25/10/2023
Nossa luta faz história: Conquista das seis horas na Caixa completa 38 anos
Na próxima segunda-feira, 30 de outubro, é dia de celebrar 38 anos de um momento histórico, para os empregados da Caixa e para a categoria bancária. Isso porque foi em 30 de outubro de 1985 que os trabalhadores da Caixa realizaram uma grande greve pelo direito de serem reconhecidos como bancários e, assim, terem a jornada de seis horas e poderem se sindicalizar.
A greve nacional durou 24 horas e, em muitos locais, teve 100% de adesão.
"Parabenizamos a todos e todas que, ao longo dessa história, com coragem, vêm fortalecendo toda a nossa categoria pela ampliação de direitos. Quem é jovem na Caixa sente os reflexos do esforço dos trabalhadores que decidiram cruzar os braços em 1985. Esse período foi um divisor de águas que envolveu associações, federações, sindicatos. De lá para cá, fizemos muitas lutas, em diversos momentos. Uma das mais marcantes é a defesa intransigente dos bancos públicos e agora também pelo Saúde Caixa. Precisamos repensar e reconstruir essa unidade e mobilização exemplares, pois a luta coletiva precisa ser de todos os empregados", destacou o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região e também da Apcef/SP, Antônio Júlio Gonçalves Neto.
Como começou
O movimento teve início em 1981, quando a Caixa admitiu 20 mil escriturários básicos por meio de concurso, que ingressaram no banco com salário 50% inferior ao dos empregados que já trabalhavam na estatal. A diferenciação de salários levou os trabalhadores a reivindicarem isonomia de tratamento.
Diante das pressões, a Caixa realizou, em 1984, dois processos seletivos internos que possibilitavam o enquadramento de apenas 4 mil dos 20 mil escriturários básicos. Alguns bancários, em São Paulo, em forma de protesto, se negaram a fazer as provas. Eles foram demitidos, o que gerou uma grande mobilização – com sucesso, pois foram reintegrados em 1987 – em prol da reintegração desses trabalhadores, pelo enquadramento dos 20 mil escriturários aprovados no concurso, pela jornada de seis horas, pelo reconhecimento dos empregados da Caixa como bancários e pelo direito à sindicalização.
O dia 30
A data da greve de 1985 foi definida no primeiro Congresso dos empregados da Caixa da história. A mobilização assegurou a tramitação, em regime de urgência, na Câmara dos Deputados, do projeto de lei que determinou a jornada de seis horas. E, na sequência, outro projeto garantiu o direito dos empregados da Caixa de se sindicalizarem como bancários.
Linha do tempo da luta dos empregados em 1985
– 6 de agosto: Dia Nacional de Luta. Empregados da Caixa distribuem cartas abertas à população e enviam telegramas ao Ministério da Fazenda.
– 11 de agosto: Paralisações de duas horas realizadas em agências de Brasília e do Ceará.
– 11 de setembro: O presidente da Fenae, José Gabrielense, recebe mensagem informando que o ministro da Fazenda havia se manifestado contrário às reivindicações da categoria.
– 13 de setembro: Cerca de 800 empregados da Caixa protestam e realizam uma passeata na Avenida Paulista, em São Paulo.
– 19 e 20 de outubro: Realização do 1º Conecef, em Brasília, no qual mais de 500 pessoas aprovam a data de 30 de outubro para a greve de 24 horas.
– 30 de outubro: Greve histórica, quando todas as unidades da Caixa são fechadas Brasil afora.
– 4 de novembro: Caravanas de empregados da Caixa ocupam Brasília. Pressionado, o deputado federal Pimenta da Veiga dá aval para o regime de urgência ao projeto de lei que estabelece a jornada de seis horas para a categoria.
– 28 de novembro: Projeto das seis horas é aprovado na Câmara dos Deputados. No mês seguinte, a proposta também passa pelo Senado Federal.
– 17 de dezembro: O presidente da República, José Sarney, sanciona a lei que garante a condição de bancário aos empregados da Caixa.
A greve nacional durou 24 horas e, em muitos locais, teve 100% de adesão.
"Parabenizamos a todos e todas que, ao longo dessa história, com coragem, vêm fortalecendo toda a nossa categoria pela ampliação de direitos. Quem é jovem na Caixa sente os reflexos do esforço dos trabalhadores que decidiram cruzar os braços em 1985. Esse período foi um divisor de águas que envolveu associações, federações, sindicatos. De lá para cá, fizemos muitas lutas, em diversos momentos. Uma das mais marcantes é a defesa intransigente dos bancos públicos e agora também pelo Saúde Caixa. Precisamos repensar e reconstruir essa unidade e mobilização exemplares, pois a luta coletiva precisa ser de todos os empregados", destacou o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região e também da Apcef/SP, Antônio Júlio Gonçalves Neto.
Como começou
O movimento teve início em 1981, quando a Caixa admitiu 20 mil escriturários básicos por meio de concurso, que ingressaram no banco com salário 50% inferior ao dos empregados que já trabalhavam na estatal. A diferenciação de salários levou os trabalhadores a reivindicarem isonomia de tratamento.
Diante das pressões, a Caixa realizou, em 1984, dois processos seletivos internos que possibilitavam o enquadramento de apenas 4 mil dos 20 mil escriturários básicos. Alguns bancários, em São Paulo, em forma de protesto, se negaram a fazer as provas. Eles foram demitidos, o que gerou uma grande mobilização – com sucesso, pois foram reintegrados em 1987 – em prol da reintegração desses trabalhadores, pelo enquadramento dos 20 mil escriturários aprovados no concurso, pela jornada de seis horas, pelo reconhecimento dos empregados da Caixa como bancários e pelo direito à sindicalização.
O dia 30
A data da greve de 1985 foi definida no primeiro Congresso dos empregados da Caixa da história. A mobilização assegurou a tramitação, em regime de urgência, na Câmara dos Deputados, do projeto de lei que determinou a jornada de seis horas. E, na sequência, outro projeto garantiu o direito dos empregados da Caixa de se sindicalizarem como bancários.
Linha do tempo da luta dos empregados em 1985
– 6 de agosto: Dia Nacional de Luta. Empregados da Caixa distribuem cartas abertas à população e enviam telegramas ao Ministério da Fazenda.
– 11 de agosto: Paralisações de duas horas realizadas em agências de Brasília e do Ceará.
– 11 de setembro: O presidente da Fenae, José Gabrielense, recebe mensagem informando que o ministro da Fazenda havia se manifestado contrário às reivindicações da categoria.
– 13 de setembro: Cerca de 800 empregados da Caixa protestam e realizam uma passeata na Avenida Paulista, em São Paulo.
– 19 e 20 de outubro: Realização do 1º Conecef, em Brasília, no qual mais de 500 pessoas aprovam a data de 30 de outubro para a greve de 24 horas.
– 30 de outubro: Greve histórica, quando todas as unidades da Caixa são fechadas Brasil afora.
– 4 de novembro: Caravanas de empregados da Caixa ocupam Brasília. Pressionado, o deputado federal Pimenta da Veiga dá aval para o regime de urgência ao projeto de lei que estabelece a jornada de seis horas para a categoria.
– 28 de novembro: Projeto das seis horas é aprovado na Câmara dos Deputados. No mês seguinte, a proposta também passa pelo Senado Federal.
– 17 de dezembro: O presidente da República, José Sarney, sanciona a lei que garante a condição de bancário aos empregados da Caixa.
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