22/07/2021
Contraf-CUT convoca categoria bancária para manifestações contra Bolsonaro no sábado

A presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, convoca a categoria bancária a participar das mobilizações deste sábado (24) contra o governo Bolsonaro. É o terceiro dia nacional de luta organizado por mais de 100 organizações sociais.
“Neste sábado, os brasileiros vão se manifestar mais uma vez contra esse governo e sua política de fome e miséria. Nós, bancárias e bancários, temos todos os motivos para nos juntarmos a essa mobilização. É só lembrar que nos últimos dias surgiram novos ataques à nossa categoria, como a ameaça de acabar com os vales refeição e alimentação, a proposta de reforma tributária que retira o benefício da declaração completa do Imposto de Renda para quem ganha mais de R$ 3,3 mil. Sem falar da corrupção, do desemprego cada vez maior, inclusive nos bancos, na alta dos preços, na miséria, na fome e na negação de se combater efetivamente a pandemia”, afirmou Juvandia Moreira.
As mobilizações de sábado são pelo impeachment já, contra o desemprego e a fome; pelo auxílio de R$ 600 até o fim da pandemia; vacina já para todos e todas e contra a reforma administrativa e as privatizações. A presidenta da Contraf-CUT destaca que o dia nacional de luta não é apenas contra o presidente Bolsonaro. “Queremos Bolsonaro fora, mas é preciso mudar toda a política de miséria, de ataques aos direitos sociais. Além de Bolsonaro, precisamos botar para fora toda essa equipe de governo e mudar forma de administrar o país. Nossa prioridade é combater a desigualdade social, fazer o país voltar a crescer, gerar empregos, acabar com a fome e a pandemia”, ressalta Juvandia.
A exemplo da Contraf-CUT, o Sindicato dos Bancários de Catanduva e região se junta às centrais sindicais como a CUT, às frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, partidos de oposição e amplos setores da sociedade que aderem ao movimento.
“Nossa categoria sente na pele o desastre administrativo e político desse governo. Estamos contra todas as políticas que esse governo tem feito, de desmonte dos direitos trabalhistas, de desemprego, fome, miséria. A cada dia aumentam as denúncias e cresce a rejeição da população. Mesmo que de maneira virtual, a mobilização e a adesão de todos é fundamental. É urgente barrar o projeto de destruição nacional e dizer basta ao descontrole da pandemia, ao descalabro da fome, da carestia, do desemprego, às privatizações, corte de investimentos na educação, à precarização e desmonte do SUS, à falta de vacinas. Não bastasse ignorar uma pandemia que já matou mais de meio milhão de brasileiros, nada faz para combater a crise econômica e a miséria que atinge o país. É hora de mostrarmos nossa indignação", reforça o presidente do Sindicato, Roberto Vicentim.
Mais de 200 atos
O protesto "#24JForaFolsonaro – Nas Ruas e nas Redes de Todo o Brasil" já tem mais de 200 atos conformados em todo o país. São manifestações organizadas em 23 capitais, no Distrito Federal, em cidades do interior do Brasil e também de países como Alemanha, Estados Unidos, Portugal, França e Canadá. Os organizadores dos atos orientam as pessoas a utilizarem, nas manifestações de rua, máscara, álcool em gel, manterem distanciamento, evitarem aglomerações e seguirem os protocolos sanitários.
Há, ainda, outras formas de se manifestar contra Bolsonaro sem sair de casa como fazer panelaços, colocar faixas e cartazes na frente das casas. O Sindicato participará das manifestações virtualmente. "Orientamos todos a utilizarem suas redes sociais como forma de protesto contra os ataques do governo Bolsonaro aos trabalhadores e seus direitos, de maneira segura e sem exposição ao contágio pelo coronavírus", destaca Vicenitm.
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