20/09/2021
Greves no primeiro semestre: por empresa, de curta duração e para manter direitos

O perfil das greves no primeiro semestre ratifica um perfil predominante nos últimos anos, das chamadas paralisações defensivas, aquelas deflagradas por descumprimento de acordo ou por manutenção de direitos. Segundo levantamento divulgado pelo Dieese, 92% das greves “incluíram itens de caráter defensivo na pauta de reivindicações”. Assim, o cenário “parece acenar para a permanência de um longo tempo de dificuldades”.
No total, o instituto acompanhou 366 paralisações de janeiro a junho, sendo a maior parte (69%) no setor privado, com predominância do setor de serviço. A análise apontou ainda movimentos de curta duração e por empresa.
De acordo com o Dieese, a maioria das greves (55%) no primeiro semestre terminou no mesmo dia em que foram deflagradas. Só 12% passou dos 10 dias de duração. Predominaram as paralisações em um local de trabalho (67%), ante 32% de categorias profissionais.
Salário atrasado
Apenas 65 greves tinham informações disponíveis sobre o número de trabalhadores envolvidos. Destas, 71% reuniram no máximo 200 grevistas. Já as paralisações com mais de 2 mil trabalhadores representaram só 1,5% do total.
As reivindicações mais frequentes foram relacionadas a pagamento de salários atrasados, além de férias e 13º: 42% do total. Em seguida, com 28%, estava a exigência de melhores condições de segurança, principalmente no aspecto sanitário, um efeito da pandemia de covid-19.
No setor privado, 95% das greves tiveram itens de caráter defensivo, com destaque para pagamentos em atraso. Nas estatais, esse número ficou próximo (93,5%), caindo um pouco entre o funcionalismo público (82,5%).
> Confira aqui a íntegra do estudo.
Em ano em que maioria das categorias teve perdas, bancários conquistam aumento real
Resultado de luta e mobilização, a categoria bancária conquistou na Campanha Nacional Unificada de 2021 reajuste salarial de 10,97% que corresponde a reposição integral do INPC acumulado entre setembro de 2020 e agosto de 2021, 10,42%, mais ganho real de 0,05%. O mesmo reajuste será aplicado em todas as cláusulas econômicas, como piso salarial, PLR, vale-alimentação, vale-refeição, auxílio creche, entre outros direitos garantidos na CCT que possui abrangência nacional.
O histórico de negociações ao longo dos anos tem se mostrado positivo para a categoria. Entre 2004 e 2021, o reajuste salarial obteve ganho real acumulado de 21,94%. No piso salarial o ganho real acumulado, no mesmo período, foi de 43,56%. Já nos benefícios de vale-alimentação e vale-refeição os ganhos acima da inflação nos últimos 17 anos foram de 35,49% e 33,96%, respectivamente. O auxílio-creche apresentou um ganho real ainda maior, de 44,78%, neste mesmo intervalo. Os reajustes diferenciados nas cláusulas econômicas são resultados de negociações específicas que visam melhorar os direitos conquistados pela categoria.
"Vale ressaltar que o fechamento da Campanha Nacional de forma antecipada, realizada em 2020, mostrou-se assertivo frente a alta inflacionária dos últimos meses e da instabilidade econômica, social e, sobretudo, política que o país atravessa. Sabemos que a campanha fechada no ano passado entra para a história como uma das mais difíceis em função de uma conjuntura nada favorável, em meio a uma pandemia mundial. Tivemos uma dura negociação com os bancos durante 15 rodadas cobrando dos bancos o avanço e a manutenção dos nossos direitos. Os bancários são exemplo de mobilização e conquistas", ressalta o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Roberto Vicentim.
No total, o instituto acompanhou 366 paralisações de janeiro a junho, sendo a maior parte (69%) no setor privado, com predominância do setor de serviço. A análise apontou ainda movimentos de curta duração e por empresa.
De acordo com o Dieese, a maioria das greves (55%) no primeiro semestre terminou no mesmo dia em que foram deflagradas. Só 12% passou dos 10 dias de duração. Predominaram as paralisações em um local de trabalho (67%), ante 32% de categorias profissionais.
Salário atrasado
Apenas 65 greves tinham informações disponíveis sobre o número de trabalhadores envolvidos. Destas, 71% reuniram no máximo 200 grevistas. Já as paralisações com mais de 2 mil trabalhadores representaram só 1,5% do total.
As reivindicações mais frequentes foram relacionadas a pagamento de salários atrasados, além de férias e 13º: 42% do total. Em seguida, com 28%, estava a exigência de melhores condições de segurança, principalmente no aspecto sanitário, um efeito da pandemia de covid-19.
No setor privado, 95% das greves tiveram itens de caráter defensivo, com destaque para pagamentos em atraso. Nas estatais, esse número ficou próximo (93,5%), caindo um pouco entre o funcionalismo público (82,5%).
> Confira aqui a íntegra do estudo.
Em ano em que maioria das categorias teve perdas, bancários conquistam aumento real
Resultado de luta e mobilização, a categoria bancária conquistou na Campanha Nacional Unificada de 2021 reajuste salarial de 10,97% que corresponde a reposição integral do INPC acumulado entre setembro de 2020 e agosto de 2021, 10,42%, mais ganho real de 0,05%. O mesmo reajuste será aplicado em todas as cláusulas econômicas, como piso salarial, PLR, vale-alimentação, vale-refeição, auxílio creche, entre outros direitos garantidos na CCT que possui abrangência nacional.
O histórico de negociações ao longo dos anos tem se mostrado positivo para a categoria. Entre 2004 e 2021, o reajuste salarial obteve ganho real acumulado de 21,94%. No piso salarial o ganho real acumulado, no mesmo período, foi de 43,56%. Já nos benefícios de vale-alimentação e vale-refeição os ganhos acima da inflação nos últimos 17 anos foram de 35,49% e 33,96%, respectivamente. O auxílio-creche apresentou um ganho real ainda maior, de 44,78%, neste mesmo intervalo. Os reajustes diferenciados nas cláusulas econômicas são resultados de negociações específicas que visam melhorar os direitos conquistados pela categoria.
"Vale ressaltar que o fechamento da Campanha Nacional de forma antecipada, realizada em 2020, mostrou-se assertivo frente a alta inflacionária dos últimos meses e da instabilidade econômica, social e, sobretudo, política que o país atravessa. Sabemos que a campanha fechada no ano passado entra para a história como uma das mais difíceis em função de uma conjuntura nada favorável, em meio a uma pandemia mundial. Tivemos uma dura negociação com os bancos durante 15 rodadas cobrando dos bancos o avanço e a manutenção dos nossos direitos. Os bancários são exemplo de mobilização e conquistas", ressalta o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Roberto Vicentim.
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