caixa uma reunião o mais rápido possível para tratar sobre esses temas”, informou o coordenador da CEE/Caixa.
“Os sindicatos estão recebendo relatos de que estão sendo estipuladas metas individualizadas por gerente, com objetivo diário, semanal e mensal a serem cumpridos e, caso não sejam alcançadas, o que não for cumprido acumula para o dia seguinte. Além disso, há a exposição constrangedora daqueles que não alcançam os resultados”, disse o diretor da Contraf-CUT e coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Rafael de Castro, ao lembrar que tanto rankings individuais, quanto o constrangimento não são permitidos pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria. “E, para além da CCT, a Justiça tem classificado o constrangimento como assédio e condenado as empresas que têm essa prática”, completou.
Além da meta
Segundo relatos, as cobranças são pelo cumprimento das metas da Caixa, além de outras específicas das Superintendências Regionais, com objetivos maiores do que as estipuladas pelo banco, com a finalidade de se buscar o “destaque nacional”.
“O que nos chegou, é que a ideia é mensurar a produção individual, gerar disputa, para justificar transferências (promoções e descensos) conforme a produção”, informou o coordenador da CEE. “A justificativa utilizada é que, para o desenvolvimento da equipe, é preciso mensurar a produção individual. Ou seja, utilizam rankings individuais, que não são permitidos, além de planilha de quota parte e outros meios mensuração”, completou.
No ofício, a Contraf-CUT observa que as cobranças são de que não basta apenas estar no azul. “É preciso entregar todas as metas do Time de Vendas (TDV), das campanhas e o sprint que a SR pedir. E, mesmo que se tenha cumprido as metas individuais e de agência, se a SR ou Sev de vinculação estiver abaixo da meta, mesmo com a agência estando no azul, é preciso fazer mais para que a SR ou a Sev alcance o seu objetivo”, diz um trecho do texto.
“Gerentes que apresentem questões propositivas às práticas de cobranças são assediados e ficam com o estigma de empregados contestadores”, disse Rafael. “Esta pressão tem deixado muitos colegas transtornados e tornado o ambiente de trabalho insustentável. Tanto para aqueles do regime remoto, quanto para as equipes da rede de agências e outros departamentos”, continuou.
"Quando as metas são intangíveis, o assédio é a ferramenta que a empresa usa para tentar tirar além do que o empregado humanamente pode entregar. O resultado dessa equação perversa é o adoecimento físico e mental. Não é possível que quase 76% dos casos de afastamentos para tratamento de saúde de empregados da Caixa, devido a questões relacionadas ao trabalho, sejam por causa problemas mentais ou comportamentais. Seguimos atentos à situação e orientamos os trabalhadores a denunciarem as pressões e assédio ao Sindicato, pois as denúncias são fundamentais para atuarmos no combate a essas práticas abusivas. Esperamos um diálogo mais transparente com a Caixa e, principalmente, que o banco respeite e valorize seu corpo funcional", reforçou o diretor do Sindicato, Antônio Júlio Gonçalves Neto.
Outra prática que tem causado mal-estar entre os trabalhadores da Caixa, segundo os relatos, é de que estão sendo descontados, no valor do bônus, os períodos de licença médica.
“Cobramos da Caixa uma reunião o mais rápido possível para tratar sobre esses temas”, informou o coordenador da CEE/Caixa.
Procure o Sindicato
O Sindicato está monitorando todos os locais de trabalho e alertando os bancários. Como as informações estão sendo atualizadas constantemente, deixamos aqui nossos canais de comunicação.
> Está com um problema no seu local de trabalho ou seu banco não está cumprindo o acordado? CLIQUE AQUI e denuncie. O sigilo é absoluto.
> Redes Sociais: nossos canais no Facebook e Instagram estão abertos, compartilhando informações do Sindicato e de interesse da sociedade.
> Quer receber notícias sobre o seu banco? Cadastre-se em nossa linha de transmissão no WhatsApp. Adicione o número (17) 99259-1987 nos seus contatos e envia uma mensagem informando seu nome, banco e cidade em que trabalha.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Bancários cobram soluções do INSS para entraves no acesso a benefícios previdenciários
- Categoria bancária entrega minuta de reivindicações à Fenaban; Primeira negociação será dia 2 de julho
- Representantes dos funcionários do Itaú entregarão pauta de reivindicações ao banco em 2 de julho
- Categoria bancária aprova minuta de reivindicações para a Campanha Nacional Unificada 2026
- Contraf-CUT entrega à Caixa minuta de reivindicações específicas dos empregados
- Banco do Brasil abonará horas dos jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo
- Entrega da minuta à Fenaban e Caravana da FETEC abrem a Campanha Nacional 2026
- Funcionários do Banco do Brasil entregam minuta de reivindicações à direção do banco
- Caravanas da FETEC-CUT/SP 2026 iniciam nesta quarta-feira (24)
- Em reunião com a Cassi, conselheiros do Economus cobram atendimento nas CliniCASSI
- Negando pedido do Sindicato, Caixa exigirá compensação das horas em jogos do Brasil na Copa
- Representantes dos funcionários do Santander entregam minuta de reivindicações ao banco após encontro nacional
- Fim da escala 6x1 enfrenta ofensiva de parlamentares ligados ao patronato
- CUSC segue sem resposta da Caixa e reforça cobrança por diálogo antes de reunião agendada
- Contraf-CUT lança revista inspirada em álbum da Copa e coloca em campo os desafios da categoria bancária