07/08/2023
Etarismo: Itaú não valoriza funcionários e demite mais velhos
O Itaú está promovendo demissões de gerentes-gerais e de bancários em outras funções, com 15 a 20 anos de contrato e acima de 40 anos de idade. Para isto, está usando um método cruel: empregados enquadrados nessa faixa etária e tempo de banco, mas que possuem notas acima do esperado em agências de grande porte (platinum e diamante) estão sendo transferidos para unidades menores (ouro e bronze) e com poucos funcionários, onde é mais difícil atingir resultados.
O movimento é feito para justificar a demissão, após o resultado não ser atingido nas agências menores e a nota do empregado, consequentemente, cair.
Nos ciclos de avaliação, os empregados são inseridos por um comitê nos quadrantes “acima do esperado”, “dentro do esperado”, “abaixo do esperado” e “preparar saída”. Na lista de demissões, há ainda o critério “acompanha a transformação do banco” e “não acompanha a transformação do banco”.
"Há tempos o Itaú vem mantendo essa política de adoecer seus funcionários com sobrecarga de trabalho, assédio moral e metas inatingíveis para descartá-los como nada, depois de anos de dedicação à instituição. O Ministério do Trabalho e Emprego divulgou recentemente dados de uma operação que mostra que o banco usou de PDV no ano passado para forçar demissão de idosos e adoecidos. Os bancários estão sentindo essa tortura psicológica e pedindo afastamento quando adoecem com burnout, depressão, pânico e estresse. "Estamos atentos acompanhando as perversidades do banco e a rotina dos trabalhadores. Essa lógica cruel não pode perdurar!", ressalta o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Ricardo Jorge Nassar Jr.
Itaú reduz número de bancários mais velhos
Em 2016, os bancários com idade acima de 50 anos representavam 9,38% do total do quadro de empregados do Itaú. Em 2020, o número caiu para 6%. Os dados são dos Relatórios Anuais Integrados do Itaú.
Dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) de maio e 2023 indicam saldo positivo de contratação no setor bancário como um todo, entre as faixas até 29 anos, com ampliação de 504 vagas. Já para as faixas etárias superiores, foi notado movimento contrário: fechamento de 1.468 vagas para o mês de maio.
O salário mensal médio do bancário admitido em maio alcançou o valor de R$ 6.155,15 enquanto o do desligado foi de R$ 7.458,87, isto é, o salário médio do admitido correspondeu a 82,52% do desligado. Ou seja, os dados indicam que os bancários com mais tempo de casa e com mais idade estão sendo demitidos por uma questão de salário, porque, frequentemente, empregados mais velhos ganham mais.
"Essas demissões têm o potencial de gerar insegurança financeira, instabilidade emocional e dificuldades para arcar com despesas básicas do dia a dia. É um impacto que se estende para além do âmbito profissional, atingindo a vida pessoal e o bem-estar de todos os envolvidos. Por isso, é fundamental que as instituições bancárias considerem não apenas os números e indicadores financeiros, mas também o impacto humano e social de suas decisões”, destaca o diretor do Sindicato.
Fechamento de agências e demissões
Os trabalhadores relatam um clima de muita preocupação com este cenário, mas também por causa do fechamento de agências. O Itaú alega que os bancários de unidades fechadas são transferidos. A percepção, contudo, é que quando uma agência fecha há demissões, e como não há vaga para realocação, acabam ocorrendo as dispensas.
Demissões de líderes de tesouraria
Correm rumores de que o segmento Personalité vai extinguir a função de líder de tesouraria.
O movimento sindical entrou em contato com o banco, que informou que as demissões ocorridas nas últimas semanas foram por baixa performance, e que não tem intenção de eliminar a função.
"É inadmissível que mesmo com o lucro bilionário construído pelos bancários, o Itaú trate seus empregados como números a serem descartados de seu balanço. Os funcionários aodecem em um contexto de reestruturação e digitalização dos serviços prestados, que gera cada dia mais pressão e o consequente afastamento desses trabalhadores. Os lucros do banco não podem ser construídos por meio de ameaças de demissão, exploração da categoria e em detrimento da sua saúde. Lutamos pela manutenção dos empregos, pela valorização dos bancários e bancárias e pelo respeito às famílias destes trabalhadores que dependem de seus empregos", conclui Nassar.
