29/05/2023
Bolsonaro provocou calote bilionário na Caixa em tentativa de reeleição
Em campanha pela reeleição, em 2022, o governo Bolsonaro utilizou-se de órgãos públicos e do aparato estatal para tentar alavancar sua candidatura. A Caixa também foi vítima desta estratégia e acabou herdando um calote bilionário.
Por meio de uma medida provisória, o governo criou duas linhas de crédito no banco público para o eleitorado mais pobre, que recebia o Auxílio Brasil. A Caixa, por decisão do governo em pleno período eleitoral, liberou R$ 10,6 bilhões para 6,8 milhões de pessoas.
Em reportagem do UOL, divulgada nesta segunda-feira (29), são narradas as estratégias utilizadas por Bolsonaro, "se valendo de manobras inéditas, sem transparência". “Entre o primeiro e o segundo turno das eleições, a Caixa liberou R$ 7,6 bilhões. O programa é criticado por reduzir o valor do benefício social para pagar o empréstimo. Mais de 100 mil devedores foram excluídos do Bolsa Família este ano e o pagamento das parcelas do crédito é incerto”, explica a matéria do UOL.
> Veja aqui o texto na íntegra.
Em dezembro de 2022, Rita Serrano, quando ainda era representante dos funcionários no conselho de administração da Caixa, criticou o movimento realizado pelo banco. “O grande problema da diminuição da liquidez foi justamente a execução pelo banco [Caixa] de programas orientados pelo governo federal, tais como o microcrédito e o consignado do Auxílio”, disse.
“Eu entendo que essas ações que o banco executou para o governo federal são controversas e foram claramente usadas antes da eleição com objetivos bastante questionáveis. Esse é o grande problema e será herança para o próximo governo”.
Nos dois últimos meses do ano, após a derrota de Bolsonaro, a Caixa cortou radicalmente novos créditos. O novo movimento foi a espécie de um “plano de contingência sigiloso” para recuperar a liquidez.
"Desde o início do governo Bolsonaro alertamos que a gestão de Pedro Guimarães, então à frente da direção da empresa, utilizava as políticas públicas da Caixa para fins eleitoreiros, enquanto articulava internamente com o governo à época a privatização da empresa, o que inviabilizaria justamente os compromissos sociais do maior banco público da América Latina. Bolsonaro justificava a medida como a inclusão da população mais pobre nos serviços financeiros. Mas, na verdade, não se tratava de incluir essas pessoas nos serviços bancários. Tratava-se de garantir que o sistema financeiro se apropriasse de parte dos recursos destinados ao programa, justamente o contrário. O que se mostrou foi o total desrespeito às empregadas, empregados e ao patrimônio do povo. Temos, agora, que ajudar a reconstruir a Caixa com uma gestão humanizada, responsável, que respeite os trabalhadores e a popualção", ressalta o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Antônio Júlio Gonçalves Neto.
Por meio de uma medida provisória, o governo criou duas linhas de crédito no banco público para o eleitorado mais pobre, que recebia o Auxílio Brasil. A Caixa, por decisão do governo em pleno período eleitoral, liberou R$ 10,6 bilhões para 6,8 milhões de pessoas.
Em reportagem do UOL, divulgada nesta segunda-feira (29), são narradas as estratégias utilizadas por Bolsonaro, "se valendo de manobras inéditas, sem transparência". “Entre o primeiro e o segundo turno das eleições, a Caixa liberou R$ 7,6 bilhões. O programa é criticado por reduzir o valor do benefício social para pagar o empréstimo. Mais de 100 mil devedores foram excluídos do Bolsa Família este ano e o pagamento das parcelas do crédito é incerto”, explica a matéria do UOL.
> Veja aqui o texto na íntegra.
Em dezembro de 2022, Rita Serrano, quando ainda era representante dos funcionários no conselho de administração da Caixa, criticou o movimento realizado pelo banco. “O grande problema da diminuição da liquidez foi justamente a execução pelo banco [Caixa] de programas orientados pelo governo federal, tais como o microcrédito e o consignado do Auxílio”, disse.
“Eu entendo que essas ações que o banco executou para o governo federal são controversas e foram claramente usadas antes da eleição com objetivos bastante questionáveis. Esse é o grande problema e será herança para o próximo governo”.
Nos dois últimos meses do ano, após a derrota de Bolsonaro, a Caixa cortou radicalmente novos créditos. O novo movimento foi a espécie de um “plano de contingência sigiloso” para recuperar a liquidez.
"Desde o início do governo Bolsonaro alertamos que a gestão de Pedro Guimarães, então à frente da direção da empresa, utilizava as políticas públicas da Caixa para fins eleitoreiros, enquanto articulava internamente com o governo à época a privatização da empresa, o que inviabilizaria justamente os compromissos sociais do maior banco público da América Latina. Bolsonaro justificava a medida como a inclusão da população mais pobre nos serviços financeiros. Mas, na verdade, não se tratava de incluir essas pessoas nos serviços bancários. Tratava-se de garantir que o sistema financeiro se apropriasse de parte dos recursos destinados ao programa, justamente o contrário. O que se mostrou foi o total desrespeito às empregadas, empregados e ao patrimônio do povo. Temos, agora, que ajudar a reconstruir a Caixa com uma gestão humanizada, responsável, que respeite os trabalhadores e a popualção", ressalta o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Antônio Júlio Gonçalves Neto.
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