28/04/2023
Categoria se manifesta por segurança e saúde do trabalho nesta sexta-feira (28)
Os trabalhadores do ramo financeiro realizam, nesta sexta-feira (28), atos para marcar o Dia Mundial de Segurança e Saúde no Trabalho e o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho.
Para o secretário da Saúde da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Mauro Salles, “as diferentes iniciativas, com pequenas variações no nome, convergem na luta, que deve ser lembrada todos os dias, pela promoção do trabalho digno, seguro e saudável”.
O Sindicato dos Bancários de Catanduva e região disponibiliza aqui um Infopress publicado pela Contraf-CUT sobre o tema.
A categoria também vai se mobilizar nas redes sociais, a partir das 11 horas, com a #MenosMetasMaisSaúde
O presidente do Sindicato, Roberto Vicentim, destaca que dentre as muitas categorias profissionais existentes em nosso país, a bancária foi e continua sendo uma das mais atingidas pelas novas formas de gestão, que priorizam a reestruturação produtiva – com a introdução de novas tecnologias e a terceirização, com a intensificação do trabalho e a cobrança de metas abusivas e inatingíveis, exigindo do bancário um ritmo diário intenso, com inúmeras tarefas e responsabilidades para cumprir.
"O Sindicato, representado nas negociações pelo Comando Nacional dos Bancários, tem buscado efetivamente a implantação de medidas para preservar a saúde dos trabalhadores. Essa luta é cotidiana e ultrapassa fronteiras entre patrão e empregado. Ela passa, também, pelo fortalecimento de políticas públicas de Estado, pela defesa do Sistema Único de Saúde (SUS), pela implementação das convenções da Organização Internacional do trabalho (OIT) e, principalmente, pela garantia dos princípios da Seguridade Social. Muito mais do que remuneração, precisamos ter nossa saúde preservada, nosso direito a um trabalho digno e decente”, ressalta Vicentim.
Adoecimento e morte
De 2012 a 2021, 42.138 bancários receberam benefício acidentário do INSS e outros 156.670 foram afastados por doença comum. Porém, cerca de 54% destes benefícios comuns referiam-se a doenças características do trabalho bancário, como transtornos mentais e LER/Dort. Os dados são do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho, compilados pelo Dieese.
Transtornos mentais
Desde 2013, transtornos mentais e comportamentais se tornaram a principal causa de afastamentos na categoria bancária. De 2012 a 2021, no conjunto total dos trabalhadores, transtornos mentais foram responsáveis por 5% dos afastamentos por acidentes de trabalho e por 10% dos decorrentes de doenças comuns.
No mesmo período, porém, no setor econômico que inclui bancos e financeiras, causaram 39% dos afastamentos por acidentes e doenças do trabalho e 29% dos não reconhecidos como acidente ou doença do trabalho. “Já passou da hora de os bancos serem responsabilizados por esta prática agressiva e criarem um ambiente de trabalho que realmente respeite o ser humano”, observou Salles.
Para o secretário da Saúde da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Mauro Salles, “as diferentes iniciativas, com pequenas variações no nome, convergem na luta, que deve ser lembrada todos os dias, pela promoção do trabalho digno, seguro e saudável”.
O Sindicato dos Bancários de Catanduva e região disponibiliza aqui um Infopress publicado pela Contraf-CUT sobre o tema.
A categoria também vai se mobilizar nas redes sociais, a partir das 11 horas, com a #MenosMetasMaisSaúde
O presidente do Sindicato, Roberto Vicentim, destaca que dentre as muitas categorias profissionais existentes em nosso país, a bancária foi e continua sendo uma das mais atingidas pelas novas formas de gestão, que priorizam a reestruturação produtiva – com a introdução de novas tecnologias e a terceirização, com a intensificação do trabalho e a cobrança de metas abusivas e inatingíveis, exigindo do bancário um ritmo diário intenso, com inúmeras tarefas e responsabilidades para cumprir.
"O Sindicato, representado nas negociações pelo Comando Nacional dos Bancários, tem buscado efetivamente a implantação de medidas para preservar a saúde dos trabalhadores. Essa luta é cotidiana e ultrapassa fronteiras entre patrão e empregado. Ela passa, também, pelo fortalecimento de políticas públicas de Estado, pela defesa do Sistema Único de Saúde (SUS), pela implementação das convenções da Organização Internacional do trabalho (OIT) e, principalmente, pela garantia dos princípios da Seguridade Social. Muito mais do que remuneração, precisamos ter nossa saúde preservada, nosso direito a um trabalho digno e decente”, ressalta Vicentim.
Adoecimento e morte
De 2012 a 2021, 42.138 bancários receberam benefício acidentário do INSS e outros 156.670 foram afastados por doença comum. Porém, cerca de 54% destes benefícios comuns referiam-se a doenças características do trabalho bancário, como transtornos mentais e LER/Dort. Os dados são do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho, compilados pelo Dieese.
Transtornos mentais
Desde 2013, transtornos mentais e comportamentais se tornaram a principal causa de afastamentos na categoria bancária. De 2012 a 2021, no conjunto total dos trabalhadores, transtornos mentais foram responsáveis por 5% dos afastamentos por acidentes de trabalho e por 10% dos decorrentes de doenças comuns.
No mesmo período, porém, no setor econômico que inclui bancos e financeiras, causaram 39% dos afastamentos por acidentes e doenças do trabalho e 29% dos não reconhecidos como acidente ou doença do trabalho. “Já passou da hora de os bancos serem responsabilizados por esta prática agressiva e criarem um ambiente de trabalho que realmente respeite o ser humano”, observou Salles.
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