16/01/2023
Ameaça da extrema direita é global e acontecimentos no Brasil podem gerar formas de combatê-la
Autoridades dos países-membros da Organização dos Estados Americanos (OEA), com sede nos Estados Unidos, realizaram nesta semana uma reunião de emergência para discutir os atos terroristas que ocorreram em Brasília, no último domingo (8). A informação é do colunista do portal UOL, Jamil Chade.
“Não foram poucos os governos que tomaram a palavra [durante a reunião] para alertar que a região não está diante de atos isolados ou restritos ao Brasil”, disse o jornalista especializado em coberturas internacionais. “O temor, na instituição [OEA], é que haja uma proliferação de ataques contra a democracia no hemisfério”, prosseguiu.
Formação política é fundamental
Para a secretária de Relações Internacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Rita Berlofa, não há dúvidas de que os ataques terroristas no Brasil reforçam alertas sobre a ameaça global da extrema direita, que vem se fortalecendo nos últimos anos, a exemplo dos grupos neonazistas, identificados na Alemanha, da invasão do Capitólio dos Estados Unidos, em 2021, e do avanço de partidos desse espectro político em diversos países.
“A coalizão de extrema direita venceu as eleições legislativas na Itália, no ano passado. Também em 2022, na França, Le Pen chegou muito próximo de vencer Emmanuel Macron, solidificando a trajetória das candidaturas extremistas no país. Na Hungria, Viktor Orbán foi reeleito. E, na Polônia, a Marcha do Dia da Independência da extrema direita levou milhares às ruas, em novembro passado”, resumiu Rita Berlofa.
“Mais do que nunca, é importante haver articulação e união das forças democráticas. Estamos diante de um triste fenômeno, muito em decorrência da propagação de desinformação, que fortalece um aspecto ideológico que coloca em risco conquistas de direitos civis nas sociedades ocidentais, obtidos com muita luta, na história recente, após a Segunda Guerra Mundial”, observou. “As ações contra extrema direita exigem articulação entre entidades civis e governamentais, caso contrário, essa frente continuará a crescer, ameaçando inclusive os direitos trabalhistas. A base fundamental para revertermos esse processo é a formação política”, registrou a dirigente da Contraf.
EUA: plataforma da extrema direita
Sobre a reunião na OEA, Jamil Chade destacou que representantes dos países-membros sugeriram abrir uma linha de investigação para descobrir a rota de dinheiro que financia grupos de extrema direita no mundo. Ao mesmo tempo, deputados estadunidenses manifestaram temer que o seu país tenha se transformado em uma “plataforma para exportar instabilidade entre as democracias” e, ainda, que o êxito da extrema direita pelo mundo “incentive os movimentos domésticos nos EUA contra suas próprias instituições”.
Entre os fatores que podem confirmar os temores dos congressistas daquele país estão os encontros entre o deputado federal Eduardo Bolsonaro e ex-assessores de Donald Trump, entre eles Steve Bannon, um dos principais influenciadores da extrema direita na atualidade e que, nesta semana, elogiou os terroristas que agiram no Brasil, no dia 8 de janeiro. Para “deputados de ambos os lados [republicamos e democratas]”, afirmou Chade, “não é segredo que agitadores da extrema direita no Brasil e nos EUA estão coordenando esforços”.
Nota de repúdio
A Contraf-CUT divulgou uma nota de repúdio aos atos terroristas que ocorreram em Brasília e em defesa da democracia. “Os órgãos de Justiça devem identificar os participantes e apurar a responsabilidade daqueles que os praticaram, mas também de quem os financiou e incentivou, assim como as possíveis omissões dos órgãos de repressão e suas administrações. Todos devem ser exemplarmente punidos no rigor da Lei, não apenas como vândalos, ou radicais de extrema direita, mas como terroristas, como golpistas”, pontuou a entidade.
À exemplo da Contraf-CUT, o Sindicato dos Bancários de Catanduva e região também divulgou em seus canais de comunicação nota na qual manifesta total repúdio ao grave e criminoso atentado à democracia ocorrido em Brasília: a invasão e depredação das sedes dos três poderes da República por terroristas – uma tentativa de Golpe de Estado. O patrimônio público, o Estado Democrático de Direito e seus símbolos, a ordem e a paz social de nosso país foram ferozmente atacados neste episódio lamentado mundialmente.
