25/06/2024
Tuitaço: trabalhadores cobram de bancos fim de demissões, com protestos nesta quarta (26)
Trabalhadoras e trabalhadores bancários realizarão, nesta quarta-feira (26), um tuitaço, na Rede X, das 9h às 11h, para mobilizar a categoria contra demissões e terceirizações no setor. A ação acontece no dia em que o Comando Nacional dos Bancários se reunirá com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), para debater a defesa dos empregos, na primeira mesa de negociações como parte das negociações da Campanha Nacional de 2024, para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria.
A orientação é que todos e todas utilizem a hashtag #JuntosPorEmprego, marcando nas postagens a @Febraban.
"As ações via redes sociais são importantes para a mobilização da categoria, diante de temas que foram mais priorizados, pelos trabalhadores que responderam a Consulta Nacional, que são o emprego e a manutenção de direitos", explicou a coordenadora do Comando Nacional dos Bancários e presidenta Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira.
"O debate sobre a defesa do emprego e dos direitos dos bancários tem sido pauta permanente em todas as instâncias do movimento sindical em contraposição à prática dos bancos, que insistem na redução de custos através dos cortes na folha de pagamento de salários e na redução de estruturas operacionais. Amanhã estaremos nas redes sociais, a partir das 9h, em um tuitaço nacional para pressionar os bancos e mostrar a força da nossa categoria com a hashtag #JuntosPorEmprego. Junte-se a nós! A sua luta nos conecta e juntos avançamos nas conquistas!", reforça o presidente do Sindicato, Roberto Vicentim, conclamando todos os bancários e bancárias de Catanduva e região para somar na atividade.
Desemprego e terceirização
Entre 2012 e 2022, a categoria bancária sofreu redução de 79,5 mil postos de trabalho (- 16%). O levantamento é do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que aponta também que, no acumulado dos doze meses, encerrados em abril de 2024, os bancos fecharam 3.325 postos de trabalho.
No ramo financeiro (excluindo a categoria bancária), houve um movimento contrário, de aumento de postos de trabalho: somente em janeiro até abril, foram mais de 9 mil e, nos últimos 12 meses, encerrados em abril, 24 mil postos de trabalho criados em todo o ramo.
Bancos são os que mais contratam correspondentes
Atualmente, o Brasil possui cerca de 240 mil postos de atendimento de correspondentes (número 14 vezes maior que o número de agências do país), e que fornecem os mesmos serviços da atividade bancária.
"O que chama a atenção é que os principais contratantes de correspondentes bancários no país são os maiores bancos", observou Juvandia Moreira, ao lembrar, em seguida, que, nos últimos cinco anos, os bancos fecharam 3,2 mil agências em todo o país.
Tecnologia e emprego
O levantamento do Dieese revela também que, em 2023, o total de gastos e investimentos dos bancos brasileiros com tecnologia foi de R$ 39 bilhões, e para 2024 a perspectiva é de crescimento de 21%, chegando a mais de R$ 47 bilhões. Com esse movimento, houve aumento da contratação de profissionais de TI em 22%, só em 2023.
"Os avanços tecnológicos devem ser importantes para toda sociedade. Não devem ser instrumentalizados para que poucos se apropriem dos ganhos desses avanços. Não dá pra eliminar emprego e deixar uma minoria ainda mais rica. Então, os empregos precisam ser defendidos para que a gente tenha uma sociedade justa e igualitária e não concentradora de renda", pontuou Juvandia Moreira, acrescentando, por fim, que, em 2023, lucro dos bancos bateu recorde e somou R$ 144 bilhões, ou 5% a mais do que no ano anterior.
A orientação é que todos e todas utilizem a hashtag #JuntosPorEmprego, marcando nas postagens a @Febraban.
"As ações via redes sociais são importantes para a mobilização da categoria, diante de temas que foram mais priorizados, pelos trabalhadores que responderam a Consulta Nacional, que são o emprego e a manutenção de direitos", explicou a coordenadora do Comando Nacional dos Bancários e presidenta Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira.
"O debate sobre a defesa do emprego e dos direitos dos bancários tem sido pauta permanente em todas as instâncias do movimento sindical em contraposição à prática dos bancos, que insistem na redução de custos através dos cortes na folha de pagamento de salários e na redução de estruturas operacionais. Amanhã estaremos nas redes sociais, a partir das 9h, em um tuitaço nacional para pressionar os bancos e mostrar a força da nossa categoria com a hashtag #JuntosPorEmprego. Junte-se a nós! A sua luta nos conecta e juntos avançamos nas conquistas!", reforça o presidente do Sindicato, Roberto Vicentim, conclamando todos os bancários e bancárias de Catanduva e região para somar na atividade.
Desemprego e terceirização
Entre 2012 e 2022, a categoria bancária sofreu redução de 79,5 mil postos de trabalho (- 16%). O levantamento é do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que aponta também que, no acumulado dos doze meses, encerrados em abril de 2024, os bancos fecharam 3.325 postos de trabalho.
No ramo financeiro (excluindo a categoria bancária), houve um movimento contrário, de aumento de postos de trabalho: somente em janeiro até abril, foram mais de 9 mil e, nos últimos 12 meses, encerrados em abril, 24 mil postos de trabalho criados em todo o ramo.
Bancos são os que mais contratam correspondentes
Atualmente, o Brasil possui cerca de 240 mil postos de atendimento de correspondentes (número 14 vezes maior que o número de agências do país), e que fornecem os mesmos serviços da atividade bancária.
"O que chama a atenção é que os principais contratantes de correspondentes bancários no país são os maiores bancos", observou Juvandia Moreira, ao lembrar, em seguida, que, nos últimos cinco anos, os bancos fecharam 3,2 mil agências em todo o país.
Tecnologia e emprego
O levantamento do Dieese revela também que, em 2023, o total de gastos e investimentos dos bancos brasileiros com tecnologia foi de R$ 39 bilhões, e para 2024 a perspectiva é de crescimento de 21%, chegando a mais de R$ 47 bilhões. Com esse movimento, houve aumento da contratação de profissionais de TI em 22%, só em 2023.
"Os avanços tecnológicos devem ser importantes para toda sociedade. Não devem ser instrumentalizados para que poucos se apropriem dos ganhos desses avanços. Não dá pra eliminar emprego e deixar uma minoria ainda mais rica. Então, os empregos precisam ser defendidos para que a gente tenha uma sociedade justa e igualitária e não concentradora de renda", pontuou Juvandia Moreira, acrescentando, por fim, que, em 2023, lucro dos bancos bateu recorde e somou R$ 144 bilhões, ou 5% a mais do que no ano anterior.
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