22/09/2022
Valor do salário mínimo de 2023 pode ser menor do que proposta inicial do governo
Desde que assumiu a presidência da República, em 2019, Jair Bolsonaro (PL), nunca ofereceu reajuste do salário mínimo acima da inflação, acabando com a política de valorização dos governos anteriores, quando o piso nacional foi reajustado quase 75% acima das perdas inflacionárias. Se no período de 2004 a 2019, tivesse sido aplicada a política do atual presidente da República, o mínimo em janeiro de 2020 teria sido de apenas R$ 599.
A perspectiva para 2023 também é ruim, já que o Ministério da Economia reduziu a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) deste ano de 7,41% para 6,54%. O INPC é usado na correção do piso nacional do salário mínimo, de benefícios previdenciários, assistenciais e de despesas como abono salarial e seguro-desemprego.
Com o recuo, o reajuste do salário mínimo pode cair em R$ 10,00. A proposta inicial do projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA), encaminhado ao Congresso Nacional para o salário mínimo do próximo ano era de R$ 1.292, com a redução deve ir para R$ 1.282 – apenas R$ 70 a mais do valor atual de R$ 1.212.
Redução da inflação não chega aos pobres
O que em tese poderia ser uma boa notícia com a redução da inflação, na verdade, para os trabalhadores e trabalhadoras que têm reajustes salariais a partir do piso nacional, não traz nenhum benefício já que o que está fazendo a inflação cair é a medida eleitoreira de reduzir os preços dos combustíveis, enquanto os preços dos alimentos continuam em alta, pesando mais no bolso do trabalhador.
A inflação dos alimentos que continua alta, penaliza os trabalhadores, em especial os de baixa renda, que sofrem com a alta de produtos básicos. Só entre 2019 e 2022, o óleo, que subiu 180%, o café (+110%) e o leite longa vida (+105%).
E uma das razões para essa alta é justamente o preço do diesel. A maior parte dos produtos comercializados no país são transportados por vias terrestres – pelos caminhões – e, por isso, os custos com o frete são repassados aos preços dos alimentos, contribuindo para a elevação dos preços.
O valor efetivo do salário mínimo em 2023 só será conhecido no fim do ano, quando o presidente Jair Bolsonaro (PL) editar a Medida Provisória (MP) com o novo piso nacional.
A perspectiva para 2023 também é ruim, já que o Ministério da Economia reduziu a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) deste ano de 7,41% para 6,54%. O INPC é usado na correção do piso nacional do salário mínimo, de benefícios previdenciários, assistenciais e de despesas como abono salarial e seguro-desemprego.
Com o recuo, o reajuste do salário mínimo pode cair em R$ 10,00. A proposta inicial do projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA), encaminhado ao Congresso Nacional para o salário mínimo do próximo ano era de R$ 1.292, com a redução deve ir para R$ 1.282 – apenas R$ 70 a mais do valor atual de R$ 1.212.
Redução da inflação não chega aos pobres
O que em tese poderia ser uma boa notícia com a redução da inflação, na verdade, para os trabalhadores e trabalhadoras que têm reajustes salariais a partir do piso nacional, não traz nenhum benefício já que o que está fazendo a inflação cair é a medida eleitoreira de reduzir os preços dos combustíveis, enquanto os preços dos alimentos continuam em alta, pesando mais no bolso do trabalhador.
A inflação dos alimentos que continua alta, penaliza os trabalhadores, em especial os de baixa renda, que sofrem com a alta de produtos básicos. Só entre 2019 e 2022, o óleo, que subiu 180%, o café (+110%) e o leite longa vida (+105%).
E uma das razões para essa alta é justamente o preço do diesel. A maior parte dos produtos comercializados no país são transportados por vias terrestres – pelos caminhões – e, por isso, os custos com o frete são repassados aos preços dos alimentos, contribuindo para a elevação dos preços.
O valor efetivo do salário mínimo em 2023 só será conhecido no fim do ano, quando o presidente Jair Bolsonaro (PL) editar a Medida Provisória (MP) com o novo piso nacional.
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