A entidade expressa, juntamente as demais entidades sindicais do município, solidariedade pelo executivo, judiciário e legislativo brasileiros em defesa da Constituição Federal, seus valores e princípios, e defende a apuração dos fatos e punição dos responsáveis diretos e indiretos pelos atos terroristas, sem anistia.
“Não foram poucos os governos que tomaram a palavra [durante a reunião] para alertar que a região não está diante de atos isolados ou restritos ao Brasil”, disse o jornalista especializado em coberturas internacionais. “O temor, na instituição [OEA], é que haja uma proliferação de ataques contra a democracia no hemisfério”, prosseguiu.
Formação política é fundamental
Para a secretária de Relações Internacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Rita Berlofa, não há dúvidas de que os ataques terroristas no Brasil reforçam alertas sobre a ameaça global da extrema direita, que vem se fortalecendo nos últimos anos, a exemplo dos grupos neonazistas, identificados na Alemanha, da invasão do Capitólio dos Estados Unidos, em 2021, e do avanço de partidos desse espectro político em diversos países.
“A coalizão de extrema direita venceu as eleições legislativas na Itália, no ano passado. Também em 2022, na França, Le Pen chegou muito próximo de vencer Emmanuel Macron, solidificando a trajetória das candidaturas extremistas no país. Na Hungria, Viktor Orbán foi reeleito. E, na Polônia, a Marcha do Dia da Independência da extrema direita levou milhares às ruas, em novembro passado”, resumiu Rita Berlofa.
“Mais do que nunca, é importante haver articulação e união das forças democráticas. Estamos diante de um triste fenômeno, muito em decorrência da propagação de desinformação, que fortalece um aspecto ideológico que coloca em risco conquistas de direitos civis nas sociedades ocidentais, obtidos com muita luta, na história recente, após a Segunda Guerra Mundial”, observou. “As ações contra extrema direita exigem articulação entre entidades civis e governamentais, caso contrário, essa frente continuará a crescer, ameaçando inclusive os direitos trabalhistas. A base fundamental para revertermos esse processo é a formação política”, registrou a dirigente da Contraf.
EUA: plataforma da extrema direita
Sobre a reunião na OEA, Jamil Chade destacou que representantes dos países-membros sugeriram abrir uma linha de investigação para descobrir a rota de dinheiro que financia grupos de extrema direita no mundo. Ao mesmo tempo, deputados estadunidenses manifestaram temer que o seu país tenha se transformado em uma “plataforma para exportar instabilidade entre as democracias” e, ainda, que o êxito da extrema direita pelo mundo “incentive os movimentos domésticos nos EUA contra suas próprias instituições”.
Entre os fatores que podem confirmar os temores dos congressistas daquele país estão os encontros entre o deputado federal Eduardo Bolsonaro e ex-assessores de Donald Trump, entre eles Steve Bannon, um dos principais influenciadores da extrema direita na atualidade e que, nesta semana, elogiou os terroristas que agiram no Brasil, no dia 8 de janeiro. Para “deputados de ambos os lados [republicamos e democratas]”, afirmou Chade, “não é segredo que agitadores da extrema direita no Brasil e nos EUA estão coordenando esforços”.
Nota de repúdio
A Contraf-CUT divulgou uma nota de repúdio aos atos terroristas que ocorreram em Brasília e em defesa da democracia. “Os órgãos de Justiça devem identificar os participantes e apurar a responsabilidade daqueles que os praticaram, mas também de quem os financiou e incentivou, assim como as possíveis omissões dos órgãos de repressão e suas administrações. Todos devem ser exemplarmente punidos no rigor da Lei, não apenas como vândalos, ou radicais de extrema direita, mas como terroristas, como golpistas”, pontuou a entidade.
À exemplo da Contraf-CUT, o Sindicato dos Bancários de Catanduva e região também divulgou em seus canais de comunicação nota na qual manifesta total repúdio ao grave e criminoso atentado à democracia ocorrido em Brasília: a invasão e depredação das sedes dos três poderes da República por terroristas – uma tentativa de Golpe de Estado. O patrimônio público, o Estado Democrático de Direito e seus símbolos, a ordem e a paz social de nosso país foram ferozmente atacados neste episódio lamentado mundialmente.
A entidade expressa, juntamente as demais entidades sindicais do município, solidariedade pelo executivo, judiciário e legislativo brasileiros em defesa da Constituição Federal, seus valores e princípios, e defende a apuração dos fatos e punição dos responsáveis diretos e indiretos pelos atos terroristas, sem anistia.
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