O movimento é feito para justificar a demissão, após o resultado não ser atingido nas agências menores e a nota do empregado, consequentemente, cair.
Nos ciclos de avaliação, os empregados são inseridos por um comitê nos quadrantes “acima do esperado”, “dentro do esperado”, “abaixo do esperado” e “preparar saída”. Na lista de demissões, há ainda o critério “acompanha a transformação do banco” e “não acompanha a transformação do banco”.
"Há tempos o Itaú vem mantendo essa política de adoecer seus funcionários com sobrecarga de trabalho, assédio moral e metas inatingíveis para descartá-los como nada, depois de anos de dedicação à instituição. O Ministério do Trabalho e Emprego divulgou recentemente dados de uma operação que mostra que o banco usou de PDV no ano passado para forçar demissão de idosos e adoecidos. Os bancários estão sentindo essa tortura psicológica e pedindo afastamento quando adoecem com burnout, depressão, pânico e estresse. "Estamos atentos acompanhando as perversidades do banco e a rotina dos trabalhadores. Essa lógica cruel não pode perdurar!", ressalta o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Ricardo Jorge Nassar Jr.
Itaú reduz número de bancários mais velhos
Em 2016, os bancários com idade acima de 50 anos representavam 9,38% do total do quadro de empregados do Itaú. Em 2020, o número caiu para 6%. Os dados são dos Relatórios Anuais Integrados do Itaú.
Dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) de maio e 2023 indicam saldo positivo de contratação no setor bancário como um todo, entre as faixas até 29 anos, com ampliação de 504 vagas. Já para as faixas etárias superiores, foi notado movimento contrário: fechamento de 1.468 vagas para o mês de maio.
O salário mensal médio do bancário admitido em maio alcançou o valor de R$ 6.155,15 enquanto o do desligado foi de R$ 7.458,87, isto é, o salário médio do admitido correspondeu a 82,52% do desligado. Ou seja, os dados indicam que os bancários com mais tempo de casa e com mais idade estão sendo demitidos por uma questão de salário, porque, frequentemente, empregados mais velhos ganham mais.
"Essas demissões têm o potencial de gerar insegurança financeira, instabilidade emocional e dificuldades para arcar com despesas básicas do dia a dia. É um impacto que se estende para além do âmbito profissional, atingindo a vida pessoal e o bem-estar de todos os envolvidos. Por isso, é fundamental que as instituições bancárias considerem não apenas os números e indicadores financeiros, mas também o impacto humano e social de suas decisões”, destaca o diretor do Sindicato.
Fechamento de agências e demissões
Os trabalhadores relatam um clima de muita preocupação com este cenário, mas também por causa do fechamento de agências. O Itaú alega que os bancários de unidades fechadas são transferidos. A percepção, contudo, é que quando uma agência fecha há demissões, e como não há vaga para realocação, acabam ocorrendo as dispensas.
Demissões de líderes de tesouraria
Correm rumores de que o segmento Personalité vai extinguir a função de líder de tesouraria.
O movimento sindical entrou em contato com o banco, que informou que as demissões ocorridas nas últimas semanas foram por baixa performance, e que não tem intenção de eliminar a função.
"É inadmissível que mesmo com o lucro bilionário construído pelos bancários, o Itaú trate seus empregados como números a serem descartados de seu balanço. Os funcionários aodecem em um contexto de reestruturação e digitalização dos serviços prestados, que gera cada dia mais pressão e o consequente afastamento desses trabalhadores. Os lucros do banco não podem ser construídos por meio de ameaças de demissão, exploração da categoria e em detrimento da sua saúde. Lutamos pela manutenção dos empregos, pela valorização dos bancários e bancárias e pelo respeito às famílias destes trabalhadores que dependem de seus empregos", conclui Nassar.
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