10/06/2022
38º Conecef aprova plano de lutas e pauta de reivindicações ao banco

Bancários e bancárias da Caixa Econômica Federal realizaram de quarta-feira (8) a sexta-feira (10) o seu 38º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef), debateram sobre as questões que afetam seu dia a dia de trabalho e definiram suas pautas específicas de reivindicações, que serão negociadas com o banco durante a Campanha Nacional da categoria e a organização do movimento e das lutas a serem realizadas no próximo período. O congresso foi realizado de forma híbrida, com participação no local, em São Paulo, e de forma remota, por uma plataforma eletrônica de videoconferência e de votação.
“As resoluções refletem os debates que realizamos em nosso congresso e também aqueles realizados em nossos encontros estaduais e esperamos que deem conta de colocarmos no dia a dia de nossas ações os temas que afetam o dia a dia dos empregados nas agências e departamentos da Caixa”, disse o coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Clotário Cardoso.
Além da abertura solene conjunta dos congressos dos bancos públicos, ocorrida na quarta-feira (8), que contou com as reflexões do engenheiro e economista Eduardo Moreira, o 38º Conecef debateu sobre a defesa das empresas e dos bancos públicas e da Caixa 100% Pública; sobre saúde, condições de trabalho e Saúde Caixa; sobre a Funcef; sobre o ACT, a CCT e contratações; e no último dia sobre democracia e a organização do movimento.
“Este é um ano no qual nossa atuação é fundamental não apenas para garantir os direitos já presentes na CCT e no ACT e buscar novas conquistas para os empregados da Caixa, mas também para lutarmos pela manutenção da democracia e contra as políticas do governo que estão gerando desemprego, inflação, fome e carestia de preços de quase a totalidade da cesta básica. E as resoluções aqui tiradas são fundamentais para realizarmos esta luta”, afirmou o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), Sergio Takemmoto.
"Há ainda uma crise ética, política e institucional, além de ameaças constantes à democracia. O Brasil, com o projeto privatista do governo Bolsonaro, está na contramão do mundo. Por isso, a nossa pauta de reivindicações foi preparada visando a manutenção dos nossos direitos e o avanço contra aqueles que querem acabar com o patrimônio nacional. O 38º Conecef é um importante espaço qualificado de debates e orientação de luta para o movimento organizado dos empregados da Caixa, e, neste momento, todos nós temos uma função imensa de assegurar direitos que estão sendo ofertados de bandeja ao mercado. Mobilização e unidade são os caminhos para defender a Caixa 100% Pública e consequentemente todos os nossos direitos”, acrescentou o diretor do Sindicato Antônio Júlio Gonçalves Neto, que representou os bancários de Catanduva e região no Congresso.

Moções
Os delegados também aprovaram três moções. Uma em repúdio ao PL 4188/21, que institui o Marco Legal das Garantias de Empréstimos, e solicitando que as lideranças partidárias se posicionem contrárias a essa proposta. A segunda em repúdio à atitude persecutória da direção da Caixa, bem como os ataques contra a livre organização dos trabalhadores e exigindo o imediato cancelamento do processo disciplinar contra Sérgio Soares, funcionário de carreira da Caixa há 32 anos, que trabalha na agência Guaianases, na Zona Leste de São Paulo, bem como a qualquer empregado que, fazendo valer sua liberdade de manifestação, se contraponha à violência por parte dos gestores e às péssimas condições de trabalho na Caixa. A terceira moção aprovada é em defesa da democracia.
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