06/12/2022
Santander: trabalhadores protestam em todo país contra compensação de horas de jogos do Brasil
Bancários e bancárias do Santander realizaram protestos em todo o país contra a obrigatoriedade, imposta pelo banco, de compensar as horas não trabalhadas durante os jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo.
“O Santander está indo na contramão de todos os bancos que atuam no Brasil”, pontuou a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Lucimara Malaquias, lembrando que o banco espanhol recebeu um ofício solicitando o abono das horas não trabalhadas, da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e demais entidades de representação dos empregados que fazem parte do Comando Nacional dos Bancários, mas ainda mantem sua posição de obrigar os trabalhadores de repor o tempo.
Desde a manhã desta terça-feira (6), os funcionários e funcionárias realizaram manifestações com palestras e entrega de panfletos para reivindicar o abono das horas não trabalhadas por conta dos jogos do Brasil, que já está classificado para as quartas de final da Copa do Mundo. “Nós também aproveitamos para dialogar com os funcionários e clientes sobre as terceirizações, que estão ocorrendo num processo extremamente acelerado dentro do Santander”, completou Lucimara.
Os trabalhadores também organizaram ações nas redes sociais na tarde de hoje, com um tuitaço utilizando a hashtag #SantanderJogaContra. O Sindicato dos Bancários de Catanduva e região se somou à mobilização virtual, reforçando o coro contra os abusos do banco no país.
"A população brasileira, trabalhadores bancários, clientes e usuários precisam saber que a lucratividade do Santander no Brasil traz o carimbo das demissões, da sobrecarga de trabalho, do assédio e da terceirização, que na prática significa a redução de direitos. Obter lucros bilionários às custas da precarização, da exploração de clientes e do adoecimento bancário é desumano e de uma irresponsabilidade social sem limites. Ao não atender também o justo pedido dos funcionários em abonar as horas de jogos da seleção brasileira durante a Copa do Mundo, em um momento que deveria ser de descontração e não preocupação com compensação, o banco comprova que só defende a flexibilidade e a modernização da jornada de trabalho quando é de seu interesse, o que, mais uma vez, o diferencia negativamente no sistema financeiro", reforçou o secretário geral do Sindicato, Júlio Trigo.
Entenda
O horário especial de atendimento ao público nas agências, nos dias de jogos da seleção brasileira de futebol durante a Copa do Mundo, foi estabelecido pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) levando em conta questões como a segurança das agências e de transporte de valores e a Resolução nº 4.880, de 23 de dezembro de 2020, do Conselho Monetário Nacional, que autoriza as instituições financeiras a estabelecer o horário de atendimento ao público em suas dependências.
Veja abaixo o horário de expediente bancário nos dias de jogos da seleção brasileira:
Nos jogos das 12h
“O Santander está indo na contramão de todos os bancos que atuam no Brasil”, pontuou a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Lucimara Malaquias, lembrando que o banco espanhol recebeu um ofício solicitando o abono das horas não trabalhadas, da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e demais entidades de representação dos empregados que fazem parte do Comando Nacional dos Bancários, mas ainda mantem sua posição de obrigar os trabalhadores de repor o tempo.
Desde a manhã desta terça-feira (6), os funcionários e funcionárias realizaram manifestações com palestras e entrega de panfletos para reivindicar o abono das horas não trabalhadas por conta dos jogos do Brasil, que já está classificado para as quartas de final da Copa do Mundo. “Nós também aproveitamos para dialogar com os funcionários e clientes sobre as terceirizações, que estão ocorrendo num processo extremamente acelerado dentro do Santander”, completou Lucimara.
Os trabalhadores também organizaram ações nas redes sociais na tarde de hoje, com um tuitaço utilizando a hashtag #SantanderJogaContra. O Sindicato dos Bancários de Catanduva e região se somou à mobilização virtual, reforçando o coro contra os abusos do banco no país.
