23/11/2023

Hoje (23) tem live para esclarecer dúvidas sobre proposta do Saúde Caixa

Hoje (23) tem live para esclarecer dúvidas sobre proposta do Saúde Caixa
Após quase seis meses de negociações, a representação dos trabalhadores conseguiu que a Caixa Econômica Federal aceitasse uma proposta para renovação do Acordo Coletivo de Trabalho específico do Saúde Caixa que mantém o percentual de contribuição dos titulares do plano em 3,5% sobre a remuneração básica e, para aqueles que têm dependentes, fixa um limite para o comprometimento da renda dos trabalhadores em até, no máximo 7% por grupo familiar.

“Foi uma longa negociação. Precisamos mostrar como foi este processo e esclarecer as dúvidas que estão surgindo entre os colegas da Caixa”, disse a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa e do GT Saúde Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt ao informar que haverá uma live, nesta quinta-feira (23), a partir das 19h, para sanar as dúvidas.

A live será transmitida pelo Facebook e pelo Youtube da Contraf-CUT e pelo Youtube da Fenae.

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Um pouco da proposta

A coordenadora da CEE diz que, comparado com as outras estatais, o limite de 7% é um dos menores. “No plano de saúde dos funcionários do Banco do Brasil (Cassi), por exemplo, é 7,5%, com contribuição do titular de 4%, além de percentuais adicionais escalonados para dependentes”, observou.

Fabiana informou ainda que a proposta foi estabelecida na negociação com a Caixa a partir de parâmetros que preservam a solidariedade e o pacto intergeracional, que são princípios do Saúde Caixa desde a criação do plano. “Assim, não penaliza os empregados de menor salário e os mais idosos, além de equilibrar o custeio e manter a sustentabilidade do plano e as condições para manter a viabilidade para que todos permaneçam”, explicou.

Durante as negociações, a Caixa apresentou projeções atuariais que apontavam déficits e sugeriam a quebra dos princípios de solidariedade e do pacto intergeracional, e o pagamento de parcelas extraordinárias pelos usuários, para o equacionamento dos déficits, além do reajuste dos valores das parcelas mensais para evitar novos déficits.

Para a coordenadora do Comando Nacional e presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, a proposta foi a possível para não onerar mais os empregados e manter a sustentabilidade do plano para todos os empregados. “Não foi uma negociação fácil, mas conseguimos chegar a uma proposta sem aumento para o titular que não tem dependente. Isso é um avanço importante”, destacou, ressaltando que há déficits robustos no plano a equacionar.




 
Fonte: Contraf-CUT, com edição de Seeb Catanduva

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