26/05/2023
Movimento sindical avança na organização do ramo financeiro
A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) realizou um encontro com representantes de suas federações e vários sindicatos filiados, para uma nova fase na organização do ramo financeiro. A reunião aconteceu na sede da entidade, em São Paulo, nesta quinta-feira (25) e nesta sexta-feira (26). No evento, além do mapeamento dos segmentos que atuam no ramo, foi formalizado um plano de ação e instituído o Coletivo Nacional do Ramo Financeiro e Política Sindical.
Para a secretária de Organização do Ramo Financeiro e Política Sindical da Contraf-CUT, Magaly Fagundes, “a iniciativa é fundamental neste momento, pois a fragmentação das funções no sistema financeiro é grande e continua se aprofundando, e o movimento sindical precisa acompanhar essas mudanças para ampliar sua representatividade e assegurar que esses trabalhadores tenham garantidos seus direitos e alcancem novas conquistas”.
Estudo apresentado pela subseção da Contraf-CUT do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostra o quanto o trabalho no setor financeiro tem se alterado nos últimos anos. Em linhas gerais, enquanto a categoria bancária reduz e tem seu perfil modificado, outros segmentos crescem, porém com condições trabalhistas precárias, com remuneração cerca de 40% menor e jornada mais extensa.
Conceito mais amplo
Para o secretário-geral da Contraf-CUT, Gustavo Tabatinga, “a construção do ramo financeiro é fundamental para que os trabalhadores do setor que não são bancários também tenham representação”. Para o dirigente, “essa é uma prioridade, inclusive para o movimento sindical, pois enquanto o sistema financeiro se mantém, o número de bancários reduz, pela fragmentação das categorias, com trabalhadores em tecnologia da informação (TI), crédito corporativo, seguros, planos de saúde e tantos outros”.
Para a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, a importância da construção do ramo financeiro é decisiva no atual momento, em que ganham corpo os debates sobre a reforma sindical no Brasil. Como ressalta a dirigente, “estamos com um grupo de trabalho tripartite, discutindo alterações na legislação sindical, que buscam sindicatos representativos e fortes, com a valorização da negociação coletiva, mais amplas, como as da categoria bancária”.
Resultados
No encontro, foi definido um plano estratégico de ação para a construção do ramo financeiro e aprovado um planejamento de nível nacional, que uma contempla campanha de comunicação com foco nos trabalhadores não representados e a organização de cursos de formação sobre a questão.
Para o secretário de Formação da Contraf-CUT, Rafael Zanon, “no encontro foi apresentado um diagnóstico e definido um planejamento nacional para fortalecer a representação de todos os trabalhadores do ramo financeiro. Esse tema é prioritário para buscarmos reverter a pulverização arquitetada pelas empresas, no sentido de dividir e reduzir direitos dos trabalhadores do ramo financeiro.”
“Estamos nessa fase fundamental de mapeamento do ramo, e agora entramos num momento com iniciativas efetivas no sentido de construir o ramo”, resume Magaly Fagundes. “O objetivo é que todos os trabalhadores do ramo financeiro tenham representação sindical forte, que amplie os direitos e permita novas conquistas”, completa a secretária.
Para a secretária de Organização do Ramo Financeiro e Política Sindical da Contraf-CUT, Magaly Fagundes, “a iniciativa é fundamental neste momento, pois a fragmentação das funções no sistema financeiro é grande e continua se aprofundando, e o movimento sindical precisa acompanhar essas mudanças para ampliar sua representatividade e assegurar que esses trabalhadores tenham garantidos seus direitos e alcancem novas conquistas”.
Estudo apresentado pela subseção da Contraf-CUT do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostra o quanto o trabalho no setor financeiro tem se alterado nos últimos anos. Em linhas gerais, enquanto a categoria bancária reduz e tem seu perfil modificado, outros segmentos crescem, porém com condições trabalhistas precárias, com remuneração cerca de 40% menor e jornada mais extensa.
Conceito mais amplo
Para o secretário-geral da Contraf-CUT, Gustavo Tabatinga, “a construção do ramo financeiro é fundamental para que os trabalhadores do setor que não são bancários também tenham representação”. Para o dirigente, “essa é uma prioridade, inclusive para o movimento sindical, pois enquanto o sistema financeiro se mantém, o número de bancários reduz, pela fragmentação das categorias, com trabalhadores em tecnologia da informação (TI), crédito corporativo, seguros, planos de saúde e tantos outros”.
Para a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, a importância da construção do ramo financeiro é decisiva no atual momento, em que ganham corpo os debates sobre a reforma sindical no Brasil. Como ressalta a dirigente, “estamos com um grupo de trabalho tripartite, discutindo alterações na legislação sindical, que buscam sindicatos representativos e fortes, com a valorização da negociação coletiva, mais amplas, como as da categoria bancária”.
Resultados
No encontro, foi definido um plano estratégico de ação para a construção do ramo financeiro e aprovado um planejamento de nível nacional, que uma contempla campanha de comunicação com foco nos trabalhadores não representados e a organização de cursos de formação sobre a questão.
Para o secretário de Formação da Contraf-CUT, Rafael Zanon, “no encontro foi apresentado um diagnóstico e definido um planejamento nacional para fortalecer a representação de todos os trabalhadores do ramo financeiro. Esse tema é prioritário para buscarmos reverter a pulverização arquitetada pelas empresas, no sentido de dividir e reduzir direitos dos trabalhadores do ramo financeiro.”
“Estamos nessa fase fundamental de mapeamento do ramo, e agora entramos num momento com iniciativas efetivas no sentido de construir o ramo”, resume Magaly Fagundes. “O objetivo é que todos os trabalhadores do ramo financeiro tenham representação sindical forte, que amplie os direitos e permita novas conquistas”, completa a secretária.
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