06/03/2023
Chefia aplica “MO de descomissionamento” para empregada que retornou há um mês de licença-maternidade. Movimento sindical intervém
No mês do Dia Internacional da Mulher, a chefia de uma unidade da Caixa Econômica Federal em São Paulo surpreendeu uma das empregadas da área, que havia retornado ao trabalho após pouco mais de um mês do término de sua licença-maternidade. Infelizmente, a surpresa foi extremamente negativa: o chefe lhe aplicou o “Apontamento de Condutas”, versão atualizada do MO 21182, que é utilizado para realizar o descomissionamento por justo motivo (código 952), que retira do empregado afetado o direito de receber o asseguramento ou a incorporação de função.
O movimento sindical avalia como absurdo que isso ocorra em um momento tão frágil e importante para a trabalhadora, feito desta forma e num prazo que mostra que sequer houve tempo para avaliação razoável do desempenho da colega.
A empregada recebeu feedbacks positivos antes de sair em licença-maternidade. Para os representantes dos trabalhadores que acompanham o caso, trata-se de profunda falta de sensibilidade e bom senso do banco, e cobram do superior hierárquico a reversão do apontamento de condutas, o que é o mínimo que pode ser feito no caso.
Instrumentos da gestão pelo medo
“Este exemplo só reforça o que temos dito há tempos: estes instrumentos, como a GDP e o ‘Apontamento de Condutas’ precisam acabar. As duas ferramentas são entulhos que serviram à gestão pelo medo, e não servem ao que se propõem. Há outras formas de gestão, com ferramentas que subsidiam o desenvolvimento dos empregados e que realizam o controle das atividades mais eficientes que estas. Enquanto essas referências ao triste passado em que vivemos existirem não será possível cumprir a tal promessa de gestão humanizada feita pela atual administração”, disse o diretor-presidente da Apcef/SP, Leonardo Quadros.
Fale com o Sindicato
Caso tenha recebido injustificadamente o “Apontamento de Condutas”, entre em contato com o Sindicato dos Bancários de Catanduva e região.
"Se você está sofrendo assédio ou presenciou a prática com algum colega, denuncie para que possamos tomar as medidas necessárias. É importante que o trabalhador constitua, se possível, prova demonstrando o assédio ocorrido – pode ser por depoimento de testemunhas, documentos, gravações. O Sindicato existe por e para o trabalhador, e é fundamental que as denúncias cheguem até nós para que possamos tomar providências junto ao banco”, ressalta o diretor, Antônio Júlio Gonçalves Neto.
O movimento sindical avalia como absurdo que isso ocorra em um momento tão frágil e importante para a trabalhadora, feito desta forma e num prazo que mostra que sequer houve tempo para avaliação razoável do desempenho da colega.
A empregada recebeu feedbacks positivos antes de sair em licença-maternidade. Para os representantes dos trabalhadores que acompanham o caso, trata-se de profunda falta de sensibilidade e bom senso do banco, e cobram do superior hierárquico a reversão do apontamento de condutas, o que é o mínimo que pode ser feito no caso.
Instrumentos da gestão pelo medo
“Este exemplo só reforça o que temos dito há tempos: estes instrumentos, como a GDP e o ‘Apontamento de Condutas’ precisam acabar. As duas ferramentas são entulhos que serviram à gestão pelo medo, e não servem ao que se propõem. Há outras formas de gestão, com ferramentas que subsidiam o desenvolvimento dos empregados e que realizam o controle das atividades mais eficientes que estas. Enquanto essas referências ao triste passado em que vivemos existirem não será possível cumprir a tal promessa de gestão humanizada feita pela atual administração”, disse o diretor-presidente da Apcef/SP, Leonardo Quadros.
Fale com o Sindicato
Caso tenha recebido injustificadamente o “Apontamento de Condutas”, entre em contato com o Sindicato dos Bancários de Catanduva e região.
"Se você está sofrendo assédio ou presenciou a prática com algum colega, denuncie para que possamos tomar as medidas necessárias. É importante que o trabalhador constitua, se possível, prova demonstrando o assédio ocorrido – pode ser por depoimento de testemunhas, documentos, gravações. O Sindicato existe por e para o trabalhador, e é fundamental que as denúncias cheguem até nós para que possamos tomar providências junto ao banco”, ressalta o diretor, Antônio Júlio Gonçalves Neto.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Sindicato denuncia fechamento de agência do Bradesco em Ariranha e cobra responsabilidade social do banco
- Resultado do ACT Saúde Caixa: manutenção de valores de mensalidades do plano em 2025 exigiu aporte de R$ 581 mi da Caixa
- Banesprev: vem aí um novo equacionamento de déficit para o Plano II
- COE Itaú cobra transparência sobre plano de saúde, questiona fechamento de agências e discute renovação do acordo da CCV
- Eleição para o CA da Caixa terá segundo turno. Apoio do Sindicato é para Fabi Uehara
- Votação para representante dos empregados no CA é retomada. Vote Fabi Uehara!
- Baixe aqui as cartilhas de combate à violência de gênero
- Categoria reconhece força e presença dos sindicatos, aponta pesquisa da FETEC-CUT/SP
- Planejamento da FETEC-CUT/SP debate campanha salarial e cenário político de 2026
- Bancárias foram às ruas no 8 de Março contra o feminicídio e a escala 6x1, por soberania e por mais mulheres na política
- Após divulgação do lucro do Mercantil, COE solicita reunião para esclarecer valores da PLR
- Sindicato convoca assembleia para eleger delegados para o 7º Congresso Nacional da Contraf-CUT
- Aposentados da Contraf-CUT realizam encontro nacional para balanço de 2025 e planejamento das ações para 2026
- Eleições no Economus começam 16 de abril; Sindicato apoia Lucas Lima e Rodrigo Leite
- Licença-paternidade de 20 dias é aprovada no Senado e vai à sanção presidencial