03/11/2026
Brasil bate recorde de pessoas com trabalho desde 2012
O Brasil registrou 103,6 milhões de pessoas com trabalho, em setembro de 2026 - maior nível de população ocupada desde 2012 -, com recordes também nos níveis de empregadores (4,5 milhões) e de empregados no setor público (13,2 milhões). A informação é da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Contínua, divulgada na última sexta-feira (30) pelo Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE).
No trimestre encerrado em setembro, a taxa de desocupação (ou taxa de desemprego) foi 5,2%, a menor já registrada para um terceiro trimestre desde o início da série histórica desse tipo de levantamento, iniciado há 14 anos. O percentual representa queda de 0,2 ponto percentual (p.p.) em comparação ao período abril-junho (5,4%) e de 0,4 p.p. em relação ao período julho-setembro de 2025 (5,6%).
Em números, o país registrou 5,6 milhões de desocupados no trimestre encerrado em setembro, queda de 4% (menos 234 mil pessoas) em comparação com o trimestre imediatamente anterior (5,9 milhões) e recuo de 6,9% (menos 417 mil pessoas) em comparação ao terceiro trimestre de 2025.
Detalhes da pesquisa e outros recordes
A Pnad Contínua registrou ainda 4,5 milhões de empregadores em setembro, número que representa crescimento de 4,3% em relação ao trimestre anterior (mais 184 mil pessoas) e de 6,4% em relação ao mesmo período de 2025 (mais 272 mil empregadores).
Outro recorde foi o número de trabalhadores no setor público (13,2 milhões), que cresceu 2,5% (317 mil pessoas a mais) em relação ao ano passado, com estabilidade em relação ao trimestre imediatamente anterior.
O número de pessoas com carteira assinada no setor privado (39,4 milhões) se manteve estável em relação ao trimestre e ao ano anteriores, assim como o total de empregados sem carteira assinada no setor privado (13,7 milhões).
Já o rendimento real habitual registrado no terceiro trimestre de 2026 foi de R$ 3.790 - valor estável em comparação ao que foi apurado no segundo trimestre do ano, mas 3,6% maior ao registrado no terceiro trimestre de 2025 (mais R$ 131).
A massa de rendimentos (o montante de todos os trabalhadores) também foi a maior já registrada desde 2012: R$ 387,5 bilhões, representando alta de 1,5% no trimestre (R$ 5,6 bilhões) e de 4,7% no ano (mais R$ 17,5 bilhões).
Impactos dos juros altos e do pleito eleitoral
Em entrevista à Agência de Notícias IBGE, o analista da pesquisa, William Kratochwill avaliou que a estabilidade do número de empregos com carteira assinada, assim como do contingente sem carteira assinada no setor privado, "podem indicar que o mercado de trabalho aguardava as possíveis mudanças no pleito eleitoral. Logo, seu rumo será mais bem percebido nas próximas divulgações", arrematou.
O economista e técnico do Dieese, Gustavo Cavarzan, por sua vez, observa que “se não fossem os juros altos, os movimentos do mercado de trabalho em termos de geração de emprego e renda poderiam ter desempenho superior, na medida em que a taxa Selic elevada representa um freio para a dinâmica econômica do país”.
Desde 2023, o Banco Central mantém a taxa básica de juros (Selic) acima de dois dígitos. Atualmente, o índice está em 13,75% ao ano, mas chegou a 15%, patamar que foi mantido de julho de 2025 até abril de 2026, quando a autarquia começou a reduzir o índice lentamente. Ainda assim, o Brasil segue na liderança do ranking dos países com as maiores taxas de juros reais do mundo.
"A queda do desemprego e o aumento da renda são contrapontos positivos aos juros altos, que consomem boa parte da renda do trabalhador e das empresas, causando impactos negativos à economia. Portanto, a Selic em níveis tão elevados e por tanto tempo é responsável também por frear o desempenho positivo do mercado de trabalho", pontua Carvarzan.
Queda na informalidade e de desalentados
O levantamento do IBGE apontou para uma taxa de informalidade de 37,5% (38,8 milhões de trabalhadores informais) no trimestre encerrado em setembro, contra 37,4% (ou 38,6 milhões) em relação ao trimestre anterior, 37,8% (38,7 milhões) em relação ao mesmo período de 2025.
A população desalentada (pessoas que desejam trabalhar, mas que desistiram de procurar emprego ativamente, seja por falta de oportunidade, idade, falta de experiência ou qualificação), no trimestre encerrado em setembro de 2026, ficou em 2,5 milhões - aumento de 7,5% em relação ao trimestre anterior (mais 171 mil pessoas), porém queda de 6,8% (178 mil pessoas a menos) em relação ao mesmo trimestre de 2025.
