26/11/2021
Inflação segue em ascensão, e ‘prévia’ tem maior taxa desde 2002

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) subiu 1,17% em novembro, maior taxa para o mês desde 2002, segundo o IBGE. Os dados divulgados nesta quinta-feira (25) mostram que a inflação segue sua trajetória de ascensão. Agora, o indicador que é considerado “prévia” da inflação oficial já soma 9,57% no ano. Em 12 meses, varia 10,73%.
Mais uma vez, entre vários itens, a gasolina se destacou, com aumento de 6,62% em novembro e impacto de 0,40 ponto percentual na taxa geral. Esse combustível acumula aumento de 44,83% no ano e de 48% em 12 meses. Com isso, o grupo Transportes variou 2,89% neste mês, quando outros combustíveis também subiram de preço: óleo diesel (8,23%), etanol (7,08%) e gás veicular (2,59%).
Gás de botijão e encanado
Ainda nesse grupo, o IBGE apurou alta nos preços de automóveis novos (1,92%) e usados (1,91%), além de motocicletas (1,26%). Somados, os três itens representaram 0,10 ponto. Já os transportes por aplicativo, que já haviam subido 11,60% em outubro, agora aumentaram 16,23%. Por outro lado, caíram os preços de passagens aéreas (-6,34%), após duas altas seguidas, de 28,76% e 34,35%, respectivamente.
Com aumento de 4,34% no mês, o gás de botijão soma alta de 51,05% desde junho do ano passado. A energia elétrica subiu menos do que em outubro (de 3,91% para 0,93%), mas representou 0,05 ponto de impacto na taxa geral. Além de bandeira tarifária Escassez Hídrica em vigor, houve reajustes em Goiânia, Brasília e São Paulo.
Também em Habitação, que subiu 1,06% neste mês, o IBGE destaca a alta o gás encanado, de 0,88%, após reajuste no Rio de Janeiro. A taxa de água e esgoto variou 0,07%, com novo aumento no Rio, além de queda em Brasília.
Alimentos sobem menos
O grupo Alimentação e Bebidas subiu menos, de 1,38% em outubro para 0,40%. De acordo com o instituto, alguns produtos tiveram altas menos intensas: tomate (14,02%), frango em pedaços (3,07%) e queijo (2,88%). Houve ainda quedas em itens como carnes (-1,15%), leite longa vida (-3,97%) e frutas (-1,92%). Outros aumentaram mais do que no mês anterior, caso da batata inglesa (14,13%), enquanto a cebola, cujo preço havia caído em outubro, agora aumentou 7%.
A alimentação fora do domicílio ficou 0,15% mais cara. Enquanto a refeição aumentou 0,88%, o preço médio do lanche caiu 1,08%.
Com aumento em itens de higiene pessoal e produtos farmacêuticos, o grupo Saúde e Cuidados Pessoais teve alta de 0,80% no mês. E Vestuário (1,59%) registrou aumento em todos os itens pesquisados, como roupas femininas, masculinas e infantis, além de calçados e acessórios. Esse grupo soma 8,64% no ano, enquanto em igual período de 2020 caiu 1,31%.
O índice de “prévia” da inflação subiu em todas as áreas pesquisadas pelo IBGE. O menor índice foi apurado na região metropolitana de Belém (0,76%) e o maior, no município de Goiânia (1,86%). No acumulado em 12 meses, vai de 9,77% (Brasília) a 13,69% (Grande Curitiba), com variação de 9,82% em São Paulo.
O IPCA e o INPC deste mês serão divulgados em 10 de dezembro.
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