31/07/2023
Reforma tributária e inclusão social são temas da Mesa de Conjuntura Política e Sindical na 25ª Conferência da Fetec-CUT/SP
A mesa sobre Conjuntura Política e Sindical da 25ª Conferência Estadual da Fetec-CUT/SP debateu temas como Reforma Sindical, precarição do trabalho, Reforma Tributária e fortalecimento do movimento sindical.
Aline Molina, presidenta da Federação; Ivone Silva, uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários e Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT, analisaram os principais desafios da categoria e da sociedade em defesa da Democracia, tão fragilizada nos anos após o golpe contra Dilma Rousseff e durante o governo de Bolsonaro.
Juvandia abriu a mesa destacando o quão árdua foi a luta dos brasileiros com a extrema direita apostando na morte, no negacionismo, na misoginia, e com uma forte rede social divulgando ódio e mentiras. ''Não dá pra viver numa democracia quando empresas digitais ganham com mentiras, com polarização, com ataques a indígenas, a negros, quando ganham com o crime. Isso não pode ser considerado normal.''
Aline Molina, presidenta da Federação; Ivone Silva, uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários e Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT, analisaram os principais desafios da categoria e da sociedade em defesa da Democracia, tão fragilizada nos anos após o golpe contra Dilma Rousseff e durante o governo de Bolsonaro.
Juvandia abriu a mesa destacando o quão árdua foi a luta dos brasileiros com a extrema direita apostando na morte, no negacionismo, na misoginia, e com uma forte rede social divulgando ódio e mentiras. ''Não dá pra viver numa democracia quando empresas digitais ganham com mentiras, com polarização, com ataques a indígenas, a negros, quando ganham com o crime. Isso não pode ser considerado normal.''
.jpg)
Delegação do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região acompanham os debates da 25ª Conferência Estadual da Fetec-CUT/SP. Na imagem os diretores Júlio César Trigo, Luiz Eduardo de M. Freire, Ricardo Jorge Nassar Jr, Diego Moreno D. de Soares e o presidente da entidade, Roberto Vicentim
Reforma Sindical
Juvandia também abordou a luta pela Reforma Sindical no país. ''Temos desafios como a Reforma Sindical, que não será o que idealizamos por conta do congresso conservador. Mas estamos mobilizados nas ruas e nas redes. Queremos fortalecer a negociação coletiva,fortalecer a organização e representação dos trabalhadores, inclusive os que não tem carteira assinada, lembrando sempre que não existe democracia sem movimento sindical forte''.
Reforma Tributária
As expositoras destacaram a importância da Reforma Tributária e do quão necessário e urgente é para o país tributar as grandes fortunas.
''Nós pagamos sobre nossa PLR, mas os banqueiros não pagam nada. E eles têm força no Congresso para impedir esse tributo, que precisa retornar para o povo brasileiro'.'
Ivone Silva destacou a importância da Fetec-CUT/SP, sendo uma das entidades mais atuantes do país. ''Saiu daqui, da maior Federação do país, a negociação de dois anos e a redução de jornada para quatro dias, para que a categoria tenha a possibilidade de se apropriar dos ganhos da tecnologia'', disse, lembrando que no sábado a categoria teve mais uma grande oportunidade de se unir para debater projetos futuros.
Julho das Pretas
Aline Molina fez uma homenagem emocionante ao Julho das Pretas, que neste ano celebra a luta de Tereza Benguela, escrava fugitiva e liderança quilombola que tornou-se referência para o movimento de mulheres negras no Brasil e lembrou das milhares de mulheres negras que diariamente sofrem com o racismo e a violência, a exemplo de Marielle Franco.
Confira demais temas debatidos na 1ª Mesa da 25ª Conferência Estadual
Luta contra retrocessos: O Comando Nacional busca formas de evitar retrocessos e trabalha para a realização de uma Conferência Nacional com esse objetivo.
Democratização além do voto: Democracia não se restringe apenas ao direito de voto e poderes organizados, mas também envolve o combate às desigualdades e o acesso igualitário a oportunidades.
Desigualdade econômica: é absurda a distribuição desigual de recursos com destinação do pagamento de dinheiro público para dividendos a super-ricos e acionistas, enquanto, por exemplo, a previdência social enfrenta problemas de financiamento.
Críticas às empresas digitais: empresas digitais que lucram com a disseminação de mentiras, polarização e ataques a minorias, explorando até mesmo atividades criminosas, o que totalmente prejudicial para a democracia.
Precarização do trabalho: grande parte dos trabalhadores do país vive em condições precárias, contrariando o ideal de uma democracia justa e inclusiva.
Fortalecimento do movimento sindical: fortalecer a organização e representação dos trabalhadores, incluindo aqueles que não possuem carteira assinada, ressaltando a importância do movimento sindical para a democracia.
Reforma Tributária: a mesa destacou a necessidade de uma Reforma Tributária que inclua a tributação das grandes fortunas para garantir mais recursos para a população brasileira, especialmente em áreas como a saúde.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Brasil é 55,5% negro, mas terá apenas 26% das cadeiras da Câmara em 2027
- Novembro Azul: informação, prevenção e combate ao preconceito salvam vidas
- Banco Central mantém Selic em 13,75% enquanto mercado financeiro faz pressão especulativa
- Itaú lucra R$ 37,3 bilhões, mas elimina 3.259 empregos e fecha 334 agências em um ano
- Santander: Assembleia virtual nesta sexta-feira (6) delibera sobre ACT e Acordo de PPRS
- Copom decide nesta quarta-feira (4) se reduz ou mantém Selic em 13,75% ao ano
- Sindicato entrega mais de 200 kg de alimentos ao projeto social Prateleira Solidária
- Novas regras do VA e VR ampliam opções de uso; bancários têm benefícios acima da média nacional
- Saúde Caixa começa a compartilhar rede credenciada com a Cassi nesta quarta-feira (4)
- Festa dos Bancários 2026 reúne categoria em dia de confraternização, premiações e solidariedade
- Brasil bate recorde de pessoas com trabalho desde 2012
- A eleição acabou, mas a participação continua: saiba quem e pelo que cobrar
- COE cobra avanços do Bradesco em PPR, banco de horas e condições de trabalho
- Santander lucra R$ 9,7 bilhões, mas fecha quase 6 mil postos de trabalho
- Negociação da Cassi avança com proposta de aporte de R$ 2,288 bilhões