No trimestre encerrado em setembro, a taxa de desocupação (ou taxa de desemprego) foi 5,2%, a menor já registrada para um terceiro trimestre desde o início da série histórica desse tipo de levantamento, iniciado há 14 anos. O percentual representa queda de 0,2 ponto percentual (p.p.) em comparação ao período abril-junho (5,4%) e de 0,4 p.p. em relação ao período julho-setembro de 2025 (5,6%).
Em números, o país registrou 5,6 milhões de desocupados no trimestre encerrado em setembro, queda de 4% (menos 234 mil pessoas) em comparação com o trimestre imediatamente anterior (5,9 milhões) e recuo de 6,9% (menos 417 mil pessoas) em comparação ao terceiro trimestre de 2025.
Detalhes da pesquisa e outros recordes
A Pnad Contínua registrou ainda 4,5 milhões de empregadores em setembro, número que representa crescimento de 4,3% em relação ao trimestre anterior (mais 184 mil pessoas) e de 6,4% em relação ao mesmo período de 2025 (mais 272 mil empregadores).
Outro recorde foi o número de trabalhadores no setor público (13,2 milhões), que cresceu 2,5% (317 mil pessoas a mais) em relação ao ano passado, com estabilidade em relação ao trimestre imediatamente anterior.
O número de pessoas com carteira assinada no setor privado (39,4 milhões) se manteve estável em relação ao trimestre e ao ano anteriores, assim como o total de empregados sem carteira assinada no setor privado (13,7 milhões).
Já o rendimento real habitual registrado no terceiro trimestre de 2026 foi de R$ 3.790 - valor estável em comparação ao que foi apurado no segundo trimestre do ano, mas 3,6% maior ao registrado no terceiro trimestre de 2025 (mais R$ 131).
A massa de rendimentos (o montante de todos os trabalhadores) também foi a maior já registrada desde 2012: R$ 387,5 bilhões, representando alta de 1,5% no trimestre (R$ 5,6 bilhões) e de 4,7% no ano (mais R$ 17,5 bilhões).
Impactos dos juros altos e do pleito eleitoral
Em entrevista à Agência de Notícias IBGE, o analista da pesquisa, William Kratochwill avaliou que a estabilidade do número de empregos com carteira assinada, assim como do contingente sem carteira assinada no setor privado, "podem indicar que o mercado de trabalho aguardava as possíveis mudanças no pleito eleitoral. Logo, seu rumo será mais bem percebido nas próximas divulgações", arrematou.
O economista e técnico do Dieese, Gustavo Cavarzan, por sua vez, observa que “se não fossem os juros altos, os movimentos do mercado de trabalho em termos de geração de emprego e renda poderiam ter desempenho superior, na medida em que a taxa Selic elevada representa um freio para a dinâmica econômica do país”.
Desde 2023, o Banco Central mantém a taxa básica de juros (Selic) acima de dois dígitos. Atualmente, o índice está em 13,75% ao ano, mas chegou a 15%, patamar que foi mantido de julho de 2025 até abril de 2026, quando a autarquia começou a reduzir o índice lentamente. Ainda assim, o Brasil segue na liderança do ranking dos países com as maiores taxas de juros reais do mundo.
"A queda do desemprego e o aumento da renda são contrapontos positivos aos juros altos, que consomem boa parte da renda do trabalhador e das empresas, causando impactos negativos à economia. Portanto, a Selic em níveis tão elevados e por tanto tempo é responsável também por frear o desempenho positivo do mercado de trabalho", pontua Carvarzan.
Queda na informalidade e de desalentados
O levantamento do IBGE apontou para uma taxa de informalidade de 37,5% (38,8 milhões de trabalhadores informais) no trimestre encerrado em setembro, contra 37,4% (ou 38,6 milhões) em relação ao trimestre anterior, 37,8% (38,7 milhões) em relação ao mesmo período de 2025.
A população desalentada (pessoas que desejam trabalhar, mas que desistiram de procurar emprego ativamente, seja por falta de oportunidade, idade, falta de experiência ou qualificação), no trimestre encerrado em setembro de 2026, ficou em 2,5 milhões - aumento de 7,5% em relação ao trimestre anterior (mais 171 mil pessoas), porém queda de 6,8% (178 mil pessoas a menos) em relação ao mesmo trimestre de 2025.
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