"A população brasileira, trabalhadores bancários, clientes e usuários precisam saber que a lucratividade do Santander no Brasil traz o carimbo das demissões, da sobrecarga de trabalho, do assédio e da terceirização, que na prática significa a redução de direitos. Obter lucros bilionários às custas da precarização, da exploração de clientes e do adoecimento bancário é desumano e de uma irresponsabilidade social sem limites. Ao não atender também o justo pedido dos funcionários em abonar as horas de jogos da seleção brasileira durante a Copa do Mundo, em um momento que deveria ser de descontração e não preocupação com compensação, o banco comprova que só defende a flexibilidade e a modernização da jornada de trabalho quando é de seu interesse, o que, mais uma vez, o diferencia negativamente no sistema financeiro", reforçou o secretário geral do Sindicato, Júlio Trigo.
Entenda
O horário especial de atendimento ao público nas agências, nos dias de jogos da seleção brasileira de futebol durante a Copa do Mundo, foi estabelecido pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) levando em conta questões como a segurança das agências e de transporte de valores e a Resolução nº 4.880, de 23 de dezembro de 2020, do Conselho Monetário Nacional, que autoriza as instituições financeiras a estabelecer o horário de atendimento ao público em suas dependências.
Veja abaixo o horário de expediente bancário nos dias de jogos da seleção brasileira:
Nos jogos das 12h
- Nos estados com horário igual ao horário de Brasília, o atendimento ao público será das 9h às 11h e das 15h30 às 16h30.
- Nos estados com diferença de 1h em relação ao horário de Brasília, o atendimento ao público será das 8h às 10h e das 14h30 às 15h30.
- Nos estados com diferença de 2h em relação ao horário de Brasília: das 7h às 9h e das 13h30 às 14h30.
- Nas agências em Fernando de Noronha (1h antes do horário de Brasília): das 8h às 12h.
Nos jogos com horário previsto às 13h
- Estados com horário igual ao horário de Brasília: das 8h30 às 11h30.
- Estados com diferença de 1h em relação ao horário de Brasília: das 7h30 às 10h30.
- Estados com diferença de 2h em relação ao horário de Brasília: das 7h às 9h30.
Nos Jogos com horário previsto às 16h
- Estados com horário igual ao horário de Brasília: das 9h às 14h
- Estados com diferença de 1h em relação ao horário de Brasília: das 8h às 13h
- Estados com diferença de 2h em relação ao horário de Brasília: das 7h às 12h.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- GT de Promoção por Mérito: Definição antecipada de critérios triplica número de empregados da Caixa que recebeu segundo Delta
- Itaú não divulgou aos funcionários o Índice de Cumprimento de Metas do GERA+ do último trimestre de 2025
- Movimento sindical cobra Mercantil sobre divergências no Informe de Rendimentos e orienta cautela na declaração do IR
- Sindicato e Contraf-CUT apoiam a Chapa 2 nas eleições da Previ
- Funcionários do Bradesco, cuidado com inconsistências na declaração do Imposto de Renda
- CEE e Caixa debatem melhorias no canal de atendimento às vítimas de violência doméstica
- Fenae promove live para debater balanço da Funcef com candidatos do 2º turno
- Após cobrança das entidades sindicais, Caixa agenda reunião para discutir o Super Caixa
- Reorganização sindical e comunicação estratégica marcam último painel do sábado (28) no 7º Congresso da Contraf-CUT
- 7º Congresso Contraf-CUT aprova planos de luta para o próximo período
- 7º Congresso da Contraf-CUT debate os desafios para a manutenção de direitos dos trabalhadores
- Análise de conjuntura nacional e internacional marca abertura do segundo dia do 7º Congresso da Contraf-CUT
- 7º Congresso da Contraf-CUT homenageia história de luta da categoria bancária
- Sindicato participa de audiência na Alesp e reforça mobilização pelo fim da escala 6×1
- Mesmos serviços, mesmo direitos: categoria debate saídas contra avanço da precarização trabalhista no setor financeiro