08/09/2021
7 de Setembro foi do povo e da democracia!
Nas ruas de mais de 220 cidades em todo o Brasil, neste 7 de setembro a sociedade brasileira confirmou o que dizem os principais institutos de pesquisa sobre a rejeição ao presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL) e seu governo. A maioria dos brasileiros considera o governo Bolsonaro ruim ou péssimo.
Pesquisa Datafolha de junho mostrou que 75% dos brasileiros defendem a democracia, contra 10% que defendem a ditadura.
E, para completar, todas as últimas pesquisas sobre a intenção de voto para presidente em 2022 apontam derrota acachapante – em todos os cenários – de Bolsonaro e, indicam vitória do ex-presidente Lula.
Neste 7 de setembro, mais do que comprovar essa rejeição, o povo brasileiro foi às ruas por um basta ao autoritarismo de Bolsonaro, um basta aos seus desmandos, ao projeto de destruição da democracia. É uma batalha árdua que vem sendo travada desde o golpe de 2016 contra a presidenta Dilma Rousseff e que agora, com o endurecimento de Bolsonaro em sua jornada para se perpetuar no poder, se intensifica.
“Essa mobilização foi histórica porque foi em defesa da democracia, que para nós é fundamental, porque só na democracia a classe trabalhadora avança nos direitos e conquistas”, disse Sérgio Nobre, acresentando: “7 de Setembro é do povo e da democracia e isso ficou claro”.
A mobilização deste 7 de setembro foi a quinta este ano e incluiu o 27º Grito dos Excluídos, movimento que teve origem em 1994 e que representa a luta dos mais vulneráveis por justiça social. Somados, todos os protestos já levaram milhões de pessoas às ruas para exigir o fim do governo de Bolsonaro.
"Os atos deste 7 de Setembro, dos quais o Sindicato participou virtualmente por medidas de segurança contra o Covid-19, foram para dizer que chega deste governo, que basta de Bolsonaro porque o povo não aguenta mais a continuidade do genocídio, do desmonte que ele tem promovido com as privatizações e do estado de exclusão social e da fome, que volta a atingir milhões de brasileiros”, pontuou o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Roberto Vicentim.
Desde as primeiras horas da manhã de terça-feira (7), os atos organizados pela CUT, centrais sindicais e movimentos populares que integram as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, já davam visibilidade às pautas mais urgentes para a sociedade.
As bandeiras de luta foram o fim do genocídio da população pela fata de enfretamento à pandemia que já matou quase 600 mil pessoas no país; por vacina já; por mais empregos e renda; contra a carestia, em especial os altos preços de alimentos e combustíveis, fatores que têm penalizado de forma severa os mais pobres. Mas, sobretudo a luta é em defesa da liberdade e pela democracia, que vem sendo duramente atacada por Jair Bolsonaro, que chegou a organizar atos em seu favor neste que é o Dia da Independência do Brasil, em claro sinal de que pretende dar um golpe e se perpetuar no poder.
> Veja AQUI alguns dos atos realizados na manhã de terça-feira, 7 de Setembro
Redes sociais
Nas redes sociais a mobilização também começou logo nas primeiras horas, com postagem utilizando a Hashtag #7SForaBoslsonaro. No Twitter, o popular “tuitaço”, ação que concetram o maior número possível de postagens em um determinado espaço de tempo, serviu como vitrine para a denúncia dos ataques à democracia, e contra as atrocidades autoritárias de Bolsonaro. Até no exterior, houve manifestação de resistência em relação ao governo brasileiro.
Tanto no Twitter como no Facebook, além de milhares de brasileiros, personalidades do mio político também manifestaram apoio à luta contra o governo fascista de Bolsonaro.
Próxima data de mobilização
O presidente Nacional da CUT, Sérgio Nobre, também destacou a importância de tirar Bolsonaro para o país mudar de rumo e disse que no próximo dia 14 já tem mobilização marcada contra as privatizações e em defesa dos serviços públicos, convocado pelos servidores e trabalhadores das empresas públicas.
“Dia 14 a luta não é só dos servidores e trabalhadores das empresas públicas, a luta é de todos”, afirmou Sérgio referindo-se ao desmonte dos serviços públicos se a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 32, da reforma Administrativa, for aprovada pelo Congresso Nacional.
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