28/01/2022
Bancos gastam bilhões em propaganda e publicidade mas, na prática, colocam bancários e clientes em risco
Com o aumento de casos de pessoas infectadas com a variante Ômicron e, alta nos surtos de influenza (o vírus da gripe) e nova variação, a H3N2, médicos e especialistas em todo o mundo estão em alerta.
O Brasil registrou 199.126 casos de Covid em 24 horas, na última terça-feira (25), o terceiro maior número desde o início da pandemia. Vivemos um momento de instabilidade e é preciso manter o isolamento social e intensificar a segurança sanitária, com o uso de máscaras e limpeza adequada para reduzir as taxas de transmissão.
Preocupados com o aumento de casos na categoria, o Sindicato tem monitorado diariamente o índice de contaminação, exigindo que os bancos testem os funcionários com sintomas, e respeitem os protocolos de segurança, que incluem o afastamento do trabalhador, sanitização e fechamento das agências. Recebemos centenas de denúncias e estamos cobrando incansavelmente todos os bancos. Sabemos que não podemos colocar trabalhadores e clientes em risco.
Desde o início do ano já são milhares de agências fechadas em decorrência do Covid-19 em todo o país. Por meio do Comando Nacional dos Bancários, reivindicamos diversos itens para a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) como a retomada do home office; a suspensão de visitas a clientes neste momento de alta dos contágios; a melhorias do atendimento em telemedicina; o compromisso com a não-demissão; e a volta do controle das entradas em agências bancárias.
E qual a resposta dos bancos?
Mentem dizendo que os protocolos de segurança estão sendo cumpridos. Enquanto, para manter uma boa imagem para a sociedade, as despesas com propaganda e publicidade dos cinco maiores bancos, entre janeiro e setembro de 2021, tenham superado R$ 2,9 bilhões (valor 11,9% maior que o mesmo período de 2020), na prática demitem, aumentam as metas, mudam os protocolos sanitários sem diálogo com o movimento sindical (como o Banco do Brasil) e, definem que agências devem abrir aos sábados (como fez o Santander).
O banco Santander alega que a inadimplência está alta, o que tem levado muitos clientes a serem negativados, em um momento de desemprego agravado pela crise econômica e sanitária no país. Mas é importante ressaltar que o Santander, como todo o sistema financeiro, é parte da crise econômica no país, tendo em vista o alto índice de demissão no setor, com a manutenção das altas tarifas e juros extorsivos.
Os bancos são responsáveis pelo aumento do desemprego no país. Somente os cinco maiores, lucraram R$ 80,9 bilhões até setembro de 2021. De maneira geral, os bancos fecharam cerca de 1.040 agências em todo o território nacional em 2021. Desde o começo da pandemia, foram fechados mais de seis mil postos de trabalho.
Querem ajudar o país? gerem empregos; parem com as demissões; reduzam juros e tarifas; interrompam a terceirização; deixem de apoiar projetos de leis que retiram direitos e reduzem a massa salarial da população; e incentivem o crédito para pequenas e médias empresas, e ofereçam crédito responsável para os clientes. Como concessão pública, os bancos têm de cumprir seu papel social.
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