20/10/2021
Alerta: Covid-19 volta a crescer em diversos países. ‘Pandemia não acabou’, dizem cientistas

Indicadores de vários países mostram que a incidência de covid-19 volta a crescer, com aumento de internações e mortes. Rússia e Cingapura, por exemplo, vivem o pior momento da pandemia desde março de 2020. Contudo, são cenários distintos. Enquanto os russos possuem baixo percentual de vacinação, 33,6%, o país asiático tem 99,57% de pessoas completamente imunizadas. Em comum, os países deixaram de lado medidas de distanciamento social, entre outras ações protetivas. Cientistas alertam que uma tendência similar de piora pode chegar ao Brasil.
A melhora no cenário brasileiro, que veio junto com a vacinação, levou, por outro lado, ao relaxamento precoce em medidas de segurança, de acordo com cientistas. Eles alertam para patamares que seguem elevados de transmissão e mortes, e que, além disso, a situação continua recheada de incertezas. Em especial, pelo percentual insuficiente de vacinados; são cerca de 50%, enquanto a OMS (Organização Mundial da Saúde) indica ao menos 80% para uma situação mais confortável. “A pandemia ainda está em curso. Estamos avançando, mas não podemos negligenciar cuidados que ainda se fazem fundamentais”, afirmam os pesquisadores do Observatório da Covid-19 da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), em boletim divulgado na última sexta-feira (15).
Letal
A entidade revela que a letalidade no Brasil segue entre as mais preocupantes do mundo, em torno de 3%. Em alguns estados a situação é pior, como Roraima, com 14,3%; São Paulo, com 9,7%; e Rio de Janeiro, com 6,8%. De acordo com o Conass (Conselho Nacional dos Secretários de Saúde), o País soma 603.465 mortos, segundo com mais vítimas atrás apenas dos Estados Unidos, com pouco mais de 700 mil mortos e população 50% maior. Na segunda-feira (18/10) o Conass reportou 183 mortes em 24 horas, sendo que às segundas-feiras existe uma subnotificação natural do sistema. Também foram reportadas 7.446 novas infecções, somando 21.651.910 desde março do ano passado.
Retrocessos
O coordenador da Rede Análise Covid-19, Isaac Schrarstzhaupt, destaca que nas últimas semanas o país viu uma “desaceleração da queda dos números e uma possível estagnação em um patamar bem mais elevado do que gostaria”. Ele afirma que o país é grande e que o surto deve ser analisado de forma mais localizada. “São muitos fatores e a soma de todos é que nos mostra como a situação está e quais as políticas públicas que devem estar sendo debatidas. Temos muitas situações distintas. Uma taxa de transmissão só para o país inteiro não diz nada”, disse.
Ele cita levantamento do epidemiologista Wanderson de Oliveira que analisa cada estado brasileiro e sentencia: “Estacionamos na queda e retrocessos ocorrem em vários estados”. É o caso do Acre e do Ceará, por exemplo, como mostra boletim da Fiocruz. “No Acre, por exemplo, o número de casos registrados cresceu inacreditáveis 450%. No Ceará, após algumas semanas de queda do número de casos e óbitos, os registros aumentaram de forma abrupta em cerca de 4%”. Além do recrudescimento do surto, variações também são atribuídas a problemas de notificação.
Contudo, Schrarstzhaupt reafirma que os patamares de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (Srags) seguem inaceitáveis. “Estamos dezenas de vezes acima dos patamares de SRAG (uma das consequências da covid-19) que tínhamos antes da pandemia. Qualquer estacionada nesses patamares precisa ser comunicada e tratada”.
Como medidas necessárias, o pesquisador destaca a importância, mesmo que individual, de seguir protocolos mínimos.
“Como sindicato cidadão, além de lutar pela imunização da categoria e da população, buscamos alertar também sobre a importância da vacina. Caso você tenha perdido o prazo da segunda dose, procure mesmo assim o quanto antes um posto de vacinação. Ao não completar o esquema vacinal, você não coloca em risco somente a sua saúde, mas compromete a barreira de proteção contra a Covid-19 como um todo”, reforça o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Luiz Eduardo Campolungo.
"Ainda que você já tenha recebido as duas doses contra o coronavírus, continue adotando as medidas de proteção como o uso de máscaras, higienização das mãos e o distanciamento social. Espalhe esta informação!", acrescenta o diretor.

Cenário internacional
As vacinas, como explicam especialistas, seguem demonstrando boa eficácia contra o vírus, especialmente como estratégia coletiva para superação da pandemia. Entretanto, não existe imunizante 100% eficaz e o vírus possui potencial de circular entre vacinados. Com a circulação descontrolada do vírus, as mortes em números elevados serão inevitáveis e ainda existe o risco do surgimento de mutações virais. Há cinco dias consecutivos, a Rússia supera os novos casos diários, que estão por volta de 35 mil. Pela primeira vez, ontem (18), o país superou as mil mortes diárias.
Em Cingapura, o país saltou de uma média de 50 casos diários para patamares acima de 2 mil durante o mês de outubro. As mortes, ainda que poucas, também explodiram. Após meses sem registrar vítimas, mais de 10 morrem por dia no país. O país asiático já tomou atitudes e planeja retomar medidas rígidas de segurança. “Os hospitais voltaram a apresentar saturação na capacidade de atendimento, com longas filas nos setores de emergência. Diante disso, o governo restabeleceu a adoção de medidas restritivas e de distanciamento físico e social. A atual estratégia do país consiste em revisar suas restrições e realizar ajustes de acordo com a situação epidemiológica, sendo possível a necessidade do uso de máscaras, viagens limitadas e distanciamento físico e social até 2024”, informa boletim da Fiocruz, que apresentou o caso como alerta ao Brasil.
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